Flizmente o nosso estado do Rio Grande do Sul, buscou a melhor solução para este problema, ou pelo menos acena com esta posição, Conforme a fonte AGAS, e o Sr. Francisco Brust, o nosso estado busca uma solução de conscientização da polulação ao invés da simples proibição. Saudos os envolvidos por esta nova prova de que o nosso estado da valor a educação.
Segue em anexo texto sobre o assunto, retirado do site consumidor rs:
"No Rio Grande do Sul, a questão das sacolas plásticas ganhará um novo e importante capítulo dia 2 de julho, quando, em evento em Porto Alegre, a Agas assinará um termo com a Fecomércio/RS, o Ministério Público Estadual e o Governo do Estado, para lançar oficialmente a campanha “Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente”.
O objetivo da iniciativa, que contará ainda com os apoios de OAB/RS, Fórum Latino Americano de Defesa do Consumidor, Abief, Plastivida, Movimento das Donas de Casa/RS e outras entidades, é promover uma conscientização para o uso responsável, a redução, a reutilização e a reciclagem das embalagens plásticas por consumidores e empacotadores gaúchos.
O lançamento será realizado durante evento promovido pelo Ministério Público, que contará com a presença de prefeitos e secretários municipais de todo o Estado. “A idéia é justamente de adotar o caminho da educação e da conscientização, evitando medidas radicais que em breve poderiam se revelar prematuras ou até mais prejudiciais ao meio ambiente”, observa o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, lembrando que ainda não há alternativa economicamente viável e ambientalmente eficaz para substituir as sacolinhas de plástico."
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Mostrando postagens com marcador MEIO AMBIENTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEIO AMBIENTE. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 27 de junho de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Estudo de iluminação
Vídeo demonstrando o comportamento da iluminação externa e interna em um ambiente comercial que estamos montando para um de nossos clientes. Em seus 25 segundos, temos a posição solar de Porto Alegre no mês de março entre 6:00 da manhã e 20:00 da noite.
O projeto visa a otimização estrutural, para obter certificados green building e selo azul da Caixa. O empreendimento conta com vidros especiais, claraboia e fachada com grandes panos de vidro. Permite também, através da iluminação natural, uma melhor percepção do ambiente.
Paulo Casa Nova - designer 3d
Marcadores:
3D,
ARQUITETURA COMERCIAL,
MAQUETE DIGITAL,
MEIO AMBIENTE,
PERSPECTIVA
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Selo Casa Azul, Caixa Econômica Federal.
Resolvi tomar a liberdade de divulgar uma certificação que não é muito conhecida no Brasil e com a qual tive contato ontem em um seminário. É o Selo Casa Azul, da Caixa Econômica Federal.
Segundo informações da Caixa:
aplicadas à construção, ao uso, à ocupação e à manutenção das edificações, objetivando incentivar
o uso racional de recursos naturais e a melhoria da qualidade da habitação e de seu entorno.
O Selo se aplica a todos os tipos de projetos de empreendimentos habitacionais propostos à CAIXA
para financiamento ou nos programas de repasse.
Podem se candidatar ao Selo as empresas construtoras, o Poder Público, empresas públicas de habitação,
cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais
Níveis de gradação do Selo Casa Azul
BRONZE 19 Critérios obrigatórios (mínimo)
PRATA Critérios obrigatórios e mais 6 critérios
de livre escolha = 25 critérios
OURO Critérios obrigatórios e mais 12 critérios de livre escolha = 31 critérios
Segue um link de um material informativo fornecido pela Caixa Econômica Federal.
http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/desenvolvimento_urbano/gestao_ambiental/Guia_Selo_Casa_Azul_CAIXA.pdf
Em tempos de tantas certificações, Procell - Edifica, Selo Acqua, Green Building, minha preocupação apenas é se os projetistas não se perderão nestas certificações e se esquecerão da arquitetura em si, com suas sutilezas e a sua individualidade.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
Segundo informações da Caixa:
O Selo Casa Azul CAIXA é um instrumento de classificação socioambiental de projetos de empreendimentos
habitacionais, que busca reconhecer os empreendimentos que adotam soluções mais eficientesaplicadas à construção, ao uso, à ocupação e à manutenção das edificações, objetivando incentivar
o uso racional de recursos naturais e a melhoria da qualidade da habitação e de seu entorno.
O Selo se aplica a todos os tipos de projetos de empreendimentos habitacionais propostos à CAIXA
para financiamento ou nos programas de repasse.
Podem se candidatar ao Selo as empresas construtoras, o Poder Público, empresas públicas de habitação,
cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais
Níveis de gradação do Selo Casa Azul
BRONZE 19 Critérios obrigatórios (mínimo)
PRATA Critérios obrigatórios e mais 6 critérios
de livre escolha = 25 critérios
OURO Critérios obrigatórios e mais 12 critérios de livre escolha = 31 critérios
Segue um link de um material informativo fornecido pela Caixa Econômica Federal.
http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/desenvolvimento_urbano/gestao_ambiental/Guia_Selo_Casa_Azul_CAIXA.pdf
Em tempos de tantas certificações, Procell - Edifica, Selo Acqua, Green Building, minha preocupação apenas é se os projetistas não se perderão nestas certificações e se esquecerão da arquitetura em si, com suas sutilezas e a sua individualidade.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
Marcadores:
ARQUITETURA RESIDENCIAL,
MEIO AMBIENTE
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Projeto sustentável com produção de energias alternativas
A CUBBOS Consultoria Ltda, produziu um projeto de prédios residenciais para concurso público, neste projeto reunimos a arquitetura tradicional com diversos elementos que buscavam a sustentabilidade os quais destacamos a produção de energia alternativa através do revestimento em paineis fotovoltaícos e as turbinas eólicas na cobertura aproveitando a sua grande altura de 120 metros das edificações residencias.
Ainda utilizamos a tecnologia dos brises aliado a duas situações de projeto a ampliação das lajes fazendo linhas brancas salientes, e a utilização de paineis de madeira tratada para a realização do escurecimento dos dormitórios.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Ainda utilizamos a tecnologia dos brises aliado a duas situações de projeto a ampliação das lajes fazendo linhas brancas salientes, e a utilização de paineis de madeira tratada para a realização do escurecimento dos dormitórios.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Marcadores:
ARQUITETURA,
ARQUITETURA RESIDENCIAL,
MEIO AMBIENTE,
TECNOLOGIA
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Certificação fazer ou não fazer?
Já fazem alguns meses que os nossos clientes veem trazendo este questionamento sobre a necessidade de certificar os seus empreendimentos e desta forma nossos projetos também, sendo assim resolvemos postar uma parte de uma reportagem da Revista Arquitetura e Construção - Caderno Especial: Construção Sustentável, de dezembro de 2010. E claro tecer nossos comentários sobre o que consideramos mais importante.
Quanto custa certificar? Por Giuliana Capello.
Essa é a pergunta que todo empreendedor faz quando o assunto são os selos de greenbuilding para edifícios. Mas, afinal, que conta é essa e quem paga por ela?
Já faz algum tempo que a economia global acordou para um fato importante: buscar sustentabilidade é também zelar pelos negócios. Em 2006, o economista britânico Nicholas Stern parou o mundo ao apontar as emissões de CO2 como a principal causa do aquecimento global e sugerir que, se nada for feito, o planeta sofrerá catástrofes ambientais da ordem de 20% do PIB mundial até 2050 (algo hoje em torno de US$ 10 trilhões). Os números são impressionantes - ainda mais no caso da construção civil. "O setor consome 40% de todos os recursos naturais do planeta", lembra Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech Engenharia, de São Paulo. O Conselho de Green Building dos Estados Unidos (USGBC) credita ao segmento absorção de 40% da energia produzida no mundo e 30% do uso da água potável do globo.
A fama de vilão, porém, pode mudar se os agentes souberem transformar urgência em oportunidade. É nisso que apostam os pioneiros do greenbuilding no Brasil. "O mercado está exigindo prédios mais eficientes, que se mantenham atuais por mais tempo. Triple A [prédio corporativo de alto padrão] com certificação, por exemplo, é obrigatório", diz Luis Fernando Bueno, diretor de operações para terceiros da Gafisa. Fabiana Perez, gerente da JHSF, resume: "A sustentabilidade vai pelo caminho da ISO 9000. Quem não tiver a certificação ficará de fora".
Até esse ponto já podemos observar que o mercado esta mudando e agora ele esta exigindo mais das empresas de projeto, elas precisam ser eficientes mas também antenadas nas novas tecnologias, tecnologias essas que além de possuirem bons custos também deveram estar alinhadas com o conceito de sustentabilidade.
SIM, CONSTRUIR PARA TER SELO VERDE CUSTA UM POUCO MAIS.
Esse extra depende dos hábitos de trabalho de cada empreendedor. "Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que o desperdício numa obra atinge de 11 a 15% do seu custo. Já os diferenciais de sustentabilidade, que imprimem qualidade ao empreendimento, representam um desembolso de 5 a 10% do valor total", afirma Nelson Kawakami, diretor-executivo do Green Building Council Brasil, o GBC. Para Luiz Henrique Ferreira, o valor desse investimento depende da linha de base da construtora. "Se ela mantém bons contratos trabalhistas, compra materiais com nota fiscal e faz a gestão dos resíduos, não vai gastar muito mais para ser sustentável", fala. E segue: "quanto antes se pensar no assunto, menor será o custo, pois muitos itens poderão ser incorporados na arquitetura, e não na forma de equipamentos de ponta para remediar falhas de projeto".
• 40% de todos os recursos naturais disponíveis no planeta são consumidos pelo setor da construção civil.
• Para ter um produto sustentável, 48% dos consumidores brasileiros aceitariam pagar até 10% mais.
• 5% do custo total da obra é o investimento médio que as construtoras estão fazendo nos prédios verdes.
O que vejo ser muito importante e não destacado até aqui é o fato de se o seu empreendimento consegue diminuir o desperdício no fundo ele também esta sendo sustentável, pode parecer uma obviedade mas o desperdício em obras no Brasil é um verdadeiro absurdo.
E SE O QUE IMPORTA SÃO OS BENEFÍCIOS PARA O EMPREENDEDOR...
Está por um fio o discurso de que não vale a pena investir um pouco mais porque quem se beneficia são os usuários, e não quem constrói. Numa pesquisa realizada este ano pela consultoria americana Penn, Shoen & Berland Associates (PSB), 73% dos brasileiros garantem que gastariam mais consumindo produtos ecologicamente corretos. Outro levantamento feito aqui, pelo grupo francês Havas, mostrou que 48% estariam dispostos a pagar até 10% mais por um produto sustentável. "Isso já está acontecendo com os clientes corporate, que só querem saber de prédios eficientes", conta Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Com compradores mais exigentes, já é possível elevar um pouco o preço de venda, apostando na demanda de greenbuilding e na tendência de queda do valor do condomínio causada pela redução no consumo de água e energia na operação do imóvel. "Sem falar que o construtor ganha em velocidade de venda e gasta menos com estandes, vendedores e material de publicidade, o que reflete na taxa de retorno do empreendedor e na imagem da empresa", diz Paola Figueiredo, vice-presidente executiva do Grupo SustentaX.
O benefício para o empreendedor é claro: melhor empreendedor é quem constroí o que tem de mais moderno; melhor o empreendedor que esta ligado a proteção do meio ambiente; melhor o empreendimento que gasta menos para ser mantido; melhor o empreendimento que já foi certificado.
QUANDO O INVESTIDOR É O FUTURO USUÁRIO.
Os especialistas são categóricos: ao longo de sua vida útil, 80% do custo total de um edifício equivale à etapa de operação e apenas 20% à de construção. Isso significa que quem investe um pouco mais para ampliar a ecoeficiência do empreendimento do qual será também usuário obtém retorno rápido por meio da redução dos gastos operacionais, principalmente com água e energia. "A Valia, fundo de pensão da Vale, só comprou metade de um prédio do Cidade Jardim Corporate Center [em obras em São Paulo] porque ele tem certificação AQUA, o que deverá manter o prédio valorizado e gastando menos com manutenção", conta Manuel Martins, coordenador do Processo AQUA, da Fundação Vanzolini. Em números gerais, a estimativa de redução do consumo de água num edifício certificado é de 30% (em razão dos metais sanitários economizadores e dos sistemas de reúso). Já a queda no consumo de energia gira em torno de 15%, graças a soluções de arquitetura, materiais de alto desempenho e equipamentos mais eficientes. "Construir para administrar e ser usuário é tendência entre os prédios certificados, ainda mais no caso dos corporativos", avalia Nelson Kawakami, do GBC Brasil.
Infelizmente este conceito ainda não é muito difundido no Brasil, mas por isso estamos divulgando aqui, tentando demonstrar tudo que se pode fazer.
ALUGUEL MAIOR E CONDOMÍNIO MENOR
Esses dois aspectos parecem compor o mantra dos empreendimentos certificados. Geraldo Bernardes, diretor de Sustentabilidade da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, esteve nos Estados Unidos para um encontro sobre o tema. "Voltei com números importantes para o mercado, que devem estimular a busca pela certificação", relata, referindo-se a pesquisas do Institute of Real State Management (IREM). Segundo a entidade, prédios verdes americanos tiveram queda no custo do condomínio de 13,6% entre 2005 e 2008. Já o valor desses edifícios - residenciais e comerciais - subiu 10,9%. O preço do aluguel também indica bons ventos para as versões de imóveis sustentáveis: chegam a custar até 25,7% mais. "O mercado está caminhando rapidamente nessa direção e, para os empreendedores, o argumento de marketing é enorme", afirma Geraldo. "Até hoje só se falava em custo extra, mas a partir de agora os players [agentes do mercado] vão enxergar os benefícios que eles podem ter com a certificação", completa. Esse é o caso do Eldorado Business Tower, em São Paulo, cujo valor do aluguel chega a ser 20% maior do que o dos vizinhos similares não certificados. O condomínio, por sua vez, custa hoje metade do que se pagaria num Triple A mais convencional: R$ 9,35 o m², contra até R$ 20 o m². "Sei do caso de um prédio novo que teve de passar por uma reabilitação porque não conseguia ser alugado. Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado", comenta Marcelo Takaoka.
São Paulo já demonstra isso em diversos empreendimento imobiliários os maus projetos estão sendo refeitos pois o mercado começa a ver o que existe de bom e o que não passou no crivo da qualidade, e a certificação apenas demonstra isso muito rapidamente.
SÍNDICOS VERDES
A eficiência energética apresenta grande potencial na redução das emissões de gases do efeito estufa, e também na criação de empregos, aponta um relatório de 2008 do Worldwatch Institute (WWI). De acordo com Adalberto Maluf, diretor em São Paulo da Fundação Clinton, a política de empregos verdes do presidente americano Barak Obama considera a qualificação da mão de obra para obras de retrofit e para a manutenção de edifícios verdes parte vital do programa. "Acredito que no Brasil faltem empresas especializadas nesse segmento, assim como técnicos capazes de fazer a manutenção, criar protocolos de procedimentos e treinar funcionários para garantir a eficiência dos equipamentos instalados - e o desempenho ambiental esperado", diz Adalberto. Segundo o relatório, é provável que esses empregos sejam destinados a engenheiros e arquitetos, acrescidos de novos conhecimentos. Faz sentido. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP aponta que gerentes de ecorrelações e engenheiros ambientais serão os mais procurados do mercado em 2020, sinal da nova economia verde.
A HORA DA REABILITAÇÃO.
Mérito à parte, será que a ação das construtoras - que está apenas no início - de investir passo a passo em sustentabilidade será suficiente para mudar o rumo dos impactos ambientais provocados pelo setor? "Mesmo que todos os novos prédios passassem a ser construídos com princípios de greenbuilding, não daria tempo de vermos resultados ambientais significativos", lamenta o consultor Luiz Henrique Ferreira. O gargalo, segundo ele, está na reabilitação dos edifícios existentes, algo começando a ser também uma modalidade de certificação interessante, em que os investidores sentem os resultados no bolso - e rapidamente. "Participo de um projeto que deverá gerar economia de 80% de energia só com a troca do sistema de ar condicionado", exemplifica.
"Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado"
Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS)
O mercado irá definir o nível de exigência das certificações, mas para que seus impactos realmente sejam vistos a disseminação em todos os edifícios deverá ser exigida pela sociedade, seja no voto, seja nas associações de bairro seja na exigência ao seu arquiteto quando o mesmo for executar algum projeto para você, a certificação pode ser, LEED, AQUA, Procel, qual quer uma, desde que esta preocupação seja respeitada no projeto arquitetônico.
ETIQUETA VERDE
O primeiro selo de greenbuilding foi estampado num empreendimento brasileiro há menos de quatro anos. De lá para cá, outros 22 edifícios concluídos conquistaram os certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e AQUA (Alta Qualidade Ambiental), além dos 21 que receberam a etiqueta do Procel Edifica. Há ainda o novo Casa Azul, da Caixa Econômica Federal, com cerca de dez projetos em fase de análise, e o inglês BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), que flerta com um grupo de incorporadores brasileiros.
O prédio mais famoso e único classificado como platinum na LEED é o
Eldorado Business Tower, o qual posto algumas imagens abaixo, estas retiradas do site Skyscrapercity Link Eldorado Business Tower.
Abaixo segue um breve resumo sobre a LEED:
LEED - Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Design Ambiental:Desenvolvido pelo Conselho de Green Building dos Estados Unidos (USGBC), esta certificação aportou com força no Brasil no final de 2006, com a criação do Green Building Council Brasil, espécie de filial da entidade que trabalha na divulgação do certificado, bem como no treinamento de profissionais e na promoção e adaptação de leis e regras capazes de incentivar a construção sustentável no país. "O LEED é um instrumento de educação para todo o setor, em que todos saem ganhando", afirma Nelson Kawakami, diretor executivo do GBC Brasil.
Categorias: Novas Construções; Fachadas e Áreas Comuns em Prédios Comerciais (Core and Shell); Operação e Manutenção de Edifícios Existentes e Interiores Comerciais.
Critérios de avaliação: o empreendimento precisa contabilizar créditos nos checklists relacionados aos temas Localização, Uso racional de água, Energia e Atmosfera, Qualidade ambiental interna e Materiais e Recursos, que somam até 110 pontos. Há ainda um sexto item destinado à Inovação.Níveis: dependendo da pontuação atingida, o empreendimento é classificado como Certificado (49), Silver (59), Gold (79) ou Platinum (acima de 80 pontos).
Como funciona: o empreendedor registra o projeto no sistema de certificação do Green Building Council Institute pelo site www.usgbc.org e paga uma taxa de US$ 400. Depois, compõe uma equipe - que pode ou não contar com uma consultoria de profissional LEED AP (acreditado pelo LEED) - para acompanhar o processo e enviar relatórios à certificadora nas fases de projeto, além de memoriais de cálculo, relatórios de obra e testes de comissionamento. Ao término da obra, ocorre a avaliação final e o empreendimento recebe a certificação de acordo com os créditos acumulados.
Custo: cerca de R$ 1 por m², com valor mínimo de R$ 5 mil para construções com até 5 mil m² e máximo de R$ 50 mil para obras acima de 50 mil m²
A fila de candidatos à certificação no Brasil chega a 270 projetos. "É pouco, já que somente no estado de São Paulo existem 80 mil condomínios residenciais. Mas esse movimento está mudando no mercado imobiliário", avalia Luiz Henrique Ferreira, da consultoria Inovatech Engenharia. Para ele, as certificações ajudam a promover a construção sustentável, sobretudo quando a conquista do selo é resultado de um trabalho bem-intencionado, e não um fim em si.
De todo modo, eles atestam as condições de obra e projeto que viabilizam o funcionamento ecoeficiente do edifício (a certificação de uso e operação é mais recente). "No início bastava ter um selo para se diferenciar. Agora que a oferta cresceu, já tem comprador olhando para o tipo de selo", diz Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Saiba como funcionam essas certificações.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Marcadores:
CUBBOS Consultoria,
MEIO AMBIENTE,
TECNOLOGIA
sábado, 18 de junho de 2011
Coberturas Verdes - novo recurso para a arquitetura sustentável
Estamos realizando um projeto para o Parcão de Novo Hamburgo, sendo assim entramos todos na nossa empresa em um grande dilema: Projetar mais de 3000m² em edificações dentro de uma área de 54ha, que é uma unidade de conservação. O parque é o grande coração verde do município de Novo Hamburgo. Por isso durante nossas infindáveis discussões sobre qual seria a característica do nosso projeto surgiu a grande idéia do uso de coberturas verdes, essa solução além de trazer inúmeros benefícios ambientais também diminuiria o impacto visual das edificações.
A nossa proposição se trata de algo inovador principalmente em obras públicas, mas estamos convictos que todos tem a ganhar. No fundo estamos trabalhando melhor com a topografia e aplicando sobre a laje de cobertura um sistema de tapete verde com uma membrana de drenagem especial, este tapete verde, vegetal, traz ao público a sensaçãode caminhar sobre a edificação, e manter o verde no visual geral do parque.
O sistema proposto pode não ser o mesmo que o usado na Alemanha ou no Japão, o importante é que é uma solução técnica que privelegia a relação entre o ser humano e a natureza demonstrando que os dois podem coexistir. Na Alemanha no ano de 2008 já se sabia existir mais de treze milhões de metros quadrados de coberturas verdes. Em Tókio o governo determinou que todos os prédios posteriores a 2001, com mais de 1000m² de cobertura, devem converter ao menos 20% da mesma em cobertura verde.
A imagem a abaixo foi retirada do site casa e energia de onde provem também muitas das informações deste post:
Neste site lista diversas vantagens as quais vou compartilhar com vocês leitores:
Vantagens para o meio-ambiente:
1. Combate o efeito albedo ou efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo incremento de temperatura dentro do perímetro de uma cidade devido ao aquecimento que produzem os gases de veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies urbanas, depois irradiada à atmosfera como calor.
2. Melhoria da qualidade do ar na cidade devido à capacidade das plantas e árvores para absorver as emissões de CO2.
3. Reduz a incidência de ventos.
4. Filtra o ar absorvendo partículas de pó até 85%.
5. Provoca uma redução das águas pluviais até 70%, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
6. Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), ou para os vizinhos de um imóvel, ou para os trabalhadores de uma empresa.
7. Aumenta os espaços de habitat para pássaros e borboletas.
Vantagens para o edifício:
1. Maior longevidade do telhado (estimativa de 40 anos contra os 10/15 das coberturas planas tradicionais)
2. Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de isolamento térmico (ROOFMATE).
3. Melhoria da acústica do edifício.
Desvantagens:
1. Sistema construtivo mais caro (mas rapidamente recuperado pela poupança energética).
Nós discordamos apenas da desvantagem descrita pelo site pois nos dias de hoje já temos tecnologias novas as quais se conseguem diminuir muito o custo e dependendo da solução oposta na comparação ela pode se tornar mais barata e muito mais eficiente.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
A nossa proposição se trata de algo inovador principalmente em obras públicas, mas estamos convictos que todos tem a ganhar. No fundo estamos trabalhando melhor com a topografia e aplicando sobre a laje de cobertura um sistema de tapete verde com uma membrana de drenagem especial, este tapete verde, vegetal, traz ao público a sensaçãode caminhar sobre a edificação, e manter o verde no visual geral do parque.
O sistema proposto pode não ser o mesmo que o usado na Alemanha ou no Japão, o importante é que é uma solução técnica que privelegia a relação entre o ser humano e a natureza demonstrando que os dois podem coexistir. Na Alemanha no ano de 2008 já se sabia existir mais de treze milhões de metros quadrados de coberturas verdes. Em Tókio o governo determinou que todos os prédios posteriores a 2001, com mais de 1000m² de cobertura, devem converter ao menos 20% da mesma em cobertura verde.
A imagem a abaixo foi retirada do site casa e energia de onde provem também muitas das informações deste post:
Neste site lista diversas vantagens as quais vou compartilhar com vocês leitores:
Vantagens para o meio-ambiente:
1. Combate o efeito albedo ou efeito ilha de calor urbano, fenómeno responsável pelo incremento de temperatura dentro do perímetro de uma cidade devido ao aquecimento que produzem os gases de veículos e aparelhos de ar-condicionado, assim como pela energia solar absorvida pelas superfícies urbanas, depois irradiada à atmosfera como calor.
2. Melhoria da qualidade do ar na cidade devido à capacidade das plantas e árvores para absorver as emissões de CO2.
3. Reduz a incidência de ventos.
4. Filtra o ar absorvendo partículas de pó até 85%.
5. Provoca uma redução das águas pluviais até 70%, e consequente redução da pressão nos esgotos da cidade.
6. Proporcionam espaços agradáveis à vista, com possibilidade de uso para lazer, a nível público (jardim ou parque urbano), ou para os vizinhos de um imóvel, ou para os trabalhadores de uma empresa.
7. Aumenta os espaços de habitat para pássaros e borboletas.
Vantagens para o edifício:
1. Maior longevidade do telhado (estimativa de 40 anos contra os 10/15 das coberturas planas tradicionais)
2. Aumento da eficiência energética nos edifícios pelas suas propriedades isolantes, reduzindo assim os custos de aquecimento e refrigeração sem necessitar de isolamento térmico (ROOFMATE).
3. Melhoria da acústica do edifício.
Desvantagens:
1. Sistema construtivo mais caro (mas rapidamente recuperado pela poupança energética).
Nós discordamos apenas da desvantagem descrita pelo site pois nos dias de hoje já temos tecnologias novas as quais se conseguem diminuir muito o custo e dependendo da solução oposta na comparação ela pode se tornar mais barata e muito mais eficiente.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Marcadores:
CURIOSIDADES,
MEIO AMBIENTE,
TECNOLOGIA
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Lei do telhado branco, a obrigatoriedade ajuda ou a consciência ajuda?
Está tramitando em São Paulo, uma proposta de Lei que obrigaria todas as edificações da cidade de São Paulo a pintarem seus telhados de branco. A proposta se baseia num estudo da Ong GBC Brasil, autora da campanha One Degree Less (http://www.onedegreeless.org/lang_en/links/links.html). Segundo dados, divulgados através de "estudos do Lawrence Berkeley National Laboratory, vinculado à Universidade da Califórnia, que estimam que 25% da aérea de uma grande cidade sejam ocupados por telhados. A pesquisa também calcula que, a cada 100 m2 de área branca, é possível compensar a emissão de 10 toneladas de CO2 por ano." (Fonte: http://www.ig.com.br/)
Eu não sei se é pra rir ou chorar, mas a brincadeira, se incluir todas as edificações da cidade, pode custar mais de 380 milhões de reais. E pior, pode virar moda em outras cidades também. Quero saber, porém, se alguém calculou o custo ambiental de tantas tintas, afinal seriam precissos cerca de 68 milhões de litros de tinta, que possuem um custo ambiental de produção.
Questiono determinadas leis imediatistas, que promovem o consumo pelo consumo sem se preocupar com aspectos mais inteligentes. Por que não propor que novas edificações devam ter telhados brancos? Afinal, se o teto branco ajdua tanto, não há razão para não incentivar seu uso. Mas, num país como o Brasil, com tantas carências, tal proposta acaba soando como uma piada de mau gosto.
Apenas para destacar, não somos contra os telhados brancos. Ao contrário, em uma obra que estamos entregando esta semana (escola de Educação Infantil Espaço Feliz), utilizamos uma tinta térmica branca para aumentar o conforto dentro da edificação. Se trata de uma obra realizada em duas etapas, por limitações financeiras do contratante. Primeiro foi executado o pavimento térreo e em cerca de um ano, será realizado um segundo pavimento. Sem telhado, o ambiente ficava mais exposto ao calor, algo que buscamos minimizar com a tinta, que também irá auxiliar na impermeabilização da cobertura.
Espero sinceramente que a consciêntização e incentivos comecem a vir primeiro. Energias alternativas estão aí para quem quiser, só que infelizmente são caras e pouco divulgadas entre a população,
A lei que simplesmente obriga as pessoas a fazerem algo, que em geral gera custos bem altos não pode ser a solução padrão.
Afinal, se a moda pega, em pouco tempo todas as edificações deverão ser brancas, as fábricas de automóvel serão obrigadas a só fabricar carros brancos, entre tantas outras idéias e estudos que irão surgir para "ajudar o planeta". Sinceramente na minha opinião a vida vai perder a cor.
Arquiteta e urbanista Eliana
Eu não sei se é pra rir ou chorar, mas a brincadeira, se incluir todas as edificações da cidade, pode custar mais de 380 milhões de reais. E pior, pode virar moda em outras cidades também. Quero saber, porém, se alguém calculou o custo ambiental de tantas tintas, afinal seriam precissos cerca de 68 milhões de litros de tinta, que possuem um custo ambiental de produção.
Questiono determinadas leis imediatistas, que promovem o consumo pelo consumo sem se preocupar com aspectos mais inteligentes. Por que não propor que novas edificações devam ter telhados brancos? Afinal, se o teto branco ajdua tanto, não há razão para não incentivar seu uso. Mas, num país como o Brasil, com tantas carências, tal proposta acaba soando como uma piada de mau gosto.
Apenas para destacar, não somos contra os telhados brancos. Ao contrário, em uma obra que estamos entregando esta semana (escola de Educação Infantil Espaço Feliz), utilizamos uma tinta térmica branca para aumentar o conforto dentro da edificação. Se trata de uma obra realizada em duas etapas, por limitações financeiras do contratante. Primeiro foi executado o pavimento térreo e em cerca de um ano, será realizado um segundo pavimento. Sem telhado, o ambiente ficava mais exposto ao calor, algo que buscamos minimizar com a tinta, que também irá auxiliar na impermeabilização da cobertura.
Espero sinceramente que a consciêntização e incentivos comecem a vir primeiro. Energias alternativas estão aí para quem quiser, só que infelizmente são caras e pouco divulgadas entre a população,
A lei que simplesmente obriga as pessoas a fazerem algo, que em geral gera custos bem altos não pode ser a solução padrão.
Afinal, se a moda pega, em pouco tempo todas as edificações deverão ser brancas, as fábricas de automóvel serão obrigadas a só fabricar carros brancos, entre tantas outras idéias e estudos que irão surgir para "ajudar o planeta". Sinceramente na minha opinião a vida vai perder a cor.
Arquiteta e urbanista Eliana
domingo, 12 de junho de 2011
Jardins Verdes Franceses - um passeio único e inesquecível
O local é na França, na região de Dourgne, a cidade de Vézac, o nome do jardim é Marqueyssac. O jardim foi criado para envolver um castelo do século XVII, as suas formas arredondadas sã ocuidadas e mantidas a mais de 300 anos de evolução deste maravilhoso Projeto paisagístico.
Desde 1996 quando foi reinaugurado para o público, após um fechamento para a sua total restauração.
Além das formas arredondadas e orgânicas dos seus jardins as trilhas de caminhadas se estendem por 5 km´s.
A localização dos jardins não fica junto as regiões mais visitadas da França, mas para amantes de vinhos franceses podem acabar passando pela cidade. Pois fica entre Bourdeaux e Rhone.
As diversas formas dos jardins promovem uma surpresa a cada metro do passeio.
Na visual mais ampla se percebe a riqueza do conjunto.
Como todo bom Jardim aberto ao público a iluminação traz outra sensação quando se aproxima o cair da noite.
O jardim fica aberto ao público todos os dias do ano, como anuncia o mesmo junto ao site do mesmo.
As fotos foram retiradas do site thecoolist.com, assim como algumas informações sobre o local. Mais informações podem ser verificadas diretamente no site do Jardim:
Site do Jardim Marqueyssac
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Desde 1996 quando foi reinaugurado para o público, após um fechamento para a sua total restauração.
Além das formas arredondadas e orgânicas dos seus jardins as trilhas de caminhadas se estendem por 5 km´s.
A localização dos jardins não fica junto as regiões mais visitadas da França, mas para amantes de vinhos franceses podem acabar passando pela cidade. Pois fica entre Bourdeaux e Rhone.
As diversas formas dos jardins promovem uma surpresa a cada metro do passeio.
Na visual mais ampla se percebe a riqueza do conjunto.
Como todo bom Jardim aberto ao público a iluminação traz outra sensação quando se aproxima o cair da noite.
O jardim fica aberto ao público todos os dias do ano, como anuncia o mesmo junto ao site do mesmo.
As fotos foram retiradas do site thecoolist.com, assim como algumas informações sobre o local. Mais informações podem ser verificadas diretamente no site do Jardim:
Site do Jardim Marqueyssac
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Marcadores:
CURIOSIDADES,
MEIO AMBIENTE,
PAISAGISMO
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Energia Solar, Alemanha confirma a opção
O governo Alemão acaba de confirmar que irá investir ainda mais na produção de energia através de fontes alternativas e renováveis. Além de ser hoje o segundo pais com maior produção de energia renovável (eólicas e fotovoltaicas) o pais é um dos maiores exportadores de tecnologia verde.
A chanceler Angela Merkel, determinou seguindo um apelo da maioria da população alemã, que abandonará a energia nuclear que hoje representa 23% da sua energia, a data limite é 2022.
Além disso o governo alemão espera reduzir o consumo de energia em 10% até 2020. para ações imediatas o governo pretende instalar 5.000MW´s de capacidade fotovoltaica ainda este ano.
Fonte das informações: site da Folha Online.
A Alemanha anunciou ontem um plano para pôr fim definitivo ao uso de energia nuclear até 2022, no que está sendo chamado no país de uma "virada energética".
Abaixo destaco segmentos desta materia publicada no site ipen.br:
"O plano foi anunciado pelo ministro do Meio Ambiente, Norbert Röttgen, após reunião entre os partidos que integram a coalizão da chanceler (premiê) Angela Merkel. A ideia é que a proposta seja formalizada pelo gabinete na semana que vem e submetida ao Parlamento.
"Não é nada mais, nada menos que uma revolução. Temos a chance de ser a primeira nação industrial a fazer a transição para a energia renovável", disse Merkel.
Pelo plano, as 17 usinas nucleares do país serão desativadas até 2021. Há, porém, possibilidade de extensão por um ano para três delas.
Além disso, as sete usinas cujas atividades haviam sido congeladas por três meses em março, após o acidente nuclear em Fukushima (Japão), já não voltam a operar. Uma usina que estava parada desde acidente em 2009 também será desativada."
Exemplo de turbinas instaladas na Alemanha, imagem retirada do site wind-energie.de:
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
A chanceler Angela Merkel, determinou seguindo um apelo da maioria da população alemã, que abandonará a energia nuclear que hoje representa 23% da sua energia, a data limite é 2022.
Além disso o governo alemão espera reduzir o consumo de energia em 10% até 2020. para ações imediatas o governo pretende instalar 5.000MW´s de capacidade fotovoltaica ainda este ano.
Fonte das informações: site da Folha Online.
A Alemanha anunciou ontem um plano para pôr fim definitivo ao uso de energia nuclear até 2022, no que está sendo chamado no país de uma "virada energética".
Abaixo destaco segmentos desta materia publicada no site ipen.br:
"O plano foi anunciado pelo ministro do Meio Ambiente, Norbert Röttgen, após reunião entre os partidos que integram a coalizão da chanceler (premiê) Angela Merkel. A ideia é que a proposta seja formalizada pelo gabinete na semana que vem e submetida ao Parlamento.
"Não é nada mais, nada menos que uma revolução. Temos a chance de ser a primeira nação industrial a fazer a transição para a energia renovável", disse Merkel.
Pelo plano, as 17 usinas nucleares do país serão desativadas até 2021. Há, porém, possibilidade de extensão por um ano para três delas.
Além disso, as sete usinas cujas atividades haviam sido congeladas por três meses em março, após o acidente nuclear em Fukushima (Japão), já não voltam a operar. Uma usina que estava parada desde acidente em 2009 também será desativada."
Exemplo de turbinas instaladas na Alemanha, imagem retirada do site wind-energie.de:
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
domingo, 5 de junho de 2011
Sacolas Plásticas vilão ou não ao Meio Ambiente
A Prefeitura de São Paulo emitiu a Lei 15.734, agora no final do mês de maio, essa lei dispõe sobre o uso de sacolas Plásticas. Na verdade a mesma proibe a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas a consumidores nos estabelecimentos comerciais do municíopio. A lei busca incentivar o uso de embalagens reutilizáveis para o transporte das mercadorias.
A proibição da lei foi determinada pela necessidade de ditos 400 anos para se degradarem e que além do problema de limpeza urbana também eram prejudiciais ao sistema de esgotos da cidade pricipalmente os pluviais.
Restando então para a população o uso de sacos de papel, lona caixas ou ainda sacolas de tecido. Conforme JE Cavalcanti do blog Ambiental, um estudo produzido pela UK Environmental Agency com o nome The Life Cycle Assessment Supermarket Carrier Bags demonstra que as sacolas em papel ou em algodão emitem mais Gás Carbônico do que as sacolas plásticas na sua fabricação.
Poderiamos discorrer aqui por muito tempo sobre os pontos positivos e negativos desta ou daquela ação, acho muito mais útil, ressaltar que a educação ambiental e a correta destinação do lixo urbano na verdade são os problemas que esta proibição esta corrigindo. Fico pensando se os governos conseguirão resolver todos os problemas com leis, e espero que logo percebam que o correto é educar o povo e não proíbi-lo.
Página sobre o estudo:
Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags
Página de anúncio da sanção da Lei:
Proibição da Lei no site G1
Arquiteto e Urbanista Alan cristian Tabile Furlan
A proibição da lei foi determinada pela necessidade de ditos 400 anos para se degradarem e que além do problema de limpeza urbana também eram prejudiciais ao sistema de esgotos da cidade pricipalmente os pluviais.
Restando então para a população o uso de sacos de papel, lona caixas ou ainda sacolas de tecido. Conforme JE Cavalcanti do blog Ambiental, um estudo produzido pela UK Environmental Agency com o nome The Life Cycle Assessment Supermarket Carrier Bags demonstra que as sacolas em papel ou em algodão emitem mais Gás Carbônico do que as sacolas plásticas na sua fabricação.
Poderiamos discorrer aqui por muito tempo sobre os pontos positivos e negativos desta ou daquela ação, acho muito mais útil, ressaltar que a educação ambiental e a correta destinação do lixo urbano na verdade são os problemas que esta proibição esta corrigindo. Fico pensando se os governos conseguirão resolver todos os problemas com leis, e espero que logo percebam que o correto é educar o povo e não proíbi-lo.
Página sobre o estudo:
Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags
Página de anúncio da sanção da Lei:
Proibição da Lei no site G1
Arquiteto e Urbanista Alan cristian Tabile Furlan
Virada Sustentável em SP
No clima da C40, São Paulo promove neste sábado e domingo (04/06 e 05/06) 300 eventos culturais e educativos como parte da Virada sustentável, fechando no dia 5 com o Dia Mundial do Ambiente.
Estes eventos para todos os públicos, em locais abertos e fechados. Haverá diversas atrações, como o banheiro espacial (palestra ocorre no planetário do Ibirapuera, neste domingo), espaço eco criança, Jogão do planeta...
No parque villa-Lobos o Greenpeace, realizará o "Greenpeace na Virada", os seus voluntários realizaram atividades de concientização ambiental.
Na Casa Jaya, Zona Oeste de São Paulo, será realizada a Oficina de Compostagem.
Citei apenas alguns eventos se quiserem olhar mais afundo entrem no link abaixo:
virada sustentavel
Ficamos no aguardo de um evento assim em Porto Alegre.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Estes eventos para todos os públicos, em locais abertos e fechados. Haverá diversas atrações, como o banheiro espacial (palestra ocorre no planetário do Ibirapuera, neste domingo), espaço eco criança, Jogão do planeta...
No parque villa-Lobos o Greenpeace, realizará o "Greenpeace na Virada", os seus voluntários realizaram atividades de concientização ambiental.
Na Casa Jaya, Zona Oeste de São Paulo, será realizada a Oficina de Compostagem.
Citei apenas alguns eventos se quiserem olhar mais afundo entrem no link abaixo:
virada sustentavel
Ficamos no aguardo de um evento assim em Porto Alegre.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
sábado, 4 de junho de 2011
C40 - São Paulo, melhorias por mais metro.
Conforme o Prefeito de São Paulo, Kassab, uma maneira eficaz de melhorar as condições de habitabilidade de grandes cidades passam sim pelo metro. No caso de São Paulo a ampliação das suas linhas já existentes, 70km´s. Espero que no nosso caso a criação da linha 2, Porto Alegre, seja assumida pela Prefeitura Municipal, e que esta consiga efetivar essa idéia de mais de 10 anos.
Posto abaixo alguns trechos da reportagem do site estadão, publicada no link ao lado no dia 27 de maio de 2011: Kassab anuncia C40 e pede por mais metro
"O prefeito Gilberto Kassab anunciou nesta sexta-feira que pretende direcionar 2% do orçamento municipal a políticas ambientais e reclamou da falta de metrô, que tem como consequência direta o excesso de carros pelas ruras, como o principal problema ambiental da cidade.
O prefeito estava no lançamento do C40, congresso internacional de prefeitos de 47 megalópoles mundiais para discutir padrões de sustentabilidade urbana. O evento, que terá mesas-redondas e apresentação de cases de sucesso de planejamento verde, será sediado em São Paulo entre 31 de maio e 3 de junho."
"“É o maior evento para pensar a mitigação e a adaptação das cidades às mudanças climáticas”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.
Ar mais limpo. Kassab destacou a mitigação da poluição do ar como destaque a ser apresentado no C40, principalmente pela implementação do programa de inspeção veicular e pelas medidas adotadas para capturar gases de aterros sanitários e gerar energia. Especificamente, o prefeito fala das termelétricas instaladas nos aterros sanitários Bandeirantes e São João, respectivamente nos bairros Perus e São Mateus, que utilizam o metano emitido para a geração da energia.
Questionado sobre a arrecadação dos aterros, o prefeito afirma que o montante, avaliado em R$ 70 milhões e obtido com a venda de créditos de carbono em leilão, é aplicado em projetos para a comunidade local. Kassab aproveitou para anunciar o aumento do orçamento municipal para a secretaria de Meio Ambiente. “Tivemos a oportunidade de aumentar as verbas de 0,4 a 1,1% para a Secretaria de Meio Ambiente, e queremos chegar a 2%.”
Segundo o prefeito, o pior problema ambiental hoje na cidade é a falta de mais linhas de metrô, o que obriga o uso de carro pela população. “São apenas 70 km de linhas, e estamos pagando o preço histórico pela falta de atenção para essa política pública.""
O encontro demonstra claramente alguns rumos e idéias que estão sendo efetivadas em diversas partes do mundo e que nós urbanistas e cidadãos esperamos sejam aplicadas também aqui.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
Posto abaixo alguns trechos da reportagem do site estadão, publicada no link ao lado no dia 27 de maio de 2011: Kassab anuncia C40 e pede por mais metro
"O prefeito Gilberto Kassab anunciou nesta sexta-feira que pretende direcionar 2% do orçamento municipal a políticas ambientais e reclamou da falta de metrô, que tem como consequência direta o excesso de carros pelas ruras, como o principal problema ambiental da cidade.
O prefeito estava no lançamento do C40, congresso internacional de prefeitos de 47 megalópoles mundiais para discutir padrões de sustentabilidade urbana. O evento, que terá mesas-redondas e apresentação de cases de sucesso de planejamento verde, será sediado em São Paulo entre 31 de maio e 3 de junho."
"“É o maior evento para pensar a mitigação e a adaptação das cidades às mudanças climáticas”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.
Ar mais limpo. Kassab destacou a mitigação da poluição do ar como destaque a ser apresentado no C40, principalmente pela implementação do programa de inspeção veicular e pelas medidas adotadas para capturar gases de aterros sanitários e gerar energia. Especificamente, o prefeito fala das termelétricas instaladas nos aterros sanitários Bandeirantes e São João, respectivamente nos bairros Perus e São Mateus, que utilizam o metano emitido para a geração da energia.
Questionado sobre a arrecadação dos aterros, o prefeito afirma que o montante, avaliado em R$ 70 milhões e obtido com a venda de créditos de carbono em leilão, é aplicado em projetos para a comunidade local. Kassab aproveitou para anunciar o aumento do orçamento municipal para a secretaria de Meio Ambiente. “Tivemos a oportunidade de aumentar as verbas de 0,4 a 1,1% para a Secretaria de Meio Ambiente, e queremos chegar a 2%.”
Segundo o prefeito, o pior problema ambiental hoje na cidade é a falta de mais linhas de metrô, o que obriga o uso de carro pela população. “São apenas 70 km de linhas, e estamos pagando o preço histórico pela falta de atenção para essa política pública.""
O encontro demonstra claramente alguns rumos e idéias que estão sendo efetivadas em diversas partes do mundo e que nós urbanistas e cidadãos esperamos sejam aplicadas também aqui.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan
terça-feira, 26 de abril de 2011
São Lourenço do Sul. Novo Projeto em desenvolvimento.
A equipe da Cubbos foi contratada pela empresa Engeplus para participar do projeto de requalificação urbana de uma área de cerca de 2 km de extensão na Praia da Barrinha em São Lourenço do Sul. Para quem não sabe, a região toda foi devastada pela força das águas da chuva, em março de 2011. As imagens do local demonstram que a força da natureza pode ser incontrolável e que temos apenas uma mera ilusão de pensar que podemos controlá-la.
Cerca de 1 mês depois das enchurradas, as fotos de São Lourenço do Sul são impressionantes, pois podemos observar o quanto algumas árvores auxiliaram a manter pedaços inteiros de terra no lugar. Também podemos ver a extensão de terra que foi invadida pela água, além de alguns pontos onde os cortes nos permitem ver o quão frágil havia sido feita a compactação do solo para o recebimento dos pavimentos.
As imagens são das ruas Almirante Tamandaré, avenida Getúlio Vargas, avenida Gen. Osório e Borges de Medeiros.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
Cerca de 1 mês depois das enchurradas, as fotos de São Lourenço do Sul são impressionantes, pois podemos observar o quanto algumas árvores auxiliaram a manter pedaços inteiros de terra no lugar. Também podemos ver a extensão de terra que foi invadida pela água, além de alguns pontos onde os cortes nos permitem ver o quão frágil havia sido feita a compactação do solo para o recebimento dos pavimentos.
As imagens são das ruas Almirante Tamandaré, avenida Getúlio Vargas, avenida Gen. Osório e Borges de Medeiros.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Novo Código Florestal. Um acordo será possível? Quem ganha e quem perde?
O novo código florestal está em discussão em Brasília e os movimentos defendendo cada um dos lados (ambientalistas e ruralistas) se apressam em fazer manifestos defendendo seus pontos de vistas. Com o lema, "uma lei que não funciona é uma boa lei?", o site:
http://www.codigoflorestal.com/
se propõe a defender a modenização proposta pelo deputado Aldo Rebello, e publica alguns aspectos importantes relacionados à questão econômica que gerou a nova proposta. A mim, porém, surpreende a falta de manifestação técnica relacionada ao assunto. Com tantos desastres naturais, chuvas intensas, alagamentos, enchentes, deslizamentos... qual a real avaliação dos impactos dos pedidos de cada um dos lados?
Estive pesquisando e manifesto abaixo algumas ponderações sobre o assunto:
1º. A produção agrícola (ou agronegócio) tem grande importância na economia brasileira. E o fato de que a grande parte destes produtores não tem condições de se regularizar diante do código florestal atual, resulta num importante impacto na economia do país, que deve ser considerada. Afinal, o prazo está contando e em pouco mais de 2 meses teremos quase todas as áreas de produção em situação irregular. O que vejo, porém, é que a liberação de um modo total de multas, acaba por privilegiar o grande produtor, aquele que tem maiores condições de se adequar ao Código Ambiental. E, pior do que liberar, é passar a idéia errônea de que todos os impactos feitos até então tenham sido mínimos e que possam ser desconsiderados. Afinal, afirmar isto seria uma grande mentira, e um grande incentivos a novas agressões ao meio ambiente.
2º. Mais do que abonar as multas, a revisão do código prevê uma flexibilização e redução das áreas de APP - Áreas de Preservação Permanente. Mas os impactos desta redução não foram devidamente esclarecidos. Vimos a tragédia ocorrida no estado do Rio de Janeiro, em muito devido ao desmatamento junto aos corpos d'água, e agora nos vemos aprovando uma legislação que flexibiliza justamente este tipo de ocupação. Daí, somos obrigados a questionar como ficam as áreas agrícolas quanto aos impactos futuros destas ocupações? Não estaremos aumentos os riscos de assoreamentos, deslizamentos...
Nas últimas participações que tive assitindo a aprovações de projetos especiais na Prefeitura Municipal de Porto Alegre, me surpreendi ao ver que sempre há uma justificativa para permitir determinado empreendimento, sempre há uma medida mitigadora ou compensatória para "compensar" os danos. Me pergunto porém o que ocorrerá quando não houver mais como compensar. Quando a cidade não mais suportar os impactos crescentes sobre a mobilidade das pessoas, sobre o meio ambiente, sobre a qualidade do ar, entre tantas outras questões relacionadas ao meio urbano. E no fundo, esta questão do Código Florestal é a mesma coisa. Até grando a natureza irá suportar as agreções a ela impostas na justificativa de garantir a manutenção econômica? Quando passaremos a dar real valor à vida humana, fazendo com que leis presem pela vida e não pela economia?
Lembremos que as florestas e os recursos naturais são bens de todos e que os produtores rurais não podem simplesmente dispor dos mesmos sem considerar os impactos desta intervenção sobre o todo. POis na maioria das vezes os impactos estão relacionados à morte de pessoas, à destruição de famílias, de lares, de vidas como um todo.
Abaixo segue algumas imagens extraídas do artigo da resvista UNESP Ciência, de autoria de Giovana Girardi e Andreia Fanzeres. http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/13/novo-codigo-florestal (link para o artigo na íntegra)
Exemplos de impactos do novo código.
Espero que não tenhamos que criar uma contribuição para poder daqui a alguns anos desfazer os impactos desta pretensa revisão. Pois muitas vezes, não há como "reparar um vaso quebrado". As espécies em extinção já nos dizem isto.
Destaco que sem o agronegócio, o Brasil seria inviável, mas o perdão a toda e qualquer agressão ao meio ambiente me parece ser uma solução bastante simplória. Fico no aguardo de uma solução um pouco mais complexa e inteligente que contemple a própria complexidade do nosso meio ambiente, tão rico e tão diverso.
Afinal, se "uma lei que não funciona não é uma boa lei", então talvez tenhamos que rever o sistema como um todo, pois não é apenas o Código Florestal que deve ser debatido em nosso país.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
http://www.codigoflorestal.com/
se propõe a defender a modenização proposta pelo deputado Aldo Rebello, e publica alguns aspectos importantes relacionados à questão econômica que gerou a nova proposta. A mim, porém, surpreende a falta de manifestação técnica relacionada ao assunto. Com tantos desastres naturais, chuvas intensas, alagamentos, enchentes, deslizamentos... qual a real avaliação dos impactos dos pedidos de cada um dos lados?
Estive pesquisando e manifesto abaixo algumas ponderações sobre o assunto:
1º. A produção agrícola (ou agronegócio) tem grande importância na economia brasileira. E o fato de que a grande parte destes produtores não tem condições de se regularizar diante do código florestal atual, resulta num importante impacto na economia do país, que deve ser considerada. Afinal, o prazo está contando e em pouco mais de 2 meses teremos quase todas as áreas de produção em situação irregular. O que vejo, porém, é que a liberação de um modo total de multas, acaba por privilegiar o grande produtor, aquele que tem maiores condições de se adequar ao Código Ambiental. E, pior do que liberar, é passar a idéia errônea de que todos os impactos feitos até então tenham sido mínimos e que possam ser desconsiderados. Afinal, afirmar isto seria uma grande mentira, e um grande incentivos a novas agressões ao meio ambiente.
2º. Mais do que abonar as multas, a revisão do código prevê uma flexibilização e redução das áreas de APP - Áreas de Preservação Permanente. Mas os impactos desta redução não foram devidamente esclarecidos. Vimos a tragédia ocorrida no estado do Rio de Janeiro, em muito devido ao desmatamento junto aos corpos d'água, e agora nos vemos aprovando uma legislação que flexibiliza justamente este tipo de ocupação. Daí, somos obrigados a questionar como ficam as áreas agrícolas quanto aos impactos futuros destas ocupações? Não estaremos aumentos os riscos de assoreamentos, deslizamentos...
Nas últimas participações que tive assitindo a aprovações de projetos especiais na Prefeitura Municipal de Porto Alegre, me surpreendi ao ver que sempre há uma justificativa para permitir determinado empreendimento, sempre há uma medida mitigadora ou compensatória para "compensar" os danos. Me pergunto porém o que ocorrerá quando não houver mais como compensar. Quando a cidade não mais suportar os impactos crescentes sobre a mobilidade das pessoas, sobre o meio ambiente, sobre a qualidade do ar, entre tantas outras questões relacionadas ao meio urbano. E no fundo, esta questão do Código Florestal é a mesma coisa. Até grando a natureza irá suportar as agreções a ela impostas na justificativa de garantir a manutenção econômica? Quando passaremos a dar real valor à vida humana, fazendo com que leis presem pela vida e não pela economia?
Lembremos que as florestas e os recursos naturais são bens de todos e que os produtores rurais não podem simplesmente dispor dos mesmos sem considerar os impactos desta intervenção sobre o todo. POis na maioria das vezes os impactos estão relacionados à morte de pessoas, à destruição de famílias, de lares, de vidas como um todo.
Abaixo segue algumas imagens extraídas do artigo da resvista UNESP Ciência, de autoria de Giovana Girardi e Andreia Fanzeres. http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/13/novo-codigo-florestal (link para o artigo na íntegra)
Efeito borda, onde a vegetação da beira da floresta é mais afetada por perturbações externas.
Espero que não tenhamos que criar uma contribuição para poder daqui a alguns anos desfazer os impactos desta pretensa revisão. Pois muitas vezes, não há como "reparar um vaso quebrado". As espécies em extinção já nos dizem isto.
Destaco que sem o agronegócio, o Brasil seria inviável, mas o perdão a toda e qualquer agressão ao meio ambiente me parece ser uma solução bastante simplória. Fico no aguardo de uma solução um pouco mais complexa e inteligente que contemple a própria complexidade do nosso meio ambiente, tão rico e tão diverso.
Afinal, se "uma lei que não funciona não é uma boa lei", então talvez tenhamos que rever o sistema como um todo, pois não é apenas o Código Florestal que deve ser debatido em nosso país.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Oceanário Brasil - Rio Grande/RS
Procurei notícias para saber como estava o andamento para a execução do projeto '' Oceanário Brasil '', mas não encontrei nenhuma novidade. Este ficará localizado na cidade do Rio Grande-RS. A previsão era estar concluído no final de 2012.
Espero muito a concretização dessa grande obra , ''inédita no país e é de grande alcance turístico, científico, tecnológico e educacional" * e que estará em nosso Estado.
Imagem ilustrativa da vista geral do Oceanário Brasil
Imagem ilustrativa da vista geral noturna do Oceanário Brasil
Este projeto arquitetônico está totalmente integrado com o meio ambiente. Com isso também a preocupação com a sustentabilidade, ''estratégias e tecnologias para a redução do impacto ambiental. Entre as medidas ecológicas estão a captação e o uso da água da chuva, o uso de energias renováveis, a gestão de resíduos sólidos.''*O projeto é dividido em alas, cada ala apresentando um ecossistema. A Ala Sul exibirá ecossistemas e espécies da Antártica e do sul do país; a Ala Leste mostrará ambientes costeiros do sudeste e do Nordeste do país; a Ala Norte terá os ecossistemas e espécies aquáticas da Amazônia, a Ala Oeste exibirá ambientes aquáticos da região Centro-Oeste do país e a Ala Central possuirá um túnel envidraçado utilizado pelos visitantes para chegar atéo salão central da ala, será possível a observação do tanque Amazônia Azul que dará aos visitantes a experiência de estar dentro do oceano.
Coordenação de projetos técnicos: Terramare Consultoria, Projetos e Construção de Aquários Ltda.
Coordenação técnica: Hugo Gallo Neto (Oceonólogo) e Henrique Luís de Almeida(Oceonólogo)
Arquitetura: Renato Dal Pian (Arquiteto) e Lilian Dal Pian (Arquiteta)
Nesse link no youtube tem um passeio virtual pelo projeto.
http://www.youtube.com/watch?v=s_QdZevU8S0*Jornal Agora 13/11/2009.
A seguir mais algumas informações do Jornal Agora em 13/11/2009
Rio Grande é uma cidade intrinsecamente ligada ao mar, que possui grande biodiversidade e muitos estudos reconhecidos direcionados ao ambiente marinho. Com o Oceanário, os moradores, estudantes, pesquisadores e turistas terão a oportunidade de conhecer os segredos do Oceano Atlântico e sua relação com as bacias hidrográficas brasileiras.
O Oceanário é um projeto do reitor da universidade, João Carlos Cousin, que surgiu durante a realização do seu mestrado e doutorado na cidade de Brest, na França. Cousin acompanhou o desenvolvimento da cidade com a construção de um Oceanário e planejou a obra para Rio Grande. “Irá alavancar ainda mais o desenvolvimento. Na América Latina, não temos um complexo desse porte. Vai ser um exemplo para o mundo em termos de construção, cuidados e manutenção”, avaliou.
O Oceanário Brasil será construído em um Parque Ecológico, localizado entre o Balneário Cassino e os Molhes da Barra, em uma área de 176 hectares do lado do Oceano Atlântico. A previsão é de que no final de 2012, a obra esteja concluída. O investimento é de R$ 140 milhões.
Atualmente, a Furg procura parcerias para a obra. O Oceanário será dividido em Ala Norte, Sul, Leste, Oeste e Central. O complexo Oceanário contará ainda com um Centro de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação Oceanográfica, área de apoio técnico, Espaço Artesanal de Economia Solidária, torre mirante, teleférico, quiosques, lago e estacionamento. De acordo com o reitor da Furg, o Oceanário terá espelhos d’água, estrutura metálica e um tanque central, considerado um dos maiores do mundo.
Alas
A ala Sul abrigará o espaço para o acesso ao Oceanário e para o entretenimento. Entre os ambientes estarão recepção, bilheteria, bar/cafeteria, loja, restaurante, docas, serviços de apoio, área administrativa. Os visitantes poderão desfrutar dos espaços para exposições temporárias, exposição multimídia, biblioteca, workshop, cinema 3D Imax e Educação Ambiental.
Imagem ilustrativa da entrada na Ala Sul
A Ala Sul exibirá ecossistemas e espécies da Antártica e do sul do país,como os arroios, banhados do Taim e Lagoa Mirim, Laguna dos Patos, Pinguinário, Anfíbios, Marismas e Estuário, Piscicultura, Carcinocultura,
Elevação do Rio Grande, Praia Arenosa, Pinípedes, Água-viva, Antártica, e ainda terá uma Galeria Biodiversidade e um Tanque de Contato.
Na Ala Leste, haverá um salão interno, onde o visitante poderá ver uma rica variedade de ambientes costeiros do sudeste e do Nordeste do país, com amostras da Mata Atlântica, Ilhas Costeiras e Parcéis, Florestas Marinhas, Tartarugas Marinhas e Cavalo Marinho, réplicas de Plataforma Petróleo, Recife Artificial e Naufrágio.
Imagem ilustrativa da Ala Leste
Já a Ala Norte será direcionada aos ecossistemas e espécies aquáticas da Amazônia, com uma Galeria Biodiversidade da Amazônia e o tanque do Rio Amazonas, entre outros.
Imagem ilustrativa da Ala Norte
A Ala Oeste exibirá a riqueza dos ambientes aquáticos da região Centro-Oeste do país, abrangendo a região do Pantanal, Bonito e Bacia do Paraná, com jacarés, sucuri, piranhas. A ala terá ainda um tanque de Mergulho e a réplica de uma Hidroelétrica.
Imagem ilustrativa da Ala Oeste
A Ala central promete ser uma das mais atrativas ao público. Ao longo do percurso pelo túnel envidraçado utilizado pelos visitantes para chegar até o salão central da ala, será possível a observação do tanque Amazônia Azul que dará aos visitantes a experiência de estar dentro do Oceano Profundo. No visor principal desse tanque serão realizadas palestras de Educação Ambiental e vida marinha. No tanque Oceano Profundo, haverá um simulador de submarino, que levará os visitantes a um passeio real e emocionante ao
fundo do mar.
Imagem ilustrativa do tanque central - Ala Central
A parte externa do Oceanário também será valorizada. Em um lago no entorno da área central, os visitantes terão a oportunidade de participar de um passeio de barco. Durante a atividade, chamada de Expedição Oceanográfica,os visitantes irão conhecer técnicas e instrumentos oceanográficos.
Imagem ilustrativa parte externa do Oceanário Brasil
Teleférico e torreAlém do acesso principal, as pessoas que estiverem na beira da praia do Cassino poderão se deslocar até o Oceanário através de um teleférico, com partida do antigo terminal turístico. O passeio será mais um atrativo ao público, que terá uma vista privilegiada da região. Além disso, o projeto inclui uma torre mirante.
Sustentabilidade
A construção do Oceanário contará com diversas estratégias e tecnologias para a redução do impacto ambiental. Entre as medidas ecológicas estão a captação e o uso da água da chuva, o uso de energias renováveis, a gestão de resíduos sólidos. Outra iniciativa será realizada por meio da Aquicultura, como forma de suprir grande parte do alimento utilizado nos Aquários. Cousin ressaltou o fato do projeto ser realizado pela instituição de ensino. “Se fosse um empreendimento, não teria a capacidade técnica científica da Furg. Estamos tratando da questão da sustentabilidade com todo rigor”, assegurou.
Turismo e educação
Com o Oceanário Brasil, será o maior do gênero no continente Sul-americano e consequentemente no país, o projeto tem um mercado potencial de 350 milhões de pessoas entre o Brasil e os países vizinhos. Conforme Cousin, atualmente a cidade recebe cerca de 200 mil visitantes por ano. Com a finalização do Oceanário, haverá um crescimento progressivo no turismo que deve chegar a um número muito expressivo de visitantes por ano.
Em relação ao ensino, o Complexo Oceanário será um polo de formação para todos os níveis de educação, desde a pré-escola até o pós-doutoramento. Ele servirá também como um grande laboratório aberto a todas as áreas do conhecimento, onde serão desenvolvidos projetos científicos e tecnológicos inovadores, estratégicos para o país.
Arquiteta e urbanista Alessandra Godinho
Assinar:
Postagens (Atom)























