Na apresentação feita pelo escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, há uma planta simplificada do funcionamento do projeto, planta que segue apresentada abaixo. Como pode-se observar no post escrito pelo colega Delegado Pedro Zabaleta, há razões efetivas para questionar o acesso às áreas da orla.
Pela planta o acesso se dá apenas pelo Gasômetro. Como podemos considerar a sério um projeto cuja concepção reflete tão pouco as necessidades reais de acessibilidade (a todos).
Arquiteta e Urbanista Eliana Hertzog Castilhos
segunda-feira, 19 de março de 2012
Projeto do arq. Jaime Lerner para a Orla de Porto Alegre. EVU e Estudos de Concepção, na íntegra.
A todos que tem alguma curiosidade em relação aos projetos da Orla, o mesmo está com o EVU (Estudo de Viabilidade urbanística) tramitando no Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre, CMDUA. O Arquiteto Alan, que é Conselheiro da Região 1, está com o processo em vistas e por acreditar na transparência que o processo deve ter, postamos o mesmo aqui.
Como os processos do Conselho são públicos, assim como suas reuniões, consideramos que a divulgação da informação é benéfica a todos, pois esclarece e permite a todos contribuir com o processo ou mesmo com o escritório de arquitetura responsável pelo projeto. Segue portanto, o que consta no processo com expediente único de número 002.331464.00.2, material referente ao estudo de viabilidade urbanística.
Segue fotos da prancha do EVU.




Este é o EVU aprovado pela CAUGE e que estará em votação na reunião de amanhã do CMDUA.
No link abaixo está toda a documentação do processo, à excessão da planta do EVU que está postada como imagem. Lá pode-se conferir a documentação apresentada e a produzida pela CAUGE.
http://www.cubbos.com/blog/processo-evu-orla-poa.pdf
Na sequência (novos posts), vamos divulgar algumas fotos do projeto e pranchas ampliadas.
Sem querer ser chata mas já sendo, pra mim, ficou devendo... eu que tenho filha pequena pergunto, cadê a áreas para as crianças neste mega projeto? Não vi... A praça Julio Mesquita virou espaço de estacionamento, um mega espelho d'água e...? nada mais, não tem função determinada... um verdadeiro desperdício considerando que nesta área há resquícios dos antigos muros da cidade, há atividades. Nos demais espaços, quadras poliesportivas polvilham sem que nada verdadeiramente novo seja proposto. Não vi um banco fora os bancos que surgem dos decks. Jardins aquático para um lugar como o Guaíba, parece piada... comparável só aos artistas da Globo mergulhando no nosso litoral "azul".
Sério, será que alguém pode ao menos se informar sobre a nossa cultura, nossos hábitos, nosso cotidiano, para então projetar espaços para a nossa cidade? Esta não é exatamente uma área degradada, ao contrário. E mesmo assim, parece que temos que zerar tudo... além de tudo, para um projeto que se propõe a ser barato, tem bastante aterro para deixar o tal passeio na cota de 2,0m...
A idéia era divulgar a informação e isto estamos fazendo mas que para mim, o notório saber ficou devendo, isso ficou. E me pergunto, seria por que o notório saber do sr. arq. Jaime Lerner deveria ter sido usado para fazer o trabalho do MasterPlan, ou seja, fazer o trabalho que o GT Orla fez, uma vez que tem reconhecido currículo na área da gestão urbana? Ou então seria por que o arq. Taco Roorda, arquiteto que veio apresentar o trabalho (da empresa Cidades Planos) e que assina o documento que acompanha o mesmo não seja tão notório saber quanto o próprio Jaime Lerner. Fica a pergunta e o desejo de ver os questionamentos respondidos pelo arquiteto que efetivamente coordena o referido projeto e que está sendo bem pago para tanto.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
Como os processos do Conselho são públicos, assim como suas reuniões, consideramos que a divulgação da informação é benéfica a todos, pois esclarece e permite a todos contribuir com o processo ou mesmo com o escritório de arquitetura responsável pelo projeto. Segue portanto, o que consta no processo com expediente único de número 002.331464.00.2, material referente ao estudo de viabilidade urbanística.
Segue fotos da prancha do EVU.
Este é o EVU aprovado pela CAUGE e que estará em votação na reunião de amanhã do CMDUA.
No link abaixo está toda a documentação do processo, à excessão da planta do EVU que está postada como imagem. Lá pode-se conferir a documentação apresentada e a produzida pela CAUGE.
http://www.cubbos.com/blog/processo-evu-orla-poa.pdf
Na sequência (novos posts), vamos divulgar algumas fotos do projeto e pranchas ampliadas.
Sem querer ser chata mas já sendo, pra mim, ficou devendo... eu que tenho filha pequena pergunto, cadê a áreas para as crianças neste mega projeto? Não vi... A praça Julio Mesquita virou espaço de estacionamento, um mega espelho d'água e...? nada mais, não tem função determinada... um verdadeiro desperdício considerando que nesta área há resquícios dos antigos muros da cidade, há atividades. Nos demais espaços, quadras poliesportivas polvilham sem que nada verdadeiramente novo seja proposto. Não vi um banco fora os bancos que surgem dos decks. Jardins aquático para um lugar como o Guaíba, parece piada... comparável só aos artistas da Globo mergulhando no nosso litoral "azul".
Sério, será que alguém pode ao menos se informar sobre a nossa cultura, nossos hábitos, nosso cotidiano, para então projetar espaços para a nossa cidade? Esta não é exatamente uma área degradada, ao contrário. E mesmo assim, parece que temos que zerar tudo... além de tudo, para um projeto que se propõe a ser barato, tem bastante aterro para deixar o tal passeio na cota de 2,0m...
A idéia era divulgar a informação e isto estamos fazendo mas que para mim, o notório saber ficou devendo, isso ficou. E me pergunto, seria por que o notório saber do sr. arq. Jaime Lerner deveria ter sido usado para fazer o trabalho do MasterPlan, ou seja, fazer o trabalho que o GT Orla fez, uma vez que tem reconhecido currículo na área da gestão urbana? Ou então seria por que o arq. Taco Roorda, arquiteto que veio apresentar o trabalho (da empresa Cidades Planos) e que assina o documento que acompanha o mesmo não seja tão notório saber quanto o próprio Jaime Lerner. Fica a pergunta e o desejo de ver os questionamentos respondidos pelo arquiteto que efetivamente coordena o referido projeto e que está sendo bem pago para tanto.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
domingo, 18 de março de 2012
Como ficou o guarda-corpo da ciclovia da avenida Ipiranga.
A todos que acompanharam, postamos aqui o resultado final e algumas ponderações sobre o processo, as questões técnicas e legais para a implantação do guarda-corpo da ciclovia da av. Ipiranga.
Inicio chamando a atenção sobre alguns "parênteses" do processo. Afinal, de quem é o dinheiro que está sendo utilizado para pagar o guarda-corpo? Pergunto por que em conversas com o assessor de imprensa da Prefeitura, Sr. Cláudio Furtado, o mesmo me repassou que o valor era da Prefeitura e não do grupo Záffari, algo que na verdade exigiria uma licitação para a implantação do equipamento. Já no site, consta que o valor é do Grupo Záffari, e não da prefeitura, assim como as placas da obra indicam o Zaffari como empreendedor da ciclovia (mas não do guarda-corpo). Não há qualquer placa referente à execução do guarda-corpo, nem menção ao tal Grupo Leão de Parobé. Antes de tudo, eu gostaria de saber afinal, quem efetivamente está pagando... mesmo por que, o grupo Záffari ganhar divulgação de estar pagando e sair do nosso bolso (dos contribuintes) o valor, seria uma verdadeira vergonha. E que esta minha cobrança é legal e deve ser transparente a todos.
Sigo, destacando o guarda corpo e seu acabamento final, em algumas fotos que tirei no dia de ontem.
Inicio chamando a atenção sobre alguns "parênteses" do processo. Afinal, de quem é o dinheiro que está sendo utilizado para pagar o guarda-corpo? Pergunto por que em conversas com o assessor de imprensa da Prefeitura, Sr. Cláudio Furtado, o mesmo me repassou que o valor era da Prefeitura e não do grupo Záffari, algo que na verdade exigiria uma licitação para a implantação do equipamento. Já no site, consta que o valor é do Grupo Záffari, e não da prefeitura, assim como as placas da obra indicam o Zaffari como empreendedor da ciclovia (mas não do guarda-corpo). Não há qualquer placa referente à execução do guarda-corpo, nem menção ao tal Grupo Leão de Parobé. Antes de tudo, eu gostaria de saber afinal, quem efetivamente está pagando... mesmo por que, o grupo Záffari ganhar divulgação de estar pagando e sair do nosso bolso (dos contribuintes) o valor, seria uma verdadeira vergonha. E que esta minha cobrança é legal e deve ser transparente a todos.
Sigo, destacando o guarda corpo e seu acabamento final, em algumas fotos que tirei no dia de ontem.
Como disse no início, apresento minha opinião técnica e pessoal de arquiteta que acompanhou todo o processo desde o início. Devo confessar que o resultado final me surpreendeu no que se refere ao custo. Um valor de pouco mais de R$ 115,00 por m linear é realmente um valor bem inferior às estimativas gerais o que deve ser considerado como bastante positivo. Não encontrei na internet maiores informações sobre o referido grupo Leão, de Parobé, que é o responsável pelo fornecimento do produto. E como o site da PMPA não divulga maiores informações, realmente não temos como discorrer sobre o material em si. Preocupa porém o fato de que de acordo com o Edital do Concurso, o guarda-corpo deveria atender à NBR 14.718 - Guarda Corpos de Edificação, o que não ocorreu nem no momento da escolha do vencedor, nem agora, no momento da implantação do modelo. Embora seja uma norma para edificações, ela estabelece padrões de segurança. E sua inserção no edital enquanto parâmetro de qualidade deveria ser respeitada. Fora a questão do espaçamento entre as peças, que no modelo instalado está bastante superior aos 11cm estabelecidos pela Norma, não há empunhadura (entre as alturas de 90 e 110cm). Neste trecho há apenas a almofada. No projeto inicial, havia uma barra superior, que não se manteve. mas se o custo está inferior ao R$ 150,00 por que não adequá-lo à Normatização exigida.
Preocupa-me também o fato de que se aspectos básicos não estão sendo atingidos, o que resta para os aspectos relacionados à resistência e segurança das peças. Ou seja, conforme Anexo A e B da Norma, quanto ao esforço estático horizontal e vertical (respectivamente), este guarda-corpo resiste ao esforço lateral de 167 kg por m linear? E quanto à resistência à impactos (Anexo C), ele resiste ao impacto de 700J (Joule) aplicado no centro geométrico do painel (aplicado tipo pêndulo)?
Destaco que estas questões, em se tratando de um produto novo, devem obrigatoriamente ter sido testadas para a segurança de todos, bem como para que futuramente não tenhamos que eventualmente pagar por alguma inadequação.
Utilizamos este espaço para que as pessoas sejam esclarecidas e destacamos que, em casos de inconformidade, tanto prefeitura quanto arquiteto podem ser responsabilizados (mutuamente).
Lembramos aqui que o nosso propósito não é político e sim técnico e que estas cobranças sempre serão feitas quando pertinentes. E que a transparência deve ser cobrada de todos os que gerenciam os recursos dos nossos imppostos, justamente para aumentar a eficiência da administração pública.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
quinta-feira, 15 de março de 2012
Instituto do Planejamento de Porto Alegre
Caros leitores, segue documento retirado do diário oficial, de ontem, 14/03/2012, onde a SPM institui grupo de trabalho para a criação do Instituto de Planejamento Urbano e Ambiental de Porto Alegre, segue texto na Integra:
SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL, no uso de suas atribuições legais,
DESIGNA ARTUR PAULO ARAUJO ZANELLA, 77346/1, JOSÉ LUIZ FERNANDES COGO, 81209/2, da Supervisão de Planejamento Urbano, ANDREA OBERRATHER, 185891/2, da Supervisão de Desenvolvimento Urbano, FRANCISCO CARLOS DORNELLES, 937723/1, representando o Secretário da SPM; AGNESE GIUSEPPINA SCHIFINO, 938467/1, da Assessoria de Comunicação Social; JEZONI LUIS DIAS ALMEIDA, 982547/1, da Assessoria Jurídica; LUIZ CARLOS ZUBARAN, 266441/4 e PAULO AFONSO PEREIRA DA ROSA, 645579/3, da Assessoria Técnica; GERSON SGIERS, 73020/3, do Núcleo de Expediente e Pessoal; AURO LUIS CAMPANI, 223170/2, do Gabinete do Secretário e LEONARDO RIBEIRO CESAR, 773533/1, da Assessoria de Planejamento e Programação; como Secretário Executivo, para sob a Presidência do primeiro, constituírem o Grupo de Trabalho que tem por finalidade, no prazo de 60(sessenta) dias prorrogáveis por igual período, proceder a realização de estudos para a implantação do INSTITUTO DE PLANEJAMENTO URBANO E AMBIENTAL DE PORTO ALEGRE, através da Portaria 036, de 07/03/2012.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
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quarta-feira, 14 de março de 2012
BRT em Porto Alegre, é iniciada a obra
Conforme o Jornal Correio do Povo de Ontem, na página 19, se deu início as obras do BRT em Porto Alegre, já havíamos postado informações sobre o assunto:
Saí portais da cidade entra BRT
A notícia mesmo que inesperada foi muito divulgada pela mídia, é uma grande obra para Porto Alegre, esperamos que as discrepâncias entre o que a população reivindicava durante os Portais da Cidade tenham sido contemplados agora neste novo projeto.
Arquiteto e Urbanismo Alan Cristian Tabile Furlan
Saí portais da cidade entra BRT
A notícia mesmo que inesperada foi muito divulgada pela mídia, é uma grande obra para Porto Alegre, esperamos que as discrepâncias entre o que a população reivindicava durante os Portais da Cidade tenham sido contemplados agora neste novo projeto.
Arquiteto e Urbanismo Alan Cristian Tabile Furlan
Projeto da Orla - Manifestação do delegado Pedro Zabaleta
Estamos disponibilizando aqui o texto integral de autoria do delegado da RP1, que autorizou a sua divulgação. Esclarecemos aqui que este blog dá espaço a todas as partes e que caso seja de interesse do escritório autor do projeto responder através deste espaço, também disponibilizaremos suas argumentações.
Na verdade, gostaríamos, pois como sempre afirmamos, a crítica serve para melhorar o projeto e que todo o profisional assim a deve considerar.
O plano conceitual de notório (não) saber.
Na noite de 8 de março assisti, na condição de delegado da RP1 (Região de Planejamento 1 do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental), a uma apresentação do "Plano Conceitual", desenvolvido pelo escritório do arquiteto Jaime Lerner, a ser aplicado à orla do rio Guaíba, no trecho compreendido entre a Usina do Gasômetro e o arroio Cavalhada, equivalente a 6 quilômetros de extensão.
O escritório de Jaime Lerner foi contratado para a tarefa, pelo executivo municipal, por obra e graça do prefeito Fortunati, sem licitação, por alegado "notório saber". O mesmo escritório foi responsável pela montagem da licitação para o projeto do "Cais Mauá", e também único participante e vencedor daquela licitação.
Na apresentação do "Plano Conceitual", foi usada a mesma forma de apresentação anteriormente utilizada no caso do "Cais Mauá": imagens desenvolvidas em computador, que não guardam fidelidade a metragem, perspectiva e realidade das existências atuais nos locais. Além das imagens apresentadas, não há mais nada. Nenhuma linha escrita. O plano foi apresentado como estando ainda em aberto, sujeito a alterações.
O grande objetivo do "Plano Conceitual", conforme determinação do prefeito, é propiciar ao cidadão porto-alegrense o desfrute da orla do rio Guaíba, garantindo fácil acesso, e circulação de forma contínua e ininterrupta, da Rodoviária até o arroio Cavalhada.
Na apresentação verificou-se que, em todo o trecho referido, há uma única proposta de acesso à orla ao pedestre, sem ter de atravessar avenidas de tráfego intenso e próximo do limite de velocidade urbana, exatamente na altura da Usina do Gasômetro, fazendo a ligação da praça Júlio Mesquita com a cobertura vegetal do futuro shopping center do "Cais Mauá".
Brilhante! 6 quilômetros de extensão de orla, tem um único acesso direto, numa das pontas, e o objetivo primordial do plano é garantir o desfrute da orla.
Desfrutar como, sem acesso?
A questão do acesso é pior no sub-trecho compreendido entre a Av. Ipiranga e a Av. José de Alencar , e que na orla equivale a área do Parque Marinha do Brasil. O usuário da orla, para lá chegar oriundo do bairro Menino Deus, tem que atravessar até quatro vias. Três delas em operação, de intenso tráfego e velocidade próxima do limite urbano, que são a Av. Praia de Belas, a Av. Borges de Medeiros e a Av. Beira-Rio. A quarta via, que breve terá tráfego, é a nova pista que inicia na Av. Beira-Rio, sentido bairro-centro, e dirige-se para o novo Fórum na Av. Ipiranga. Para o usuário deste sub-trecho nem uma única possibilidade de facilitar o acesso direto à orla. "No futuro serão estudadas possibilidades..." encerrou o apresentador.
Outra questão importante é estabelecer as diretrizes para regrar a coexistência de condomínios privados com as áreas públicas abertas. Evidentemente entendo como condomínio privado, áreas fechadas e com acesso restrito, em horário restrito. Ao longo da orla, no "plano" em questão, existirão condomínios privados nas duas torres e no shopping center do "Cais Maúa", na área de lazer dos sócios do Sport Clube Internacional, e no projeto de edifícios comerciais do Pontal do Estaleiro Só. Um sexto condomínio privado ainda poderá ser acrescentado no trecho, uma marina. É evidente que a gestão destes condomínios não poderá permitir livre acesso a suas áreas devido a existência de bens de propriedade privada das iniciativas comerciais nas torres e no shopping, a reserva de acesso a sócios pagantes do Internacional, bem como barcos da marina, etc.
Questionado a respeito, o apresentador olhou para outro membro da trupe do executivo, que sentenciou: "O livre acesso continuado a todo trecho da orla está garantido!". Como? Nenhuma resposta. Nenhuma diretriz. Nenhuma linha escrita. Nenhum fio de bigode. Apenas a afirmação.
Pela apresentação, realizada por arquiteto lotado no gabinete do prefeito, e não por membro da empresa autora do plano, chega-se inevitavelmente a desconstituição do alegado "notório saber", utilizado para justificar não apenas a contratação, mas também seu preço: 2,15 milhões de reais, considerado, por alguns executivos da área, valor superior ao que se pratica no mercado.
Para concluir, antes que digam que sou do contra, afirmo que não conheço ninguém que seja contrário a iniciativa de qualificar o acesso e o uso da orla do rio Guaíba. Ressalvo que a orla não necessita de revitalização, posto que ali a vida viceja e pulula. O porto-alegrense e os usuários da orla, onde pratico minhas caminhadas e tomo meus banhos de sol, quer, e muito, a melhoria do acesso e das condições de uso daquela que considera a principal jóia, não da coroa, mas sim do povo da "mui leal e valerosa".
Portanto, nada contra a melhoria de acesso e uso da orla do rio Guaíba. Apenas restrições a "notório saber" que se revela pífio.
* Pedro Aurélio Zabaleta - cidadão, delegado da RP1 (Região de Planejamento 1 do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental).
Destacamos apenas que, as discussões que abrimos são a todos, e (novamente) buscam a melhoria do projeto. Justamente por saber da importância do mesmo. Não recebemos nada para ir nas reuniões da RP1 ou do Conselho do CMDUA. Ganhamos sim a certeza de estarmos ajudando o desenvolvimento da nossa cidade.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
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