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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Inovação de verdade, só podia vir da Casa Cor São Paulo.

Há muito tempo penso que as mostras de arquitetura de interiores caíram na mesmice, sem grandes inovações. Uma demonstração do bom gosto de arquitetos e nada mais. Pouco se ousa, pouco se cria. Belos espaços mas poucos conceitos. Aqueles que costumávamos estudos nas aulas de "introdução ao projeto" ou mesmo nas aulas de "história da arquitetura".
Foi, porém, com muita surpresa, que me deparei com este ambiente na Casa Cor São Paulo, uma das poucas mostras onde arquitetos ainda tentam ousar mais. Não é a troco de nada que foi lá que surgiu o chuveiro de teto. É que parece que lá, os profissionais ainda estão buscando algo.
Por isso, realmente vale  pena destacar o espaço Inovação, da Casa Cor São Paulo 2011.
(vídeo extraído do site youtube)



O BijaRi desenvolveu para o Espaço Inovação da Telefônica na Casa Cor um ambiente com vídeo mapping. O projeto é uma sala mapeada em que a inovação da fibra ótica é demonstrada com efeitos que tornam o ambiente uma experiência sensorial, proporcionando um espetáculo único aos visitantes.
Espaço Inovação Telefônica
Casa Cor SP 2011
Jockey Club de São Paulo
Av. Lineu de Paula Machado, 1.075
Período: 24 de maio a 12 de julho.
(Material retirado do BIJABLOG, assim como as imagens).














O legal é que de uma sala escura surgem formas, luzes, ou mesmo uma projeção de volumes que remete às grandes cidades. Inovação com certeza é uma palavra que combina com este espaço, que combina com a cidade de São Paulo e que pode ser um marco no sentido da utilização de novas propostas para as mostras de arquitetura brasileira.


Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pixel XL: Revestimento mais que personalizado.

Para quem um dia já se incomodou com profissionais pouco qualificados e que estressam a gente quando estamos em obra, segue um revestimento decorativo diferenciado que está sendo lançado na europa, o Pixel XL, um revestimento que se adere facilmente à paredes lisas, a partir do princípio do magnetismo. Com custos bem acessiveis e um visual totalmente pop, segue a linha de design que prima pela solução individualizada para cada um, para cada lugar.
O revestimento tem como base o princípio do imã. A parede que receberá o revestimento deverá ser pintada com um base férrea. E partir daí, os pixels aderem a partir do efeito magnético. Com isto, a decoração pode mudar sistematicamente, a cada dia, semana, mês... ou mesmo humor do cliente. Em tamanhos de 5 ou 10 cm e cores variadas,
Segundo o site oficial do produto, http://pixelsxl.com/pixel-xl/, o produto desenhado pela CDROIG S.L surgiu da necessidade de variar o espaço sem a necessidade de obra.

"La idea surge de la necesidad de variar el aspecto de una habitación con relativa frecuencia. A esto se unió el concepto de dejar mensajes en la pared a través del propio revestimiento, y finalmente se buscó un formato cómodo para poder realizar ambas cosas. Pixeles: CUADRADOS MATERIALIZADOS.
Pixels XL permite cambiar la decoración de las paredes de forma sencilla y rápida: poner, quitar, añadir, modificar… sin obras ni escombros.
El funcionamiento de este sistema se basa en que la superficie se cubra con una imprimación con partículas de hierro que consigue el efecto magnético (desde PixelsXL te facilitamos dicha imprimación llamada Pixels XL Paint base); es necesario que la superficie a decorar contenga características férricas para conseguir
el efecto magnético de los Pixels XL.
Para ello necesitamos: una pared lisa y cualquiera de los productos que Diseño Cdroig ha desarrollado para una decoración sin agujeros, ni reformas. Los productos son Pixels XL (cuadrados materializados) y Pixels XL Paint Base (imprimación con base férrica).
Pixels XL es un sistema de revestimiento removible que requiere de una pieza magnética y un soporte o superficie férrica."
segue mais algumas imagens retiradas do site oficial:




























Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

sexta-feira, 25 de março de 2011

Design retrô e super diferenciado para um simples poltrona infantil. Resgate que vale a pena.

Sempre que falamos em reformar algo aqui no escritório, falamos que para ficar legal antes de tudo temos que achar os porquês de fazer certas coisas. Peças retrô garantem um diferencial aos ambientes e o seu uso pode garantir um charme extra na composição. Algumas lojas já se deram conta disso, como é o caso da Coisas da Dóris, uma loja bem diferenciada em São Paulo, que busca justamente isso, vender um diferencial. E lá no fundo, isto busca dar um ar mais de casa para certos ambientes. Isto para tentar nos tirar da mesmice da repetição sem fim de solução.
(Se alguém quiser conferir pode acessar o blog:
http://coisasdadoris.blog.uol.com.br/ )

A poltroninha infantil que segue na imagem foi um presente que recebemos. Ela foi usada pela dinda da minha filha, e agora estava ficando de "herança". À primeira vista, de um gosto bastante duvidoso, afinal o revestimento não ajuda. Olhando com atenção, porém, dá pra ver que a peça em si tem seu charme, algo que lembra o design de "Alice no País das Maravilhas", realmente diferente.
Pesquisando, pude encontrar muito pouco de versões de polltronas deste tipo, e com este design, realmente nenhuma.
As taxinhas fixando o tecido, o ar "cabeçudinho" da peça, as curvas acetuadas e os pezinhos de madeira realmente davam um charme extra... pena o tecido.
Mas como ele estava rompido... uma oportunidade para recuperar mais uma peça.

Após alguns dias, segue como ficou:

Como a peça já era diferente o suficiente, a escolha foi por um tecido de cor clara perolisada, garantindo assim maior destaque à peça do que ao tecido. A opção pelo facto, um modelo "emborrachado" e impermeável que se adapta à necessidade da própria criança, que sempre vai poder sujar e ter a peça limpa, sem deixar os pais neuróticos.
As tachinhas, tiveram que ser substituídas por peças cromadas, pois não se conseguia mais o modelo escuro, necessidade que acabou se adequando ao visual mais moderno que a reforma deu à peça.
O resultado final foi do uma peça única, que chamou a atenção inclusive de quem trabalhou com a peça, lá na estofaria Petrópolis. Charme que garante um diferencial ao ambente onde estará inserida, uma sala de tv, um estar, onde a criança passa a ter seu lugar junto aos adultos, mas na sua escala.

Algumas dicas de manutenção:
- limpar com sabão neutro e esponja umedecida, remover o excesso com pano úmido e secar em ambiente arejado;
- Evitar a utilização de produtos químicos;
- Nos revestimentos com tonalidades claras, evitar contato com tecidos que soltem tinta.
Manchas
Pano de limpeza umedecido em produto multiuso ou álcool, friccionar levemente e remover o excesso com pano úmido;
Secar em ambiente arejado.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 24 de março de 2011

Reforma de cadeira executiva giratória de escritório: impressionante.

A cadeira que é o objeto deste post tem cerca de 25 anos e é da marca Giroflex. Ao longo dos anos, ela foi sendo descaracterizada, seja através dos inúmeros arranhões que existiam na superfície de madeira, seja pela troca de tecidos, pela remoções dos botões do modelo original, perda do gás da base, entre outras alterações. Entretanto, sua essência continuava lá, nas linhas consagradas de Charles Eames.
A cadeira era do pai do arquiteto Alan Furlan, e sua reforma era mais do que um simples aproveitamento de cadeira, era um resgate de uma lembrança, de uma história.
Na verdade, o interessante de recuperar um peça é exatamente isto, resgatar algo que tenha um significado importante para cada um, dando uma maior pessoalidade ao ambiente. Seja ao ambiente comercial ou residencial.
A cadeira estava assim...


















E ficou assim...


O tralhado de reforma ficou por conta da Estofaria Petrópolis. Foi feito o polimento das peças de alumínio, a recomposição dos estofamentos, o revestimento com pelino e a recuperação das peças de madeira. Um trabalho extenso, e que envolveu alguns profissionais.
Esta na verdade é uma das vantagens de fazer a contratação de uma empresa e não de um profissional liberal, que dificilmente teria infra-estrutura para realizar todo o serviço necessário.
A reforma trouxe de volta o charme da peça original, além de manter viva a lembrança.
Fora isso, há ainda a questão do reaproveitamento em si, que, ambientalmente falando, é uma conduta mais do que desejável.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

sexta-feira, 18 de março de 2011

Reforma de Cadeira. Post 7.


Ontem as cadeiras ficaram prontas e foram entregues. O resultado, surpreendente, considerando as condições em que elas se encontravam. Devo confessar que após o atraso do primeiro dia e do segundo, fiquei com medo de que o mesmo se prolongasse por mais tempo. Felizmente, tudo deu certo. Embora eu esteja sendo de certo modo complacente, vejo que atrasos por parte dos prestadores de serviço é prática comum, não devendo este sem o principal fator de avaliação de um serviço. Não é porém desnecessário. Mas a meu ver, o mais importante é o trabalho em si realizado, acabamentos e uma orientação técnica eficiente. Destaco aqui o que me foi informado no momento de recebimento do produto:
- o tecido pelino (tipo de couríssimo) deve ser limpo a cada 6 meses, com saponáceo líquido branco (que é melhor do que o verde e o azul). Limpeza deve ser cuidadosa sem forçar o tecido, que a longo prazo pode romper;
- a limpeza dos pés deve ser feita periódica e a cada mês passar cera incolor. Importante espalhar e não esfregar. Afinal o cromado é um tipo de pintura.
Outras informações que recebi:
- a cromagem possui garantia, então, caso descasque, a situação deve ser comunicada à estofaria para conserto.
- as conchas surpreendentemente eram diferentes, algo só notado ao fazer o serviço, razão pela qual há pequenas diferenças, visíveis apenas para quem observa com muita atenção. Algo que também ocasionou o maior trabalho e portanto demora no serviço.
- Também me mostrou o reforço das costuras, que não seguiram o padrão para aumentar o reforço em si do revestimento das peças.
Algumas pequenas questões sobre regulagem foram feitas, que serão solicitadas. Vamos verificar agora o pós venda.
Segue comparação do antes e do depois.

Arquiteta e urbanista
Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 15 de março de 2011

Reforma de Cadeira. Post 6.

Hoje é dia 15 de março e como prometido, ou eu estaria postando as nossas cadeiras entregues ou sua não entrega. Como ocorre constantemente, mesmo quando somos nós, os arquitetos, os contratantes finais, os atrasos parecem sempre inevitáveis. São 17:58 e nada foi entregue.Vamos ver se amanhã, a Estofaria Petrópolis entrega. Infelizmente sei que atrasos são comuns em prestadores de serviço mas gostaria de saber quando deixarão de ser tão comuns...
O período foi difícil, eu sei que trabalhar no carnaval, no Brasil, não é nada fácil. Ainda assim espero ter tudo resolvido até amanhã! Manter o bom humor nestas situações porém é fudnamental... afinal, se eu tivesse comprado as cadeiras demoraria bem mais, e ainda assim, poderiam haver atrasos.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 9 de março de 2011

Reforma de Cadeira. Post 5.

A imagem que segue é uma parcial das cadeiras que estão sendo reformadas. O estofamento da concha foi feito em gomos, para dar maior resistência ao tecido, aumentando a durabilidade do revestimento. Lembrando que até o dia 15 de março, as cadeiras estarão prontas.























Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Gaveteiro: Reforma. Parte 5. Trabalho Manual: Forrando as gavetas.

Para reformar um objeto em casa, é preciso saber que há um tempo que se deve dedicar. E que isto será um lazer, e não um trabalho. Falo isto por que o trabalho de forração das frentes das gavetas durou cerca de 2 horas. Eu particularmente gosto de trabalhos manuais, razão pela qual para mim a reforma é algo divertido de ser realizado.
Voltando aos procedimentos para fazer a forração em si, é preciso destacar algumas diferenças no gaveteiro em si. A parte de madeira, será lixada e o tecido será colado com cola branca diluída. As gavetas, que estão pintadas, serão lixadas e o tecido será colado com cola permanente. Isto por que a tinta torna dferente a aderência dos tecido à madeira.
Para revestir as frentes das gavetas, segue os ítens utilizados:
- 1 tesoura (com fio. Isto é muito importante), R$ 12,90;
- 1 estilete, R$ 4,00;
- chave de fenda (para a remoção dos puxadores existentes), R$ 12,00;
- 2 lixas para madeira (1 folha de lixa 80 e 1 folha de lixa 220), R$ 0,70 cada;
- 1 pote pequeno de cola permanente, R$ 4,00;
- 1 rolinho de espuma para pintura, R$ 3,50;
- aguarrás, 1 litro, R$ 8,00;
- pano de limpeza, R$ 2,50;
- tecido (já comprado);





O primeiro passo, é retirar os puxadores existentes, com a chave de fenda, de modo a deixar a superfície liberada para ser lixada.
Após, toda a superfície deve ser lixada, incluindo aqui as laterais, de modo a criar pontos de aderência. Não é necessária fazer a remoção de toda a tinta, mas a remoção da camada superficial, que confere o brilho, é fundamental. Comece com a lixa 80, mais grossa, e finalize com a lixa 220, que deixará a superfície mais fina, e portanto mais adequada para receber o tecido.



Após, para a remoção total da tinta, pegue o pano com aguarrás e limpe toda a superfície. É necessária a remoção de todo o pó, para poder haver a aderência da superfície+cola+tecido.
Uma vez que as frentes de gavetas estejam limpas e secas, você deve pegar a cola permanente e espalhar nas superfícies com a ajuda do rolinho. É bem mais prático e rápido do que com pincel. Após a aplicação da cola, espere por 15 minutos - conforme indicações do próprio produto. Neste período a cola se tornará adequada para receber e aderir o tecido à superfície.
No momento de fixar o tecido, especial atenção para ter as mão limpas, pois será necessário "espalhar o tecido" de modo a evitar bolhas de ar. É como se estivéssemos colando um adesivo.
No momento da colagem o tecido deve estar cortado do tamanho das frentes das gavetas, mais as bordas, com alguma folga. As folgas serão removidas ajustando-se no local. Por isso a tesoura deve ser boa e afiada. Pois dependerá dela o acabamento final.
Cuidado e paciência são fundamentais.
Após, colar e eliminar o excedente, espere cerca de 1 hora para ter certeza de que a cola fixou o tecido de forma correta. Caso exista pontos soltos, espalhe mais cola, aguarde 15 minutos, e novamente pressione o tecido contra a superfície. O rolo de espuma deve ser limpo com o aguarrás, para sua utilização no restante do gaveteiro.

 

Finalizado o procedimento de colagem, faça um corte em cruz nos lugares dos puxadores, e fixe os mesmos de volta.
Como os do móvel em questão estavam bem fixados, e eram de boa qualidade, decidimos pela sua manutenção.
Lembrando que algumas peças ficam para futuras reformas, como o estilete, a tesoura e a chave de fenda, por exemplo.



Agradeço aqui ao meu maridão que soltou e refizou os puxadores, e que me ajudou na lixação das frentes das gavetas. Até minha filha de pouco mais de 1 ano, quis ajudar também, rodeando e mexendo nas gavetas e entrando dentro delas. Trabalho em equipe é sempre bem melhor. Além de tudo, a reforma acabou sendo uma desculpa para nós 3 ficarmos juntos, algo que nem sempre conseguimos na correria do dia-a-dia.
Estamos agora na reta final. Falta apenas o corpo do gaveteiro, que demandará bem menos tempo por não estar pintado. Total gasto aré agora: R$ 224,30.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Reforma de Cadeira. Post 4.

Passadas as etapas de orçamentação e pesquisa de materiais, segue o resumo do que se obteve e do fornecedor escolhido, Estofaria Petrópolis, aqui de Porto Alegre:
- custos de mão-de-obra para a realização do estofamento das cadeiras R$ 1200,00. (R$ 200,00 / cadeira);
- 12 metros de Pelino (tipo um couríssimo, mas sem brilho R$ 38,00 / metro), total de R$ 456,00;
- cromagem dos pés, R$ 1140,00 (R$ 190,00 / cadeira)
- reparo nos pés de plástico, R$ 216,00 (R$ 54,00 / cadeira)
Valor total: R$ 3012,00
Desconto para pagamento à vista 10%.
Valor final: R$ 2710,80 (R$ 451,80 / cadeira).
Acrescentando o valor que já tinhamos pago por cadeira, de R$ 42,50, ficamos com um total de R$ 494,30 a unidade. Ainda assim,, o custo fica em cerca de 50% do valor de uma cadeira destas no mercado.
A data da contratação é a do dia de hoje, e o prazo é de até 15 de março de 2010. Considerando os prazos de fornecimento de móveis novos, sempre mais do que 30 dias, também é um fator que vale a pena. Para se ter uma idéia, se fosse apenas o serviço de trocar o estofamento, poderia ser feito em apenas 10 dias.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Ergonomia no Mobiliário Corporativo

Com a facilidade de acesso a tecnologia, a maioria das pessoas hoje possui computador, seja para lazer ou mesmo como trabalho. Sabemos que independente do uso a consequência é a mesma: horas e horas na frente do computador. Pouca atenção se dá ao modo inadequado que sentamos. Em virtude disso e dos problemas gerados pela má postura, as grandes empresas tem se preocupado com o conforto e também com a qualidade de vida dos seus funcionários, pensando desde aulas de ginástica laboral até a escolha adequada dos móveis que irão compor o ambiente. Dessa forma, designers incorporaram nos projetos de mobiliário de escritório a questão da ergonomia, onde a valorização do bem estar de quem passa muito tempo do dia sentado acaba influenciando no resultado do trabalho. “Pesquisas afirmam que um ambiente de trabalho adequado, bonito e confortável aumenta a produtividade”, diz o blog Estilo Casa & Cia, do site Clicrbs. Essa questão está tão em alta que foi criada a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO), que  não só orienta como também fiscaliza os fabricantes de móveis. Segue abaixo alguns lançamentos da Empresa Bortolini Móveis, de Garibaldi, que fabrica mobiliário corporativo. Lembrando que a escolha de uma boa cadeira não pode ser subestimada, pois ela é tão importante quanto a escolha do sofá da sua sala ou mesmo do colchão da sua cama.


         Cadeira com regulagem de altura - a mais egonômica

                                             Assento com espuma injetada - a mais confortável
                                          



Arquiteta e urbanista Daniella Dutra Gonçalves


Reforma de Cadeira. Post 3.

Em vista dos diferentes orçamentos que recebemos, e dos diferentes materias que acabamos tendo à disposição, resolvemos esclarecer a todos as diferenças entre: Courino, Courvins, Couríssimo, Couro Ecológico e Couro Natural. É fundamental entender a diferença para poder analisar as relações custo x benefício do que estamos adquirindo ou contratando.

Courino e Courvins: material 100% PVC (policloreto vinílico), e algumas vezes 95% PVC e 5% Poliéster. É uma imitação ao couro, assim como os demais, mas em comparação, tem uma qualidade inferior no que se refere à questões estéticas e de durabilidade. Devido à sua composição, com o decorrer do tempo ressecam e trincam. É de todos, o com custo mais barato.

Couríssimo: material composto por 70% PVC, 25% Poliéster e 5% Poliuretano. A existência do PU na composição garante maior durabilidade, melhor aparência e uma temperatura mais agradável ao toque. Com ampla gama de cores e texturas, é um material versátil, que a cada dia se torna mais usual no estofamento de móveis. É o material que mais se assemelha ao couro natural. Tem custo semelhante ao Couro Ecológico.

Couro Ecológico: é uma das grandes discussões. Há quem afirme que o material possui a mesma composição do couríssimo. Mas alguns fabricantes o definem como um produto composto por fibras de couro bovino e outros agentes que, combinados segundo uma formulação específica, produzem um material versátil e ecologicamente correto. A exemplo do Couríssimo, é um material com maior durabilidade, mas em comparação a este, é mais maleável, sendo por vezes mais adequado do que o couríssimo para determinados estofados, principalmente com aspectos relacionados ao caimento.Tem custo semelhante ao Couríssimo, quando sua composição é a mesma deste. Mas se é o composto por fibras de couro bovino, pode variar até cerca de 50% a mais. Deve-se observar atentamente com o fornecedor o que você está adquirindo pois não há um padrão ou uma normatização.


Couro Natural: O mais resistente de todos, sem misturas, é 100% couro. Tem o maior custo, sendo pelo menos 100% mais caro do que o Couríssimo e o Couro Ecológico. Por vezes pode chegar a até 220%. Embora seja o material que garante maior sofisticação à peça, requer um investimento mais pesado inicial. Mas sem dúvida nenhuma, éo que irá garantir mellhor sensação ao toque, melhor aparência visual e maior refinamento às peças.

De tudo o que foi analisado, o destaque é para que, uma vez que não existe normatização espefíca, quando da contratação, deve-se conferir as composições dos tecidos que estão sendo adquiridos. É o cuidado na contratação que garantirá uma peça reformada de qualidade. Fornecedores confiáveis também são fundamentais, assim como empresas com bastante tempo de mercado. Nem sempre o mais barato é o melhor negócio. Lembre-se que por vezes "o barato sai caro".

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Reforma de cadeira: Post 2

Para se ter uma idéia das diferenças de preços para reformar uma cadeira, estamos postando aqui alguns dos valores que já nos foram passados. E uma das coisas importantes a se destacar é que nem sempre estão sendo orçados os mesmos serviços, pois os prestadores de serviço adoram oferecer serviços adicionais, que acabam de um modo geral aumentando em muito o preço. Pedimos orçamento para trocar o estofamento da cadeira para couríssimo branco, e só.
O primeiro orçamento que recebi, responderam ao meu e-mail no mesmo dia com o orçamento de R$ 358,00 por cadeira (frete incluído para Porto Alegre - pagamento em até 5x), e além da troca do revestimento, incluía reforço da espuma.
O segundo valor, mais alto, demorou uns 3 dias, somou R$ 437,50 e veio sem maiores explicações.
O terceiro, bem mais alto, chegou aos R$ 500,00 por cadeira, mas incluía o polimento dos pés da cadeira, que nós nem pedimos.
E o quarto, último recebido, ficou em R$ 390,00 por unidade em couro, também com a troca das espumas. Mas estes me deram a opção de fazer em em courvin, ficando a um custo de R$ 180,00  por unidade.
Bem, depois de todas estas informações já podemos ter uma idéia de custos finais das cadeiras, em algo em torno de R$ 450,00.
Para fazer uma comparação, coloquei aqui um modelo de cadeira que tirei do site da Tok&Stok, a Luxor, que tem assento em couro, base fixa cromada (a que temos é toda em alumínio), sendo que o assento gira sobre esta base fixa, a exemplo da cadeira que nós estamos reformando. o Valor dela entrega é de R$ 999,00.


















Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reforma de Cadeira. Post 1.

Talvez uma das coisas mais comuns quando estamos reformando, é achar que móveis antigos devem ser descartados por modelos novos. Mas há muitos móveis antigos, na verdade bem mais antigos do que pensamos e que uma vez reformandos, mantém seu caráter de vanguarda.
Um exemplo disto é a cadeira cuja foto segue abaixo.




































Estávamos fazendo algumas reforma na cobertura de um prédio comercial quando nos deparamos com esta cadeira (e outras 5 unidades), cuja concha lembra a Tulipa de Eero Saarinen. Contatamos os proprietários, que gentilmente nos "venderam por uma barbada" - praticamente nos deram por módicos R$ 255,00 as 6 unidades (R$ 42,50 cada uma). Aqui, agradeço à Gladis Escobar pela compreensão em nos ceder as peças a um valor tão camarada. - e destaco que muitas vezes, são móveis que acabam indo pro lixo, desperdiçando um enorme potencial.
A idéia é revesti-la com couríssimo branco. O orçamento que temos, por enquanto, é de R$ 359,00 por cadeira, mas acredito que vamos conseguir baixar este valor com a ajuda de alguns fornecedores. Além disso, é época de Liquida Porto Alegre, então a pechincha está llilberada. Vamos ver o que conseguimos de desconto.
A ideía é ficar num limite de R$ 400,00 para toda a reforma, que inclui também o reforço das espumas.
O prazo de reforma é de cerca de 10 dias úteis. Considerando um tempo de mais 1 semana entre orçamentos e contratação, esperamos ter em um mês a imagem final da cadeira reformada.
A cadeira pronta, em uma loja tipo Tok Stok, fica em torno de R$ 900,00 a unidade. O que comprova que a reforma vale a pena.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gaveteiro: Reforma. Parte 4.

Complementando algumas informações sobre os tecidos, que as meninas da SM Concept me passaram para eu poder divulgar:
Foto 1 - Arte Forma AF: 10.097/Cor: 1 - largura 1,4m. Composição Algodão
Foto 2 - Arte Forma AF: 10.346/Cor: 028 - largura 1,5m. Composição Algodão - estampa escrita e AF: 10.332/Cor: 010 - largura 1,5m. Composição Algodão, linho, viiscose e poliéster
Foto 3 - Again ag Paris 160/1 Grafite
Foto 4 - Again ag: 106/1 - cidade de São Paulo algodão largura 1,50 e AF: 10.332/Cor: 010 - largura 1,5m. Composição Algodão, linho, viiscose e poliéster

No total, os tecidos escolhidos somaram 0,50m do tecido com estampa de São Paulo e 2m do tecido listrado. Consegui ganhar um descontinho e o total saiu R$ 176,00.
Então, por enquanto, esta é a conta que temos de gastos até então.
Destaco aqui que a Again tem opções bem legais e o site vale a visita:
http://www.againdecor.com.br/tecidos

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gaveteiro: Reforma. Parte 3

Como eu havia postado antes, fomos na loja SM Concept escolher os tecidos. A loja fica na rua Teixeira Mendes, uma travessa da avenida Nilo Peçanha, próximo ao Shopping Iguatemi. E como eu havia dito, a escolha de tecidos não convencionais pode garantir um diferencial nas peças. Embora nem sempre seja barato, o resultado dá o diferencial. E por isso, a escolha de lojas mais diferenciadas.



SM


Abaixo segue alguns modelos que olhamos na loja, até chegar à nossa escolha. O tecido que havíamos escolhido no site da Regatta Tecidos era um lançamento e ainda não estava disponível. E, como acho fundamental ver ao vivo o tecido para poder constatar a sensação ao toque, preferi escolher entre os modelos disponíveis, estes realmente muito bonitos e alguns bem diferentes.

















A combinação escolhida é a que segue em abaixo. Como o móvel irá ficar num escritório de arquitetura, escolhemos um tecido com tema bem específico que é a Arquitetura de São Paulo. O desenho do tecido é realmente bem diferente, bonito e despojado, que vai garantir uma cara diferenciada ao móvel. A aplicação do tecido será feita nas gavetas. No corpo do gaveteiro, segue o modelo listrado.

Tecidos

















O final do semana promete, pois poderei começar os trabalhos. Espero na próxima semana poder postar o desenvolvimento do revestimento do gaveteiro, passo a passo.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Gaveteiro: Reforma. Parte 2.

Bem, antes de ir comprar os materiais para a reforma, um passo muito importante é definir limites, ou melhor, o que queremos. Isto para evitar comprar um tecido por impulso, por exemplo, e não ter com o que combinar depois.
Na minha opinião, nem sempre vamos encontrar o que precisamos na primeira loja, então pesquisar é fundamental. Um outro cuidado que devemos ter é valorizar o nosso próprio trabalho. Então, busque produtos de qualidade para fazer o seu trabalho. Agora, estamos falando em revestir um gaveteiro, e não mais pequenas caixinhas decoradas. Ou seja, o tecido a ser utilizado deve ser mais reforçado. Procure modelos em lojas especializadas de móveis ou de revestimentos para tecidos.
Meu objeto é fazer um super reforma no gaveteiro, e com isso, quero inclusive mudar as posições dos puxadores.
Abaixo segue um croqui do que tenho em mente fazer.


Quero que a textura esteja no exterior do gaveteiro, nas partes onde hoje está a madeira. Incialmente, penso em colocar um listrado, seja em tons de cinza e preto, ou em tons de nude, off white e café com leite. Pensei em tons neutros que combinam com tudo. Nas gavetas, a idéia é mantê-las lisas, seja com a cor gelo, ou mesmo com pintura ou tecido, só que neste caso, de alterar o existente, em tons mais escuros para evitar as manchinhas tradicionais que ficam nos móveis com o tempo de uso.
Fiz uma pesquisa no site da Regatta Tecidos e achei um com design bem legal, dentro do que eu tinha em mente. A imagem segue abaixo:



















Lembrando que o uso de tecidos em móveis requer a manutenção e limpeza periódica. Não venham com aquela de usar tons de sujeira, para não aparecer a sujeira. Isto não existe. Mesmo o preto, quando não limpo, fica com aspecto esbranquiçado. Ou seja, manutenção sempre!
Tendo estas definições em mente, vou às compras.
Obs. 1: 1ª Parada, SM Concept, numa das travessas da Nilo Peçanha. Não é barata mas tem opções bem diferentes e uma ampla variedade de tecidos. Vou investir nos tecidos, afinal, não tive gasto com o gaveteiro em si.
Obs. 2: Eu poderia trocar os puxadores, mas estou preferindo ver os tecidos, e invertir nestes para ter um resultado melhor, principalmente por que os puxadores existentes estão em boas condições. A troca dos quatro puxadores varia em cerca de R$ 100,00. Pode ser um opção, mas tenho que ver o que gasto nos tecidos.
Obs. 3: Minha meta de gastos é não ultrapassar R$ 350,00 no total. Que é o custo médio de um gaveteiro. Vamos ver se vou conseguir.

Gastos atuais: R$ 0,00.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

Caixas Decoradas. Postagem 2. Modelo infantil.

Este outro modelo de caixa de mdf decorada foi feita a partir de um daqueles modelos em mdf cru, que podemos comprar em lojas de artesanato, como a Linna, aqui de Porto Alegre. Quando o modelo está cru, é mais fácil fazer o modelo, pois o tecido adere melhor sobre a textura áspera. Se você der uma pequena lixada com lixa fina (de grão bem fininho, tipo lixa 200), melhora ainda mais. Já se a intenção é pintar o cuidado na lixa deve ser bem maior. É quando tiramos aqueles defeitinhos da peça, cuidado este que também deve estar na pintura. Quando mais demãos melhor. Nem sempre é preciso passar a base para pintura. Nesta peça, eu não passei, mas apliquei mais demãos de tinta para garantir o acabamento - ao menos 4.























Este modelo é de uma caixinha mista. A tampa é forrada com tecido por fora, e a caixa, por fora, é pintada de esmalte acetinado. Por dentro, a tampa é pintada, e a caixinha é forrada. Achei que o efeito ficou bem interessante e diferente.
























O tecido, como eu já disse, ajuda bastante na composição. Este tinha umas rugosidades (tipo um amassadinho), que ficaram quando da aplicação, dando um efeito diferente. Além disso, a composição remete a um patchwork, algo que anda bem na moda. Cuidado porém com estes tecidos com composições prontas. É fundamental que eles sejam sutis das diferenças não dando muito destaque, afinal, não são um patchwork e isso dá uma grande diferença.



















Cuidado especial também no corte do tecido, tesoura afiada e paciência são o segredo. Aprenda, pressa e trabalhos artesanais não combinam. O artesanado é como uma terapia, deve sempre ser feito com cuidado e tempo.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Gaveteiro: Reforma. Parte 1.

Continuando a nossa idéia de dicas para fazer em casa. É comum em reformar, ver váriosobjetos que não tem um design tão atualizado serem dispensados, jogados fora mesmo, embora continuem desempenhando direito suas funções.Então, para reciclar o uso deste objetos, resolvemos mostrar aqui um passo a passo de uma reforma que vamos fazer em um gaveteiro.
Hoje, vamos postar as condições atuais do gaveiteiro. Dispensado de um escritório que reformamos, hoje ele não combina com absoolutamente nada. A madeira (louro) reveste o móvel, que tem as frentes das gavetas em fórmica líquida cor gelo. Na minha opinião uma combinião um pouco estranha que será repaginada.
Os puxadores estão em boas condições, mas também tem um design mais "passado".
Abaixo segue a foto do móvel.























Em breve postaremos mais etapas da reforma em si.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Caixas Decoradas. Postagem 1. Como fazer.

Quando estive grávida, e tive contato com o elevado preço dos objetos de decoração para bebês, sendo a grande maioria artesanal, comecei a inventar eu mesma algumas peças que poderiam me ajudar a organizar algumas coisas. Desde então, sempre que tenho tempo, tento fazer algum trabalho manual. Não só pelo prazer de fazer, mas também para manter viva aquela criatividade mais simples, que independe de máquinas, computadores, iphones...
Pois bem, aprendi eu mesma a fazer caixinhas decoradas. São realmente fáceis e um verdadeiro passa tempo. E com um pouquinho de bom gosto, podem até virar peças legais na decoração, ou mesmo presentes.
As imagens que seguem abaixo são de uma peça que eu fiz a partir de uma caixinha que recebi de brinde do banco Unibanco. Elaborada com microtextura na cor preta, era bastante impessoal. Com um tecido com uma estamparia bastante diferente, aplicado na tampa e na base, consegui deixa-lá com uma cara mais pessoal. Fiz para presentear um homem. É hoje o local destinado para a guarda de relógios e outras peças pessoais.
O preto ajuda na proposição da peça masculina. Poderia ter sido usado um xadrez também, ou mesmo os listrados.


Algumas dicas:
- invista no tecido, ele será o diferencial do seu trabalho. Consulte lojas especializadas. A loja Arte e Costura, localizada na rua Venâncio Aires, em Porto Alegre, é uma boa opção, principalmente se o tema for infantil;
- se a caixa estiver crua, em mdf, você pode usar cola branca diluída em água. Molhe o tecido com um pincel de pintura, retire o excesso de água e aplique sobre a madeira;
- se a caixa já estiver pintada, você tem que usar uma cola específica para tecido, que pode ser comprada em livrarias;

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos