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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Concurso Expansão Senge, a nossa proposta.


Eis a nossa proposta. Me desculpe os demais, mas pra nós, simplesmente fazer um anexo não é fazer a expansão do Senge. Urbanamente, procuramos a unidade. 
Não deu pra ganhar, mas gostamos bastante do resultado, afinal, apenas para esclarecer, não demolimos o prédio na proposta,apenas repensamos o fechamento externo.
Segue o texto, encaminhado junto à proposta.
Expansão, eis o desafio proposto por este concurso. E a solução que se apresenta nasce justamente desta necessidade, de expandir espaços. É portanto uma pergunta cuja resposta deve agregar unidade ao conjunto, e é isto que se propõe. Ao invés de tratar o espaço de expansão de forma distinta, o projeto busca a integração das duas estruturas em um conjunto único. 
As linhas do projeto nascem da fachada existente, reformuladas em seus revestimentos. As linhas contornam os espaços gerando o novo SENGE. Faixas de vidro nas esquadrias dão a continuidade das linhas horizontais, assim como as faixas em alumínio composto branco, junto às lajes dos pavimentos. A solução interna dos pavimentos agregando as linhas orgânicas ao espaço interno demonstra a grande tecnologia aplicada ao espaço criando a sensação de que cada recanto é único.
Se externamente o prédio não se mostra além do necessário, internamente ele se integra pelo grande átrio para o qual se abrem as atividades. A integração destes espaços é total, sendo que através deste espaço, além de múltiplos espaços de convivência que se comunicam entre si, princípios de circulação e ventilação auxiliam no desenvolvimento das atividades, em especial nas salas de curso que necessitam, por norma, da ventilação cruzada. O vazio central é o coração do projeto. Jardins dispostos nestes espaços aumentam a qualidade espacial dos ambientes, complementando sua composição. São espaços que buscam ser mais humanos, promovendo a convivência, a integração, princípios básicos do desenvolvimento de projeto, atividade fundamental da função do engenheiro. 
As áreas de convivência, de troca, de integração, ocorrem em todos os pavimentos e entre eles. Os jardins e platôs reforçam esta integração, necessária em qualquer trabalho, em especial os de tecnologia, como é a área da engenharia. As peles de vidro projetadas em vidros duplos agregam melhoria considerável de conforto além da criação do micro ambiente próprio do espaço, protegido por uma cobertura de vidro.
O projeto “invade” a edificação existente. As alvenarias são parcialmente removidas de modo a permitir esta integração dos espaços. E ela ocorre em vários pavimentos, permitindo que o usuário se esqueça de que está em uma área nova, compreendendo o espaço com uma edificação única, em todos os sentidos.
A utilização do espaço de estacionamentos como parking deck otimiza o espaço, racionaliza seu uso, possibilita o atendimento à legislação da área livre permeável, é previsto da legislação de Porto Alegre, sendo portanto a solução mais racional a ser implantada. O uso do piso inclinado nos locais das vagas também auxilia na redução da necessidade de espaços para rampas, integradas ao espaço.
Funcionalmente, o posicionamento do auditório no térreo, com saída para rua, resolve aspectos relacionados à Prevenção de Incêndio, em especial no que se refere à evacuação da população usuária deste espaço. Ainda no pavimento térreo, a distribuição das funções características da galeria, com a interiorização das lojas, busca criar o motivo do percurso e da circulação de pessoas no local. O uso do pé-direito alto permite a o uso de mezaninos nas lojas, o que permite a flexibilização de uso e a implantação de espaços para estoque. Já no segundo pavimento, o espaço de eventos e o café buscam a integração visual com esta praça do térreo. Nos pavimentos que se seguem, jardim interligam espaços voltados para este grande vazio central. O projeto previu junto aos estacionamentos infraestrutura para as cisternas pertencentes ao sistema de recolhimento de água das chuvas. A grande permeabilidade proporcionada pelo projeto diminui a necessidade de iluminação artificial, e a cobertura verde inserida nas áreas de cobertura criam o aspecto sustentável aliado a alta tecnologia aplicada no projeto, que era desejo da equipe.
A solução estrutural proposta é a de estrutura independente, conforme pilares indicados nas plantas, combinados ao uso de lajes planas. Estimou-se uma espessura de 30cm, para a laje. O subsolo é proposto com o uso de cortinas de concreto.





 

 Foto da equipe... na última hora, pra variar...



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Arquitetura, a arquitortura das aprovações de projetos.

Sou formada arquiteta há mais de 10 anos. Formada em uma profissão exigente... Requer bom gosto, senso estetico, técnica, funcionalidade. E o retorno, nem metade disto. Na maioria das vezes somos surpreendidos por clientes que não querem pagar pelo serviço... Em geral, pedem dicas, de cor, de tecido, de reforma... Tem de tudo.
Para quem trabalhar com projetos, e com a realidade das aprovações, posso garantir, tem gente que esta passando fome. Na minha ultima ida ao EDIFICAPOA ouvi que nenhum laudo ou memorial de incêndio é aprovado em Porto Alegre há uns 6 meses. Bem, sendo isto verdade, este povo esta sem receber parte de sua remuneração. Vivem de que então, me pergunto?! Sim, por que sem estes documentos, nenhum projeto comercial, ou de grande porte é provado. Como as residências muitas vezes são irregulares, tirem suas próprias conclusões (podem ter certeza, faço parte deste grupo de sofredores).
Nestes momentos me pergunto, onde estão CAU, Sindicato dos Arquitetos, onde estão as entidades que deveriam lutar por estes profissionais? Sim, por que os arquitetos, em sua grande maioria são  profissionais liberais, que com os trâmites da nossa Prefeitura de Porto Alegre tem sua hora de trabalho remunerada a menos do que se remunera um estagiário.
Eu tenho um empresa... E a cada dia tento literalmente sobreviver com esta profissão. Mas estou cansada e este é realmente um desabafo... A cada dia, sabem o que fazem para melhorar? Mudam a legislação.. Vem pela frente, um novo decreto... Há poucos meses a lei de incêndio mudou e trancou tudo! Mas só pra lembrar, o incêndio da boate KISS não foi por falha na legislação, foi por falta de aplicar direito a legislação ja existente... Então, pra mim, continuamos na mesma. Mudara, a lei por que esta é a parte mais fácil, para dar uma cala boca em quem diz que os governantes não fazem nada.
E seguem os arquitetos, tendo que estudar mais, nossas novas leis.. Tendando descobrir o objetivo de tudo ist

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

Desculpem eventuais erros de portugues, mas este post é um desabafo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Residencial Santana - Janeiro 2014 - post 1

Mais fotos do empreendimento da parceria Cubbos e New Invest,  o Residencial Santana em Esteio/RS

Salão de Festas - exterior

 Salão de Festas - interior

 Torres 1, 2 e 3 - primeiro e segundo pavimentos

Fundações da Torre

Arquiteta e Urbanista Adriana Ribeiro

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Perspectivas - Residencial Santana

O Residencial Santana, localizado na Rua Santana número 597, fica no Bairro Centro da cidade de Esteio/RS, possuindo assim fácil acesso às principais rodovias da região.
Perspectiva externa noturna do Residencial Santana.
Nas perspectivas externas, podemos notar as torres que ficam localizadas ao fundo do empreendimento, a guarita e salão de festas, bem como a quadra poliesportiva e o playground.
Acima uma vista geral das torres.
Vista da área condominial.
Vista da quadra poliesportiva.
Abaixo seguem as imagens ilustrativas do interior dos apartamentos.
Estar com Living Integrado.
Dormitório.
Paulo Casa Nova

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viaduto Otávio Rocha

Viaduto Otávio Rocha
Os trabalhos para a recuperação e restauração do Viaduto Otávio Rocha, ou também conhecido como “Viaduto da Borges”, foram iniciados. É uma felicidade trabalhar neste projeto. Ele envolve toda a cidade e nossa história. Por isso, segue um pequeno histórico desse monumento, para termos uma ideia da responsabilidade e do comprometimento deste trabalho.
O Plano Geral de Melhoramentos de 1914, atribuído a Moureira Maciel, previa entre outras intervenções no tecido urbano de Porto Alegre, a construção da Avenida Borges de Medeiros. Mas a obra somente saiu do papel em 1928, quando o intendente Otávio Rocha e o presidente do Estado, Borges de Medeiros, realizaram diversas obras consideradas “cirurgias urbanas”, que podem ser relacionadas, devidas às proporções, às obras realizadas em Paris por Haussmann e no Rio de Janeiro por Pereira Passos.
A execução da obra tinha como justificativa a higiene e embelezamento da cidade – neste período estava vigente o pensamento positivista, por isso a intenção de empregar a ideia de progresso, através do planejamento e reformas urbanas. Anteriormente ali existia uma pequena via – a Rua General Paranhos, que conectava a Rua General Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em acentuada ladeira até a Rua Coronel Genuíno, era uma rua marcada pela criminalidade e prostituição. Além disso, havia a necessidade de tratar o trânsito da cidade, conectando o centro à zona sul.
A obra exigia o rebaixamento do terreno, a interrupção da Rua Duque de Caxias e a criação de uma via elevada para que a passagem fosse reconfigurada. A proposta é de autoria dos Engenheiros Manuel Asumpção Itaqui e Diulio Bernardi, aprovada em 1927. No ano seguinte começaram as desapropriações e terraplanagem. Para a execução da obra foi aberta uma concorrência e a empresa vencedora foi a alemã: Companhia Construtora Dyckerhoff e Widmann.
O Viaduto foi executado em estrutura de concreto armado e revestido com cirex (massa raspada com mica). Composto por três vãos: o central com 19,20m e os laterais com 4,80m. Dois grupos ornamentais estão alocados nos nichos das porções centrais. O parapeito é composto por uma balaustrada em concreto. Inaugurado em 1932, foi considerado uma obra monumental, que transmitia a visão de uma Porto Alegre Moderna. Em 1972, foram cedidos os pequenos compartimentos no passeio inferior para estabelecimentos comerciais, serviços e sanitários. Por suas características arquitetônicas e sua relevância sócio cultural, foi inscrito pelo município no Livro do Tombo em 1988.
Em 1997 começaram a ser feitas reformas para reparo da estrutura, lavagem geral, recuperação de calhas e tubos de coleta. Seguindo pela atualização no sistema de iluminação, com a sua troca. Em 1999 foi iniciada a última etapa da restauração com a reforma dos passeios, dos revestimentos, das esquadrias, das instalações elétricas e hidráulicas de todas as lojas, sendo concluída no ano de 2001. Posteriormente, em 2010, foi feita uma limpeza geral e restauração do revestimento.
Atualmente o Viaduto se encontra em péssimo estado de conservação. Instalações elétricas, hidrossanitárias, gás, impermeabilização, segurança, proteção contra incêndio, acessibilidade, iluminação pública, paisagismo, mobiliário e sinalização urbana devem ser avaliadas e recuperadas. Algumas questões relevantes foram discutidas com relação a como a Prefeitura irá realizar esta reforma. O que não resta dúvida é a sua necessidade.
Uma determinação do Ministério Público impôs que a Prefeitura apresentasse projeto de recuperação do Viaduto. Em maio deste ano, a empresa Engelplus Engenharia ganhou licitação para a execução do projeto de restauração e recuperação estrutural do monumento. Após a apresentação do projeto, principalmente de seu orçamento, as questões de como a obra será executada serão discutidas.
O movimento de Preservação e Humanização do Viaduto Otávio Rocha, promovido pela ARCCOV (Associação Representativa dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha), formada em 2005, tem por objetivo a preservação e manutenção do Viaduto através da conscientização da população e do poder público, a respeito da sua importância. Seus valores vão além dos arquitetônicos e históricos, mas também humanos e culturais.


Fontes:
MONTEIRO, Charles. Porto Alegre: urbanização e modernidade: construção social do espaço urbano. Porto Alegre: Edipucrs, 1995. 152 p.
Estudos urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: UFRGS: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1993. 373 p. : il.
FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. 444 p. : il.



Athena Guimarães
Acadêmica - Arquitetura e Urbanismo
UFRGS

Rua General Paranhos – 1865
Obras Viaduto Otávio Rocha – 1926

Obras Viaduto Otávio Rocha – 1930

Colocação dos trilhos - 1932




Pichações, sujeira e infiltrações chamam a atenção.

Foto: Maurício Malaszkiewicz
As escadarias internas foram ocupadas por consumidores de drogas, tornando o local inseguro mesmo durante o dia.
Foto: Maurício Malaszkiewicz
Atualmente as grelhas de escoamento pluvial estão fechadas. O Viaduto se torna uma verdadeira “cascata” em dias chuvosos. Além de aumentar o problema da infiltração.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

Instalações elétricas expostas por terem seus tampos furtados ou então inacessíveis.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

terça-feira, 10 de julho de 2012

Camara e PMPA aumentam taxas para aprovações de forma no mínimo abusiva.

Acabo de voltar da SPM (Secretaria Municipal de Planejamento) e levei um choque. As taxas subiram porcentagens dignas de serviços de primeiro mundo. Para quem não sabe, em 08/05/2012 a Câmara de Vereadores aprovou e o Prefeito sancionou um verdadeiro absurdo. Na terra onde a irregularidade é quase o padrão e não a exceção, estamos caminhando em direção contrária.
Para se ter uma idéia, até então a taxa de emissão de uma DM eram módicos R$ 29,15. Agora, para terrenos até 300m², subiu quase 500%, para R$ 138,89. No meu caso, nem tive dinheiro para pagar, meu cliente, com um terreno de pouco mais de 450,00m² terá que pagar uma taxa de R$ 194,44, um aumento de quase 700%. E ingenuamente perguntei... ao menos ficará mais rápido, quer dizer... não vai mais levar 90 dias né?! Que nada, a prazo continua o mesmo, me responde com uma sinceridade brutal, a profissional que  estava me respondendo...
O que dizer... é eleição, olimpíadas, escândalo do Demóstenes, tantas notícias que fica difícil descobrir o que acontece e que impacta no nosso dia-a-dia. Pra mim, só dificultou... ou alguém acredita que o povo vai regularizar seu próprio imóvel, em épocas de crise, pagando taxas que do nada aumentam quase 500%? Será que só eu estou escandalizada...
Para quem acha que estou exagerando, lembro apenas que estas taxas não estão divulgadas no site da Prefeitura ou mesmo da Secretaria de Planejamento. nem tem cartaz avisando... Resta receber um micro bilhete informando:

Terrenos com área de até 300,00m² - 50 UFM - R$ 138,89
Terrenos com área de 300 até 1000,00m² - 70 UFM - R$ 194,44
Terrenos com área de 1000 até 3000,00m² - 90 UFM - R$ 250,00
Terrenos com área de 3000 até 22500,00m² - 150 UFM - R$ 416,67
Terrenos com área superior a 22500,00m² - 200 UFM - R$ 555,56

Segue link de lei que alterou as taxas... justificativa que é bom, NADA!

http://www.camarapoa.rs.gov.br/biblioteca/integrais/LC%20693.pdf

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos


terça-feira, 19 de junho de 2012

Reformas em escolas, o que é mesmo necessário?

Segue nota rápida sobre um absurdo lido no dia de hoje, só não sei se é por parte da Zero Hora, ou do Governo do Estado do RS. Em reportagem sobre as melhorias projetadas pelo Governo para as escolas estaduais, segue o que está sendo previsto, que segundo a reportagem não começará este ano, apenas em 2013:
- Ar condicionado nas salas de aula
- Paisagismo
- Água quente em algumas torneiras
- Sala de estudos para professores
- Espaços de lazer internos
- Espaços Culturais
- Áreas esportivas
- Projetos de sustentabilidade

O link da matéria segue:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/06/governo-estadual-nao-conseguira-cumprir-promessa-de-reformar-388-escolas-neste-ano-3795072.html

Daí me pergunto como reagir as noções de prioridade quando inúmeros estudantes sequer tem um local decente para estudar. As escolas estão com instalações elétricas desatualizadas (muitas em curto) e o problema é resolver o Ar Condicionado. Questões de acessibilidade são desconsideradas mesmo em escolas especiais. Escolas estão fechadas por problemas estruturais e as crianças são "jogadas" em qualquer lugar... basta rever a reportagem transmitida no Jornal do Almoço, do mesmo grupo RBS:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/porto-alegre/v/escola-de-porto-alegre-esta-fechada-ha-quase-um-mes-por-problemas-estruturais/2001655/














Acima, print da reportagem... e segue o descaso!

Arq. e urb. Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hipólito da Costa - Perspectivas







Perspectivas do empreendimento para a empresa Escola da Bolsa de Valores. A construção será na rua Hipólito da Costa, em Porto Alegre - RS.


Paulo Casa Nova - designer 3d


terça-feira, 3 de abril de 2012

Hipólito da Costa




Vídeo demonstrando a construção do empreendimento residencial para a empresa Escola da Bolsa de Valores. Condomínio com 15 apartamentos na rua Hipólito da Costa, em Porto Alegre - RS.


Paulo Casa Nova - designer 3d



domingo, 11 de março de 2012

A verdade entre os clientes e nós arquitetos

Finalmente consegui dar uma navegada pelo facebook e encontrei uma imagem que resume muito da nossa relação: Arquitetos X Clientes, resumindo o que acontece quando estamos demonstrando alguma idéia e descrevemos o projeto mas a abstração do cliente é muitas vezes menor do que se imagina.
A imagem foi retirada do facebook da nossa colega Andreia Bocian:
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

quarta-feira, 7 de março de 2012

A morte da crítica à arquitetura e ao urbanismo.

Ontem, após assistir a apresentação do escritório do arquiteto Jaime Lerner do projeto da Nova Orla do Guaíba saí da reunião com a certeza de que a crítica da arquitetura é algo que não mais existe. Nos subjulgamos ao politicamente correto, e nos recusamos a apontar erros grotescos sob o medo de ser mal interpretados. Portais de arquitetura polvilham pela web sem avaliar nada nem ninguém rasgando sonhos dos nossos antepassados que ousavam criticar e propor algo novo.
O que diria Le Corbusier sem seu Plano Voisin, contrário à então predominante estética da Cidade Jardim... se seguisse o padrão atual, não diria nada! Não estou defendendo nem um nem outro. Estou defendendo o poder criticar, discordar e debater estas questões abertamente.
Nos tornamos hipócritas ao achar tudo lindo desde que venha com uma assinatura "famosa". Toda uma nova geração de arquitetos se rende a renders que embelezam mas não garantem o funcionamento a arquitetura, nem sua forma, nem sua técnica. Nos perdemos em nós mesmos sem perceber que a juventude poderia estar propondo algo novo. Ao contrário, suprimimos nossa própria opinião, subjulgada a imagens fascinantes mas nem sempre palpáveis. Posts anônimos ou não borbulham em redes sociais, blogs, twitters e tantas outras mídias sociais, mas a crítica pensada, ousada, inovadora, esta sumiu. Sob o manto do da divulgação de informação imparcial (como se fosse possível ao ser humano ser imparcial) não há mais a crítica da arquitetura. Esta pelo visto morreu...
Percebo hoje um vazio... que parte de todos. Não aceitamos a crítica, e com isso não aceitamos crescer, melhorar, evoluir. Seguimos aceitando projetos, muitas vezes medíocres, que interferem na vida de todos, mas ainda assim aceitamos, baseados numa marca dos "grandes profissionais" que nem nós mesmos sabemos se ainda existem ou são capazes de produzir uma arquitetura verdadeiramente singular.
Resta a pergunta, o que sobra para o futuro da arquitetura?

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 5 de março de 2012

A profissão do arquiteto e urbanista. Pela sua valorização.

Começo meu post citando das arquitetas que mais admiro, pela inteligência, competência e sensibilidade, Zaha Hadid. Segundo ela, "Arquitetos desabrocham tardiamente". Ela complementa, "a maioria dos arquitetos não atinge seu auge profissional antes de completar cinqüenta anos de idade. Não há provavelmente nenhuma outra profissão que requeira de uma pessoa integrar tamanha ordem de conhecimento em alguma coisa tão específica e concreta. Um arquiteto deve ter conhecimento de história, arte, sociologia, física, psicologia, materiais, simbologia, processo político e inúmeros outros campos, e deve criar uma construção que satisfaça códigos regulamentares, acompanhe a metodologia, revista a terremotos, tenha elevadores e sistemas mecânicos funcionando e atenda às complexas necessidades funcionais e emocionais de seus usuários. Aprender a integrar tantos interesses em um produto coeso toma um longo tempo, com muitas tentativas e erros ao longo do caminho. Se você pretende seguir no campo da arquitetura, permaneça nele por um longo trajeto. Vale a pena!"
Hoje, Zaha esta com mais de 60 anos...
Pois bem comecei citando-a por que seu texto reflete a dificuldade que temos em nos fazer valorizar. Uma luta de muitos anos hoje se refletiu no CAU, Conselho de Arquitetura e Urbanismo. Sabem qual a maior ambição deste conselho, valorizar os projetos dos arquitetos. Por que passávamos 5 anos ou mais desenvolvendo projetos para ter a mesma atribuição dos engenheiros civis... Que entendiam muito de estruturas e complementares, mas tão pouco de projeto. Não quero generalizar mas não há como não comparar a qualidade de um profissional que estudou 10 semestres de projeto, contra um que estudou 2 semestres... Na execução de projetos. Aprendi muito com os inúmeros profissionais com os quais já trabalhei, inclusive os engenheiros. Que alias me ensinaram muito bem como produzir trabalhos técnicos com padrões realmente profissionais. Bem, mas vou seguir com meu desabafo por que vejo nova luta pela frente, a de evitar que as cidades sejam destruídas pelos profissionais que acham que sabem o que estão fazendo, mesmo sem atribuição legal para isso. Exemplifico. Ao conversar com o CREA novamente, agora a história mudou um pouco... Profissionais de outras áreas podem coordenar trabalhos técnicos, só não podem emitir parecer técnico. Posso até estar me achando, mas não entendo como responder perguntas técnicas em uma audiência publica não seja dar parecer técnico. Na audiência publica região 1, quem respondeu as questões técnicas do arquiteto Alan foi a engenheira agrônoma Inês...?!?
Meu alívio vem ao descobrir que não estou sozinha nesta luta. A página da CAU - Chapa 3 do Facebook já demonstra que os profissionais começam a buscar esta restrição de atuação para apenas aqueles formados para determinada profissão. E mais, as associações também estão se mobilizando.
Aproveito aqui para divulgar a carta aberta que recebi através do e-mail do Angelo Arruda, da Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas, contra a PL 2043/2011, que busca justamente deixar que qualquer um possa exercer a nossa profissão com um curso de PÓS entre outras "pérolas"... um verdadeiro absurdo que todos os arquitetos, urbanistas e paisagistas devem combater. Mesmo por que, até onde eu sei, eu não estaria habilitada a projetar pontes, simplesmente após fazer um pós no assunto? Não podemos permitir que a informação tenha uma importância tão minimizada.



A ABAP

– Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, entidade participante do CAU - Conselho



de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, vem pelo presente manifestar-se contra a aprovação do Projeto

de Lei

2043/2011, ora em discussão nas diferentes Comissões da Câmara Legislativa Federal.



Internacionalmente o exercício profissional das três áreas correspondentes ao desenho do espaço é

garantido a três categorias profissionais: Arquitetos, urbanistas e arquitetos -paisagistas.

No Brasil, a regulamentação da profissão de Arquiteto e Urbanista existe desde 1933, e desde esta

primeira Legislação ( Decreto Federal n. 23.569 de 11 de dezembro de 1933) o exercício da

Arquitetura Paisagística está especificado em seu artigo 30, item d, compondo, juntamente com outras

atividades concernentes a arquitetura e urbanismo, o quadro das atribuições dos arquitetos e

urbanistas brasileiros.

Desta forma, tradicionalmente, vem sendo, desde então, agrupadas as três categorias (Arquitetura,

Urbanismo e Arquitetura Paisagística), para os arquitetos urbanistas brasileiros, e suas atribuições.

A ABAP, desde 1976 é membro filiado a IFLA

– International Federation of Landscape Architects – e



reúne profissionais arquitetos urbanistas brasileiros que atuam no campo da Arquitetura paisagística.

Desde 1998 a ABAP ingressou no CBA - Colégio Brasileiro de Arquitetos, como uma das cinco

entidades nacionais de representação dos arquitetos e urbanistas brasileiros e lutou pela aprovação do

PL 4413/2008, que originou a Lei n. 12.378/2010, de criação do CAU

– Conselho de Arquitetura e



Urbanismo

– e que estabelece as atividades e atribuições dos arquitetos urbanistas, e no inciso III do



artigo 2º , especifica a atividade da Arquitetura Paisagística.

Desta forma a profissão já existe há mais de setenta anos, e tem sua regulamentação, não havendo,

portanto, justificativa para que, neste momento, se apresente uma proposta que somente acarretará

perturbação no cumprimento da legislação em vigor.

Pelo presente PL 2043/2011, estão sendo equiparadas diversas e distintas formações profissionais, de

categorias diferentes (Artistas plásticos, biólogos, agrônomos, arquitetos, e outros).

Além disso, esse PL considera os títulos de pós-graduação como válidos para formação de

profissionais, o que nunca foi considerado por vários conselhos profissionais em nosso país, uma vez

que as atribuições profissionais estão, tradicionalmente, vinculadas aos cursos de graduação.

Pelo exposto solicitamos o seu empenho para que este PL seja rejeitado e cessado o seu processo,

por entrar em conflito com a legislação existente, criando uma situação que pouco contribui para o

entendimento da população quanto às reais potencialidades desta área de atuação profissional .

Jonathas Magalhães
Presidente da ABAP

Arquiteta e Urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Normas Técnicas X Leis


   Uma discussão que sempre aparece quando estamos trabalhando é sobre o que é lei e o que é Norma Técnica. Bem acho que com este Post espero responder o principal: A lei manda seguir as Normas e par ao bom profissional isso basta.
   Segue o art. 39 inciso VIII da Lei n° 8.078/90 ou conhecido como Código de Defesa do Consumidor.
“Art. 39 – É vedado a fornecedor de produtos e serviços:
VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, ou, se as normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Conmetro”.
   Ou seja pessoal, que realmente quer fazer um bom trabalho segue-as.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desabamento RJ, análise das causas.

Muitos estão debatendo possíveis causas para o desabamento dos prédios da avenida 13 de Maio  na cidade do Rio de Janeiro. Muito se falou e talvez nunca se comprove nada, mas aproveito a oportunidade para lembrar aqui alguns fatores que podem ter sido determinantes para essa tragédia, e cujas relações com esta e outras obras são bastante frequentes.
sempre critiquei a questão de fazerem reformas sem a contratação de arquitetops ou engenheiros. isto por que, mesmo que não sejam reformas estruturais, alguns procedimentos técnicos devem ser seguidos, e muitas vezes o nosso prático "faz tudo" não se lembra destes pequenos detalhes.
Dizer o obvio é sempre válido. A princípio não se deve mexer em fechamentos, a menos que sejam de divisórias leves - tipo gesso, por exemplo. Isso por que hoje, com a diferença dos sistemas construtivos, é praticamente impossível discernir apenas por ser "laje, pilar ou viga" se o que queremos fazer compromete ou não a estrutura da edificação. Hoje existem blocos estruturais que permitem construir prédios muitos mais altos do que 20 andares, ou seja, não mexa se você não entende, ou se não tem documentos que comprovem que esta parede é apenas fechamento mesmo.
Outra coisa, puxadinhos, nunca são bem vindos. Projete já considerando a possibilidade de expansão. Diga isso claramente ao profissional que contratar para fazer os projetos. Acréscimos não calculados originalmente geralmente são engodos "para inglês ver". Sempre dizem que dá, mas ninguém vai atra´s do engenheiro ou do arquiteto se der algum problema... e sim, eu disse arquiteto, por que aos desaviados, eu esclareço, arquitetos podem fazer projetos estruturais... e não, não é só para edificações até 4 pavimento, isto é uma lenda urbana. Arquiteto aprende sim a calcular estruturas de concreto!
Mas voltemos à tragédia do Rio, por que este post não quer fazer piada sobre o assunto, quer sim, avisar. Alguém repaou no represetnante do Crea, falando sobre como não existia caçamba no prédio, e que isso ipede a fiscalização do Crea, pois não têm como ver onde as obras estão sendo realizadas? pois pasmem que isto sim, pode ter sido a gota dágua para o prédio cair.
Quando são feitos proejtos estruturais, são utilizados coeficientes de segurança, justamente para poder suportar determinadas cargas acidentais. Só que isto não quer dizer que você pode colocar tudo abaixo e juntar num cantinho para tirar depois por que isto sobrecarrega as lajes podendo causar a sua ruptura. Voltemos ao prédio do Rio e se lembrarmos todas as infromações sobre acréscimos, e mais as obras, fica inevitável imaginar que uma sobrecarga pode ter causado o colapso do prédio.
Ao ver o vídeo abaixo, na rede record, pude ver imagens interbnas das obras da empresa T.O e observar a quantidade de "pilhas" de entulho. Montes bem significativso em tamanho. Na verdade de um tamanho que nunca se deveria deixar chegar!



Então, aqui fica a dica. Mesmo que seja uma reforma pequena, contrate um responsável técnico. Cesmo que seja a adequação de um layout, cobre  a ART ou RRT do seu engenheiro/arquitetos.
E aos CREA e CAU (Conselhos de Engenharia e Arquitetura), eu gostaria de exigir o seguinte, não basta só ter ART ou RRT, tem que fazer correto. Quando fizerem fiscalizações, observem para combater também os absurdos. Por que para fiscalizar não basta só cobrar a taxinha da ART/RRT, tem que cobrar fazer direito também. Não adianta entrar numa obra que tem ART/RRT e todo mundo está trabalahndo sem EPI (equipamento de proteção individual) e dizer que "tá OK". Ver o cara fazendo um muro de contenção errado.... e deixar para cobrar quando cair... temos que valorizar mais a vida, por que o erro, como pudemos ver neste caso do Rio de janeiro, pode se tornar uma tragédia.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Orientações sobre registro de empresa - pessoa jurídica no CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo).

A todos que estão tentando ajudar a CAU a funcionar. por que não funcinar e só criticar não ajuda a melhorar a todos. Ontem conseguimos contato com o 0800 e repasso aqui as informações que obtive pois me parece que agiora, toda a ajuda será bem vinda. E acho que pode ajudar quem tem empresa de arquitetura a fazer a transição do CREA para a CAU:
Me passaram um procedimento de cadastro de empresa que repasso aqui se alguém tiver interesse. Enviar e-mail para dev@caubr.org.br enviando o contrato social da empresa, a certidao antiga de registro no crea e o cartão cnpj. pra ajudar, deve-se revalidar a ART de cargo e função como RRT.
Eu já fiz e estou aguardando. me informaram que o prazo deste procedimento é de 7 dias. Vamos ver se funciona. Contando desde 01/02/2012!
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. O cidadão, o meio e o arquiteto.

Com um tema geral ARQUITETURA PARA TODOS: CONSTRUINDO CIDADANIA, a 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, realizada na Oca, no Parque do Ibirapuera, abre com a proposta de gerar conhecimento. Idéia louvavel considerando que o grande público na maioria das vezes desconhece o que é arquitetura e urbanismo. A variedade de conhecimentos necessários, as interferências de cada varíavel em um projeto, poucas profissões aliam tantas formas de conhecimento e que devem ser combinadas para a produção de um produto final satisfatório, adequado e que atenda aos desejos de todos. "Roubando" uma citação que ficou bastante famosa, é como se cada arquiteto devesse ser um pouco "Steve Jobs", devendo saber o que as pessoas precisam sem que nem elas mesmas saibam. Afinal, o que produzimos está diretamente ligado à vida das pessoas. Nossos projetos, sejam de arquitetura, sejam urbanos, nosso planos diretores, estudos, tudo envolve a vida de todos e como nos interrelacionamos. E talvez por isto, surpreenda o fato de que ao mesmo tempo em que é tão importante, seja também tão pouco valorizada no dia-a-dia.
Canso de ver as pessoas preocupadas com o prazo, como se fosse a única coisa que valesse na execução de um projeto, deixando de lado funcionalidade, ambiência, economia, adaptação ao cliente. O pensamento pequeno e a ignorância suspreendem na maioria das vezes. Ou poderia dizer esperteza, já que muitos arquitetos ainda sofrem com o calote dos clientes. Quem nuca fez um projeto, não recebeu o pagamento, e ouviu uma desculpinha do tipo: "eu nem usei...". Ou pior, quem nunca ouviu: "mas vocês atrasaram, então eu não tenho por que te pagar..".
Pois, neste momento de Bienal Internacional de Arquitetura, de eleições da CAU, que os arquitetos se unam para concretizar a nossa profissão com a devida importância que ela têm. Que os arquitetos cada vez mais ampliem as ações no sentido divulgar a nossa profissão, sua complexidade, de modo que o público em geral compreenda que o arquiteto e urbanista é uma figura presente na vida de todos, mesmo que muitos não saibam.
(foto retirada do site: http://iabuberlandia.blogspot.com/2011/05/9-bienal-internacional-de-arquitetura.html)

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Video de Projeto da Cubbos

O site WORLD NEWS SEARCH  vinculou ao seu rol de videos o video desenvolvido pela CUBBOS Consultoria Ltda, em seu site Portal de Informações. Segue o Link para que vocês possam conferir:

Video Passarela_ROOT produzido pela CUBBOS

Para quem quer mais informações segue o link do Post original dentro do nosso Blog:

design de passarela necessario ROOT

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dicionário de Arquitetura: Cobogó ou Elemento Vazado

Cobogó ou elemento vazado? Na verdade ambos remetem ao mesmo objeto. Conforme o famoso, pelo menos na minha época, dicionário Aurelião, Novo Dicionário Aurélio, Cobogó é o nome dado ao elemento vazado, que na época do seu surgimento era feito em cimento.
O nome cobogó, surgiu das iniciais de seus idealizadores:
- Amadeu Oliveira Coimbra;
- Ernest August Boeckmann;
- Antônio de Góis;
O elemento inicialmente produzido em cimento servia para evitar aquecimento exagerado em ambientes iluminados, permitindo assim a entrada de iluminação e ventilação, e criando uma certa proteção. Após o uso em cimento passou-se a trabalhar em argila, cerâmica, vidro, concreto e nos dias de hoje até em metal.
A invenção pernambucana, como dita, se deve ao fato dos seus criadores atuarem na região de Recife e Olinda.
O mesmo pode ser encontrado em diversos exemplares arquitetônicos famosos:
Biblioteca Nacional de Brasília (2006) - Arq. Oscar Niemeyer. Foto do site palavras de arlete.
Até em obras de autores desconhecidos:
Garagem da Ladeira na Rua General Câmara - Centro de Porto Alegre.
O desenho a ser usado vai depender do projeto arquitetônico proposto, o importante é a utilização com sabedoria que aconteceu nestes dois casos, agora se você vai usar de um tipo ou de outro vai da criatividade do seu Arquiteto.

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

terça-feira, 26 de julho de 2011

Concurso Porto Olímpico, mais surpresas...

A verdadeira novela que se segue a divulgação do resultado do Concurso Porto Olimípico parece não ter fim. Nos últimos dias recebi um e-mail informando que alem de toda a discussão já trazida a público relacionada ao vencedor, que o mesmo pode ter plagiado outros projetos. O e-mail destacava a solução paisagística implantada pelo vencedor para a avenida Francisco Bicalho:



E encaminhava o link abaixo, bem como uma das imagens extraídas do site que destaco aqui:
http://www.landezine.com/index.php/2010/05/general-maister-memorial-park/




Pode-se dizer a as imagens falam por si. É realmente impressionante. Em especial à primeira.
O projeto em questão é o General Maister Memorial Park e foi desenvolvido pela Bruto Landescape Architecture. Foi projetado em 2005 e executado em 2007.
Espero não encontrar as edificações do projeto vencedor em alguma outra página da web... é uma verdadeira decepção para a arquitetura brasileira, que tem profissionais de vanguarda como Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha...

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos