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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cinema e Acessibilidade. Post 1. Cinemark Bourbon Ipiranga.

Ontem, iniciamos nossa avaliação dos cinemas de Porto Alegre. Primeiro cinema visitado, Cinermark do Bourbon Shopping Ipiranga. Quando foi inaugurado, em 1998, era referência pela sua qualidade acústica. Nós últimos anos, sofreu um grande reforma, onde foi significativamente ampliada a sua área bruta locável, ao longo do seu segundo pavimento.
Surpreendentemente, porém, as adequações relacionadas à acessibilidade se referem a um mínimo, muito relacionado ao acesso em si, e pouco em relação à qualidade nas condições para assistir a um filme no cinema.
O acesso às áreas do cinema é muito bom. O piso em si é liso (granito e porcelanato), sem obstáculos. Não há porém, qualquer tipo de sinalização direcional, ou indicações de sinalizações visuais específicas para deficientes auditivos. Mantém-se a percepção que deficientes visuais não possam explorar o ambiente dos cinemas.
Mas não pára por aí, embora os banheiros já se encontrem adequados aos PCR (portadores de cadeiras de rodas), no cinema em si, o espaço destinado a eles é uma vergonha. A opção é ver o filme "colado" à tela. Para o cadeirante se sentir melhor há algumas cadeiras laterais ao espaço reseravdo ao PCR, num total de 8 unidades. A visual é lamentável, e demonstra que o projeto cumpre o que determina a norma, sem qualquer preocupação com o público em si.

Em relação à sinalização podotátil, o primeiro degrau apresenta a sinalização junto ao mesmo, impedindo qualquer previsão de ação, já que a percepção do elemento degrau se dá praticamente junto ao mesmo. Há duas outras faixas sinalizadas, desta ver centralizadas em relação aos patamares e que facilita sua percepção.

As condições de acessibilidade do cinema sugerem apenas que a preocupação geral é que cumprir os ítem sem efetivamente haver uma preocupação de inclusão. Há ainda muito o que avançar no sentido de apliar as possibilidades efetivas de uso aos Portadores de Necessidades Especiais.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

Entreterimento e Acessibilidade, uma visão sobre Porto Alegre.

Há algum tempo, desde que começamos a desenvolver projetos de acessibilidade com maior frequencia, temos observado os locais públicos e cada vez mais nos chama a atenção a exclusão pela qual as pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (PNE's) passam.
E por achar que vale a pena não só observar como também chamar a atenção para a situação como um todo que resolvemos criar uma seção específica no blog para o tema de acessibilidade. Ela irá juntar os posts já criados, e novas postagens sobre situações específicas.
Aproveitando a temporada de vários lançamentos de cinema, como Transfomers e Harry Potter, iremos publicar aqui, semanalmente, as condições de acessibillidade no cinemas.
Depois, esperamos poder extender esta análise para restaurantes, bares, cafés, shopping centers, teatros...
A norma de acessibilidade foi publicada em 2004. Já está mais do que na hora dela começar a ser aplicada e cobrada de forma efetiva.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Governo disponibiliza Manual de Acessibilidade Urbana.

Para quem quer ter uma ajuda em relação à interpretação da NBR 9050, o Governo Federal disponibilizou criou uma publicação sobre a implantação de sistemas de transporte acessíveis. Muito interessante e de fácil leitura, vale pelo fato de que se percebe um grande movimento do sentido de tornar os ambientes urbanos acessíveis, movimento claramente amplificado pela copa do mundo e pelas olimpíadas. É um dos aspectos positivos da realização destes grandes eventos.

http://www.portalodm.com.br/brasil-acessivel-caderno-5-implantacao-de-sistemas-de-transportes-acessiveis--bp--265--np--11.html

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 17 de março de 2011

Acessibilidade universal, um exemplo a ser seguido.

Ontem, novamente ao precisar ir ao banco, me surpreendi positivamente com o que encontrei. Pela primeira vez pude visualizar uma série de indicações relacionada à Norma NBR 9050. Posto-as aqui pois são soluções que geralmente não conseguimos ver aplicadas. A agência em questão é a do Banco Santander da avenida Carlos Gomes, próximo à Bagé, em Porto Alegre.
Como se pode observar nas imagens, nos degraus da escada há a sinalização visual nos degraus (adesivos amarelos localizados nas bordas). na mesma escada, destaca-se que os corrimãos prolongam-se cerca de 30cm após o término da escada, exatamente como consta na norma, e ainda possuem a sinalização em Braile, junto ao término deste corrimão. E é claro, a sinalização podotátil, junto ao início da escada, indicando sua existência.


Há ainda a questão dos anéis táteis de sinalização. Os anéis são dispostos de modo ao usuário poder identificar o início e término destes elementos. Segue imagem:

É muito interessante ver a aplicação prática destas solução até então restritas aos livros e projetos, poucas vezes colocadas em prática. Destaco portanto o exemplo deste banco, exemplo este que deveria ser seguido por todos.

A única falha, que posso observar é a ausência do corrimão à altura de 72cm, existindo apenas o de 90cm. Entretanto, o que observamos já é muito mais do que até então estavamos habituados a observar em ambientes públicos.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 3 de março de 2011

Visões sobre a acessibilidade universal.

Ao caminhar no centro de Porto Alegre, visualizei duas soluções distintas relacionadas à acessibilidade, que merecem destaque. Uma muito bem realizada, dentro da norma de acessibilidade e rotas de fuga, e uma nem tão boa assim. Destaco ambas pois uma é o que mais facilmente reconhecemos como o atender à normas de acessibilidade, que é na verdade o mínimo, os famosos corrimãos. A outra, contempla a acessibilidade bem dentro dos padrões das normas, incluindo também a sinalização podotátil das rampas e guarda corpo nas rampas.
Vale a pena observar e passar a cobrar este tipo de solução pois um país que irá sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada deve no mínimo estar adequado quanto a estas questões. E sao adequações simples, que devriam ser exigidas de todas as empresas.



















Loja Vivo da Rua Uruguai.













Banco Santander, Edifício Província.

















Detalhe da rampa, Banco Santander, Edifício Província.



Destaco que conforme já havíamos postado antes, http://cubbos-consultoria.blogspot.com/2011/01/acessibilidade-universal-um-dos-grandes.html a solução sempre mais usual era a da meia acessibilidade. Felizmente esta situação parece estar mudando.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos