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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

CAU: mais algumas questões...

Acho muito válido continuar a debater alguns aspectos do CAU. Me senti na verdade um pouco culpada por não ter me preocupado antes com isto, mas acho válido que todos busquem informações a respeito, a qualquer tempo. Muitos me comentaram que eu, erroneamente, achava que o CAU aumentaria todas as taxas mas que na verdade R$ 60,00 seria a taxa única. E que, portanto, não haveriam mais as elevadas taxas de quase R$ 800,00. Se funcionar realmente assim realmente é uma evolução, mas não sei se as taxas inferiores sendo maiores, não dificultará os pequenos serviços, como regularizações, por exemplo, ou pequenos projetos.
Além disso, a anuidade de valor mais alto realmente pesa no bolso do pequeno profissional, que se contabilizar ainda que uma associação como IAB ou AAI, tem uma boa parte de sua remuneração destinada a isso. Então, acho que mesmo com a lei já sancionada, vale a pena a gente sempre discutir, afinal 2012 em breve estará aí... mesmo o meu estagiário falando de o mundo acaba em 2012!
Maiores informações sobre o CAU podem ser obtidas no site:
http://www.cau.org.br/
Vale a pena conferir e se informar sobre tudo. Afinal, conhecer a lei da sua profissão é obrigação de todo o profissional, e saber como funcionará esta transição, pode evitar muita dor de cabeça.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

CAU: Bom ou Ruim?

Como arquiteta e urbanista que sou tenho que me manifestar sobre a criação do CAU. Uma luta da nossa classe por tantos anos e que se tornou realidade agora em 31 de dezembro de 2010, quando foi publicada no Diário Oficial da União.
Mas passados tantos anos de luta, impossível não se perguntar se o CAU - Conselho de Arquitetos e Urbanistas, será bom ou ruim. Isto por que, há uma grande diferença entre as ideologias defendidas na época de faculdade e a realidade do mercado de trabalho, das políticas das relações profissionais.
O CAU vem estabelecido na Lei 12.378/10 e ao ler esta lei, algumas questões me vêm a mente. Uma delas foi a surpresa que tive ao ver elevadas em muito as taxas relacionadas à nossa profissão. As anuidades, de pouco menos de R$ 250,00 para R$ 350,00. A ART , que passa a ser RRT, o valor mínimo sai de R$ 31,50 para R$ 60,00. Já considero que a engenharia e a arquitetura são profissões com elevadas taxas, então eu realmente achei abusivo. Me pergunto quem contratará um arquiteto para fazer uma regularização, se as taxas dos engenheiros são menores. Se formos cobrar a mesma coisa, estaremos recebendo menos e o cliente não vai querer pagar a diferença, afinal, muitas das nossas atribuições são muito semelhantes.
Fora isso, nos últimos meses tive muitos contatos com resoluçõs do CREA, que são capazes de deixar engenheiros e arquitetos zonzos. Emitir uma ART é quase uma arte, assim como atestados, CATS. E me pergunto, muda tudo agora neste novo conselho? Ou nada muda?
Posso dizer com certeza que a sensação que tive foi de apreensão. Principalmente por não saber o que o futuro reserva. E por ressear que o Conselho que os arquitetos tanto sonharam, acabe por prejudicar os profissionais, principalmente os pequenos profissionais.
Temo que este novo conselho não tenha a força política do Crea, ou passe a viver à sombra deste.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos