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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Concurso Expansão Senge, a nossa proposta.


Eis a nossa proposta. Me desculpe os demais, mas pra nós, simplesmente fazer um anexo não é fazer a expansão do Senge. Urbanamente, procuramos a unidade. 
Não deu pra ganhar, mas gostamos bastante do resultado, afinal, apenas para esclarecer, não demolimos o prédio na proposta,apenas repensamos o fechamento externo.
Segue o texto, encaminhado junto à proposta.
Expansão, eis o desafio proposto por este concurso. E a solução que se apresenta nasce justamente desta necessidade, de expandir espaços. É portanto uma pergunta cuja resposta deve agregar unidade ao conjunto, e é isto que se propõe. Ao invés de tratar o espaço de expansão de forma distinta, o projeto busca a integração das duas estruturas em um conjunto único. 
As linhas do projeto nascem da fachada existente, reformuladas em seus revestimentos. As linhas contornam os espaços gerando o novo SENGE. Faixas de vidro nas esquadrias dão a continuidade das linhas horizontais, assim como as faixas em alumínio composto branco, junto às lajes dos pavimentos. A solução interna dos pavimentos agregando as linhas orgânicas ao espaço interno demonstra a grande tecnologia aplicada ao espaço criando a sensação de que cada recanto é único.
Se externamente o prédio não se mostra além do necessário, internamente ele se integra pelo grande átrio para o qual se abrem as atividades. A integração destes espaços é total, sendo que através deste espaço, além de múltiplos espaços de convivência que se comunicam entre si, princípios de circulação e ventilação auxiliam no desenvolvimento das atividades, em especial nas salas de curso que necessitam, por norma, da ventilação cruzada. O vazio central é o coração do projeto. Jardins dispostos nestes espaços aumentam a qualidade espacial dos ambientes, complementando sua composição. São espaços que buscam ser mais humanos, promovendo a convivência, a integração, princípios básicos do desenvolvimento de projeto, atividade fundamental da função do engenheiro. 
As áreas de convivência, de troca, de integração, ocorrem em todos os pavimentos e entre eles. Os jardins e platôs reforçam esta integração, necessária em qualquer trabalho, em especial os de tecnologia, como é a área da engenharia. As peles de vidro projetadas em vidros duplos agregam melhoria considerável de conforto além da criação do micro ambiente próprio do espaço, protegido por uma cobertura de vidro.
O projeto “invade” a edificação existente. As alvenarias são parcialmente removidas de modo a permitir esta integração dos espaços. E ela ocorre em vários pavimentos, permitindo que o usuário se esqueça de que está em uma área nova, compreendendo o espaço com uma edificação única, em todos os sentidos.
A utilização do espaço de estacionamentos como parking deck otimiza o espaço, racionaliza seu uso, possibilita o atendimento à legislação da área livre permeável, é previsto da legislação de Porto Alegre, sendo portanto a solução mais racional a ser implantada. O uso do piso inclinado nos locais das vagas também auxilia na redução da necessidade de espaços para rampas, integradas ao espaço.
Funcionalmente, o posicionamento do auditório no térreo, com saída para rua, resolve aspectos relacionados à Prevenção de Incêndio, em especial no que se refere à evacuação da população usuária deste espaço. Ainda no pavimento térreo, a distribuição das funções características da galeria, com a interiorização das lojas, busca criar o motivo do percurso e da circulação de pessoas no local. O uso do pé-direito alto permite a o uso de mezaninos nas lojas, o que permite a flexibilização de uso e a implantação de espaços para estoque. Já no segundo pavimento, o espaço de eventos e o café buscam a integração visual com esta praça do térreo. Nos pavimentos que se seguem, jardim interligam espaços voltados para este grande vazio central. O projeto previu junto aos estacionamentos infraestrutura para as cisternas pertencentes ao sistema de recolhimento de água das chuvas. A grande permeabilidade proporcionada pelo projeto diminui a necessidade de iluminação artificial, e a cobertura verde inserida nas áreas de cobertura criam o aspecto sustentável aliado a alta tecnologia aplicada no projeto, que era desejo da equipe.
A solução estrutural proposta é a de estrutura independente, conforme pilares indicados nas plantas, combinados ao uso de lajes planas. Estimou-se uma espessura de 30cm, para a laje. O subsolo é proposto com o uso de cortinas de concreto.





 

 Foto da equipe... na última hora, pra variar...



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Perspectivas - Residencial Santana

O Residencial Santana, localizado na Rua Santana número 597, fica no Bairro Centro da cidade de Esteio/RS, possuindo assim fácil acesso às principais rodovias da região.
Perspectiva externa noturna do Residencial Santana.
Nas perspectivas externas, podemos notar as torres que ficam localizadas ao fundo do empreendimento, a guarita e salão de festas, bem como a quadra poliesportiva e o playground.
Acima uma vista geral das torres.
Vista da área condominial.
Vista da quadra poliesportiva.
Abaixo seguem as imagens ilustrativas do interior dos apartamentos.
Estar com Living Integrado.
Dormitório.
Paulo Casa Nova

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

200.000 visitas!

pessoal,
batemos a marca de 200.000 visitas. Obrigado a todos!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viaduto Otávio Rocha

Viaduto Otávio Rocha
Os trabalhos para a recuperação e restauração do Viaduto Otávio Rocha, ou também conhecido como “Viaduto da Borges”, foram iniciados. É uma felicidade trabalhar neste projeto. Ele envolve toda a cidade e nossa história. Por isso, segue um pequeno histórico desse monumento, para termos uma ideia da responsabilidade e do comprometimento deste trabalho.
O Plano Geral de Melhoramentos de 1914, atribuído a Moureira Maciel, previa entre outras intervenções no tecido urbano de Porto Alegre, a construção da Avenida Borges de Medeiros. Mas a obra somente saiu do papel em 1928, quando o intendente Otávio Rocha e o presidente do Estado, Borges de Medeiros, realizaram diversas obras consideradas “cirurgias urbanas”, que podem ser relacionadas, devidas às proporções, às obras realizadas em Paris por Haussmann e no Rio de Janeiro por Pereira Passos.
A execução da obra tinha como justificativa a higiene e embelezamento da cidade – neste período estava vigente o pensamento positivista, por isso a intenção de empregar a ideia de progresso, através do planejamento e reformas urbanas. Anteriormente ali existia uma pequena via – a Rua General Paranhos, que conectava a Rua General Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em acentuada ladeira até a Rua Coronel Genuíno, era uma rua marcada pela criminalidade e prostituição. Além disso, havia a necessidade de tratar o trânsito da cidade, conectando o centro à zona sul.
A obra exigia o rebaixamento do terreno, a interrupção da Rua Duque de Caxias e a criação de uma via elevada para que a passagem fosse reconfigurada. A proposta é de autoria dos Engenheiros Manuel Asumpção Itaqui e Diulio Bernardi, aprovada em 1927. No ano seguinte começaram as desapropriações e terraplanagem. Para a execução da obra foi aberta uma concorrência e a empresa vencedora foi a alemã: Companhia Construtora Dyckerhoff e Widmann.
O Viaduto foi executado em estrutura de concreto armado e revestido com cirex (massa raspada com mica). Composto por três vãos: o central com 19,20m e os laterais com 4,80m. Dois grupos ornamentais estão alocados nos nichos das porções centrais. O parapeito é composto por uma balaustrada em concreto. Inaugurado em 1932, foi considerado uma obra monumental, que transmitia a visão de uma Porto Alegre Moderna. Em 1972, foram cedidos os pequenos compartimentos no passeio inferior para estabelecimentos comerciais, serviços e sanitários. Por suas características arquitetônicas e sua relevância sócio cultural, foi inscrito pelo município no Livro do Tombo em 1988.
Em 1997 começaram a ser feitas reformas para reparo da estrutura, lavagem geral, recuperação de calhas e tubos de coleta. Seguindo pela atualização no sistema de iluminação, com a sua troca. Em 1999 foi iniciada a última etapa da restauração com a reforma dos passeios, dos revestimentos, das esquadrias, das instalações elétricas e hidráulicas de todas as lojas, sendo concluída no ano de 2001. Posteriormente, em 2010, foi feita uma limpeza geral e restauração do revestimento.
Atualmente o Viaduto se encontra em péssimo estado de conservação. Instalações elétricas, hidrossanitárias, gás, impermeabilização, segurança, proteção contra incêndio, acessibilidade, iluminação pública, paisagismo, mobiliário e sinalização urbana devem ser avaliadas e recuperadas. Algumas questões relevantes foram discutidas com relação a como a Prefeitura irá realizar esta reforma. O que não resta dúvida é a sua necessidade.
Uma determinação do Ministério Público impôs que a Prefeitura apresentasse projeto de recuperação do Viaduto. Em maio deste ano, a empresa Engelplus Engenharia ganhou licitação para a execução do projeto de restauração e recuperação estrutural do monumento. Após a apresentação do projeto, principalmente de seu orçamento, as questões de como a obra será executada serão discutidas.
O movimento de Preservação e Humanização do Viaduto Otávio Rocha, promovido pela ARCCOV (Associação Representativa dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha), formada em 2005, tem por objetivo a preservação e manutenção do Viaduto através da conscientização da população e do poder público, a respeito da sua importância. Seus valores vão além dos arquitetônicos e históricos, mas também humanos e culturais.


Fontes:
MONTEIRO, Charles. Porto Alegre: urbanização e modernidade: construção social do espaço urbano. Porto Alegre: Edipucrs, 1995. 152 p.
Estudos urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: UFRGS: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1993. 373 p. : il.
FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. 444 p. : il.



Athena Guimarães
Acadêmica - Arquitetura e Urbanismo
UFRGS

Rua General Paranhos – 1865
Obras Viaduto Otávio Rocha – 1926

Obras Viaduto Otávio Rocha – 1930

Colocação dos trilhos - 1932




Pichações, sujeira e infiltrações chamam a atenção.

Foto: Maurício Malaszkiewicz
As escadarias internas foram ocupadas por consumidores de drogas, tornando o local inseguro mesmo durante o dia.
Foto: Maurício Malaszkiewicz
Atualmente as grelhas de escoamento pluvial estão fechadas. O Viaduto se torna uma verdadeira “cascata” em dias chuvosos. Além de aumentar o problema da infiltração.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

Instalações elétricas expostas por terem seus tampos furtados ou então inacessíveis.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

quinta-feira, 15 de março de 2012

Instituto do Planejamento de Porto Alegre

Caros leitores, segue documento retirado do diário oficial, de ontem, 14/03/2012, onde a SPM institui grupo de trabalho para a criação do Instituto de Planejamento Urbano e Ambiental de Porto Alegre, segue texto na Integra: 

SECRETÁRIO DO PLANEJAMENTO MUNICIPAL, no uso de suas atribuições legais, DESIGNA ARTUR PAULO ARAUJO ZANELLA, 77346/1, JOSÉ LUIZ FERNANDES COGO, 81209/2, da Supervisão de Planejamento Urbano, ANDREA OBERRATHER, 185891/2, da Supervisão de Desenvolvimento Urbano, FRANCISCO CARLOS DORNELLES, 937723/1, representando o Secretário da SPM; AGNESE GIUSEPPINA SCHIFINO, 938467/1, da Assessoria de Comunicação Social; JEZONI LUIS DIAS ALMEIDA, 982547/1, da Assessoria Jurídica; LUIZ CARLOS ZUBARAN, 266441/4 e PAULO AFONSO PEREIRA DA ROSA, 645579/3, da Assessoria Técnica; GERSON SGIERS, 73020/3, do Núcleo de Expediente e Pessoal; AURO LUIS CAMPANI, 223170/2, do Gabinete do Secretário e LEONARDO RIBEIRO CESAR, 773533/1, da Assessoria de Planejamento e Programação; como Secretário Executivo, para sob a Presidência do primeiro, constituírem o Grupo de Trabalho que tem por finalidade, no prazo de 60(sessenta) dias prorrogáveis por igual período, proceder a realização de estudos para a implantação do INSTITUTO DE PLANEJAMENTO URBANO E AMBIENTAL DE PORTO ALEGRE, através da Portaria 036, de 07/03/2012. 

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Central de Resíduos do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Posto aqui algumas imagens do projeto que estamos desenvolvendo junto ao Aerorporto Salgado Filho em Porto Alegre. Trata-se de conjunto para a Nova Central de Resíduos.






Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CAU - até quando as empresas ficaram impedidas de trabalhar...

Caros colegas de profissão, a CAU, fecha hoje 1 mês de existência e inexistência. Explico melhor para quem não entendeu, as empresas como a nossa estão impossibilitadas de emitir RRT´s, ou seja não posso dar continuidade nos serviços.
Tentei hoje novamente entrar no sistema CAU, para emitir as minhas RRT´s, e quando fui tentar preencher os dados da minha empresa os campos: Registro Nacional, CNPJ, Razão Social e Objetivos da Empresa estavam bloqueados, mas quando tento alterar os dados que estavam vazios a minha surpresa os campos bloqueados eram obrigatórios, ou seja fiquei preso em um loop sem fim, não posso alterar os dados pois não tenho acesso aos campos e não posso usar os dados do sistema pois estavam todos em branco, parece piada...
Ai eu pergunto quem vai pagar o meu prejuízo?
Tentei editar o endereço e:
Deu problema novamente mas desta vez foi direto...

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cubbos Consultoria obtem classificação no PBQP-H, Nível D.

Estamos muito felizes em comunicar que os esforços em aumentar a qualidade e organização dos serviços que prestamos tem obtido resultado. No dia de hoje, a Cubbos conseguiu obter a classificação de nível D, segundo o PBQP-H, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat. Com fundamentos do ISO, o programa busca aumentar a qualidade e segurança nas empresas de construção civil e obras, o que aumenta como um todo a qualidade para o cliente.
Em um ano, esperamos poder passar ao nível C. Para isso contamos com todos que fazem parte da nossa equipe para alcançar mais este sucesso.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Projeto de Apartamento da CUBBOS Consultoria na TV

Para quem quiser conferir segue o link do Programa Imóvel Class da TV Bandeirantes 27 de agosto de 2011 - Programa tratava sobre orientação solar em um apartamento e a influência nas escolhas na hora da compra do seu futuro imóvel. Programa gravado em apartamento assinado pela CUBBOS Consultoria. Entrevista com a Arquiteta e Urbanista Eliana Hertzog Castilhos. Influência do sol na arquitetura assim como as vantagens e desvantagens de cada orientação solar.




Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os estudos para prédio comercial também contemplam videos animados, para a melhor compreensão do projeto, segue um trecho do video em estudo para o Projeto citado no Post:

arquitetura comercial em estudos



Aproveito para inserir outras imagens:



As inumeras tecnologias inseridas neste projeto buscam uma unidade sustentável, e tem se por meta a certificação total do empreendimento para tanto trabalhamos com as seguintes características:
brise para a contenção solar;
zenital para a iluminação natural;
arquitetura interna com favorecimento da ventilação natural;
paineis fotovoltaícos para produção de energia elétrica;
reaproveitamento de águas pluviais;
utilização de materiais regionais para diminuição da emissão de carbono;
utilização de pavimento com permeabilidade ampliada;
prédio 100% acessível;
Entre muitos outros fatores de projeto.

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

Video de Projeto da Cubbos

O site WORLD NEWS SEARCH  vinculou ao seu rol de videos o video desenvolvido pela CUBBOS Consultoria Ltda, em seu site Portal de Informações. Segue o Link para que vocês possam conferir:

Video Passarela_ROOT produzido pela CUBBOS

Para quem quer mais informações segue o link do Post original dentro do nosso Blog:

design de passarela necessario ROOT

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

sexta-feira, 22 de julho de 2011

50.000 visitas!

Estamos muito felizes por ter vencido mais esta marca, a de 50.000 visitas. Agradecemos a todos pelas contribuições e sugestões de assuntos. Alguns já estão sendo pesquisados para que possamos postar aqui curiosidades, análises, novas tecnologias e tantas outras informações que não são interessantes como importantes a todos os que se interessam pelos assuntos do blog.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Certificação fazer ou não fazer?

Já fazem alguns meses que os nossos clientes veem trazendo este questionamento sobre a necessidade de certificar os seus empreendimentos e desta forma nossos projetos também, sendo assim resolvemos postar uma parte de uma reportagem da Revista Arquitetura e Construção - Caderno Especial: Construção Sustentável, de dezembro de 2010. E claro tecer nossos comentários sobre o que consideramos mais importante.

Quanto custa certificar? Por Giuliana Capello.

Essa é a pergunta que todo empreendedor faz quando o assunto são os selos de greenbuilding para edifícios. Mas, afinal, que conta é essa e quem paga por ela?


Já faz algum tempo que a economia global acordou para um fato importante: buscar sustentabilidade é também zelar pelos negócios. Em 2006, o economista britânico Nicholas Stern parou o mundo ao apontar as emissões de CO2 como a principal causa do aquecimento global e sugerir que, se nada for feito, o planeta sofrerá catástrofes ambientais da ordem de 20% do PIB mundial até 2050 (algo hoje em torno de US$ 10 trilhões). Os números são impressionantes - ainda mais no caso da construção civil. "O setor consome 40% de todos os recursos naturais do planeta", lembra Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech Engenharia, de São Paulo. O Conselho de Green Building dos Estados Unidos (USGBC) credita ao segmento absorção de 40% da energia produzida no mundo e 30% do uso da água potável do globo. 

A fama de vilão, porém, pode mudar se os agentes souberem transformar urgência em oportunidade. É nisso que apostam os pioneiros do greenbuilding no Brasil. "O mercado está exigindo prédios mais eficientes, que se mantenham atuais por mais tempo. Triple A [prédio corporativo de alto padrão] com certificação, por exemplo, é obrigatório", diz Luis Fernando Bueno, diretor de operações para terceiros da Gafisa. Fabiana Perez, gerente da JHSF, resume: "A sustentabilidade vai pelo caminho da ISO 9000. Quem não tiver a certificação ficará de fora".

Até esse ponto já podemos observar que o mercado esta mudando e agora ele esta exigindo mais das empresas de projeto, elas precisam ser eficientes mas também antenadas nas novas tecnologias, tecnologias essas que além de possuirem bons custos também deveram estar alinhadas com o conceito de sustentabilidade.
SIM, CONSTRUIR PARA TER SELO VERDE CUSTA UM POUCO MAIS.

Esse extra depende dos hábitos de trabalho de cada empreendedor. "Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostrou que o desperdício numa obra atinge de 11 a 15% do seu custo. Já os diferenciais de sustentabilidade, que imprimem qualidade ao empreendimento, representam um desembolso de 5 a 10% do valor total", afirma Nelson Kawakami, diretor-executivo do Green Building Council Brasil, o GBC. Para Luiz Henrique Ferreira, o valor desse investimento depende da linha de base da construtora. "Se ela mantém bons contratos trabalhistas, compra materiais com nota fiscal e faz a gestão dos resíduos, não vai gastar muito mais para ser sustentável", fala. E segue: "quanto antes se pensar no assunto, menor será o custo, pois muitos itens poderão ser incorporados na arquitetura, e não na forma de equipamentos de ponta para remediar falhas de projeto".
 • 40% de todos os recursos naturais disponíveis no planeta são consumidos pelo setor da construção civil.
 • Para ter um produto sustentável, 48% dos consumidores brasileiros aceitariam pagar até 10% mais.
 • 5% do custo total da obra é o investimento médio que as construtoras estão fazendo nos prédios verdes.
O que vejo ser muito importante e não destacado até aqui é o fato de se o seu empreendimento consegue diminuir o desperdício no fundo ele também esta sendo sustentável, pode parecer uma obviedade mas o desperdício em obras no Brasil é um verdadeiro absurdo.

E SE O QUE IMPORTA SÃO OS BENEFÍCIOS PARA O EMPREENDEDOR...

Está por um fio o discurso de que não vale a pena investir um pouco mais porque quem se beneficia são os usuários, e não quem constrói. Numa pesquisa realizada este ano pela consultoria americana Penn, Shoen & Berland Associates (PSB), 73% dos brasileiros garantem que gastariam mais consumindo produtos ecologicamente corretos. Outro levantamento feito aqui, pelo grupo francês Havas, mostrou que 48% estariam dispostos a pagar até 10% mais por um produto sustentável. "Isso já está acontecendo com os clientes corporate, que só querem saber de prédios eficientes", conta Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Com compradores mais exigentes, já é possível elevar um pouco o preço de venda, apostando na demanda de greenbuilding e na tendência de queda do valor do condomínio causada pela redução no consumo de água e energia na operação do imóvel. "Sem falar que o construtor ganha em velocidade de venda e gasta menos com estandes, vendedores e material de publicidade, o que reflete na taxa de retorno do empreendedor e na imagem da empresa", diz Paola Figueiredo, vice-presidente executiva do Grupo SustentaX.
O benefício para o empreendedor é claro: melhor empreendedor é quem constroí o que tem de mais moderno; melhor o empreendedor que esta ligado a proteção do meio ambiente; melhor o empreendimento que gasta menos para ser mantido; melhor o empreendimento que já foi certificado.


QUANDO O INVESTIDOR É O FUTURO USUÁRIO.


Os especialistas são categóricos: ao longo de sua vida útil, 80% do custo total de um edifício equivale à etapa de operação e apenas 20% à de construção. Isso significa que quem investe um pouco mais para ampliar a ecoeficiência do empreendimento do qual será também usuário obtém retorno rápido por meio da redução dos gastos operacionais, principalmente com água e energia. "A Valia, fundo de pensão da Vale, só comprou metade de um prédio do Cidade Jardim Corporate Center [em obras em São Paulo] porque ele tem certificação AQUA, o que deverá manter o prédio valorizado e gastando menos com manutenção", conta Manuel Martins, coordenador do Processo AQUA, da Fundação Vanzolini. Em números gerais, a estimativa de redução do consumo de água num edifício certificado é de 30% (em razão dos metais sanitários economizadores e dos sistemas de reúso). Já a queda no consumo de energia gira em torno de 15%, graças a soluções de arquitetura, materiais de alto desempenho e equipamentos mais eficientes. "Construir para administrar e ser usuário é tendência entre os prédios certificados, ainda mais no caso dos corporativos", avalia Nelson Kawakami, do GBC Brasil.
Infelizmente este conceito ainda não é muito difundido no Brasil, mas por isso estamos divulgando aqui, tentando demonstrar tudo que se pode fazer.

ALUGUEL MAIOR E CONDOMÍNIO MENOR

Esses dois aspectos parecem compor o mantra dos empreendimentos certificados. Geraldo Bernardes, diretor de Sustentabilidade da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, esteve nos Estados Unidos para um encontro sobre o tema. "Voltei com números importantes para o mercado, que devem estimular a busca pela certificação", relata, referindo-se a pesquisas do Institute of Real State Management (IREM). Segundo a entidade, prédios verdes americanos tiveram queda no custo do condomínio de 13,6% entre 2005 e 2008. Já o valor desses edifícios - residenciais e comerciais - subiu 10,9%. O preço do aluguel também indica bons ventos para as versões de imóveis sustentáveis: chegam a custar até 25,7% mais. "O mercado está caminhando rapidamente nessa direção e, para os empreendedores, o argumento de marketing é enorme", afirma Geraldo. "Até hoje só se falava em custo extra, mas a partir de agora os players [agentes do mercado] vão enxergar os benefícios que eles podem ter com a certificação", completa. Esse é o caso do Eldorado Business Tower, em São Paulo, cujo valor do aluguel chega a ser 20% maior do que o dos vizinhos similares não certificados. O condomínio, por sua vez, custa hoje metade do que se pagaria num Triple A mais convencional: R$ 9,35 o m², contra até R$ 20 o m². "Sei do caso de um prédio novo que teve de passar por uma reabilitação porque não conseguia ser alugado. Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado", comenta Marcelo Takaoka.
São Paulo já demonstra isso em diversos empreendimento imobiliários os maus projetos estão sendo refeitos pois o mercado começa a ver o que existe de bom e o que não passou no crivo da qualidade, e a certificação apenas demonstra isso muito rapidamente.


SÍNDICOS VERDES


A eficiência energética apresenta grande potencial na redução das emissões de gases do efeito estufa, e também na criação de empregos, aponta um relatório de 2008 do Worldwatch Institute (WWI). De acordo com Adalberto Maluf, diretor em São Paulo da Fundação Clinton, a política de empregos verdes do presidente americano Barak Obama considera a qualificação da mão de obra para obras de retrofit e para a manutenção de edifícios verdes parte vital do programa. "Acredito que no Brasil faltem empresas especializadas nesse segmento, assim como técnicos capazes de fazer a manutenção, criar protocolos de procedimentos e treinar funcionários para garantir a eficiência dos equipamentos instalados - e o desempenho ambiental esperado", diz Adalberto. Segundo o relatório, é provável que esses empregos sejam destinados a engenheiros e arquitetos, acrescidos de novos conhecimentos. Faz sentido. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP aponta que gerentes de ecorrelações e engenheiros ambientais serão os mais procurados do mercado em 2020, sinal da nova economia verde.

A HORA DA REABILITAÇÃO.


Mérito à parte, será que a ação das construtoras - que está apenas no início - de investir passo a passo em sustentabilidade será suficiente para mudar o rumo dos impactos ambientais provocados pelo setor? "Mesmo que todos os novos prédios passassem a ser construídos com princípios de greenbuilding, não daria tempo de vermos resultados ambientais significativos", lamenta o consultor Luiz Henrique Ferreira. O gargalo, segundo ele, está na reabilitação dos edifícios existentes, algo começando a ser também uma modalidade de certificação interessante, em que os investidores sentem os resultados no bolso - e rapidamente. "Participo de um projeto que deverá gerar economia de 80% de energia só com a troca do sistema de ar condicionado", exemplifica.

"Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado" 

Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS)


O mercado irá definir o nível de exigência das certificações, mas para que seus impactos realmente sejam vistos a disseminação em todos os edifícios deverá ser exigida pela sociedade, seja no voto, seja nas associações de bairro seja na exigência ao seu arquiteto quando o mesmo for executar algum projeto para você, a certificação pode ser, LEED, AQUA, Procel, qual quer uma, desde que esta preocupação seja respeitada no projeto arquitetônico.


ETIQUETA VERDE

O primeiro selo de greenbuilding foi estampado num empreendimento brasileiro há menos de quatro anos. De lá para cá, outros 22 edifícios concluídos conquistaram os certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e AQUA (Alta Qualidade Ambiental), além dos 21 que receberam a etiqueta do Procel Edifica. Há ainda o novo Casa Azul, da Caixa Econômica Federal, com cerca de dez projetos em fase de análise, e o inglês BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), que flerta com um grupo de incorporadores brasileiros.

O prédio mais famoso e único classificado como platinum na LEED é o 


Eldorado Business Tower, o qual posto algumas imagens abaixo, estas retiradas do site Skyscrapercity Link Eldorado Business Tower.
 



Abaixo segue um breve resumo sobre a LEED:



LEED - Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Design Ambiental:Desenvolvido pelo Conselho de Green Building dos Estados Unidos (USGBC), esta certificação aportou com força no Brasil no final de 2006, com a criação do Green Building Council Brasil, espécie de filial da entidade que trabalha na divulgação do certificado, bem como no treinamento de profissionais e na promoção e adaptação de leis e regras capazes de incentivar a construção sustentável no país. "O LEED é um instrumento de educação para todo o setor, em que todos saem ganhando", afirma Nelson Kawakami, diretor executivo do GBC Brasil.



Categorias: Novas Construções; Fachadas e Áreas Comuns em Prédios Comerciais (Core and Shell); Operação e Manutenção de Edifícios Existentes e Interiores Comerciais.


Critérios de avaliação: o empreendimento precisa contabilizar créditos nos checklists relacionados aos temas Localização, Uso racional de água, Energia e Atmosfera, Qualidade ambiental interna e Materiais e Recursos, que somam até 110 pontos. Há ainda um sexto item destinado à Inovação.Níveis: dependendo da pontuação atingida, o empreendimento é classificado como Certificado (49), Silver (59), Gold (79) ou Platinum (acima de 80 pontos).


Como funciona: o empreendedor registra o projeto no sistema de certificação do Green Building Council Institute pelo site www.usgbc.org e paga uma taxa de US$ 400. Depois, compõe uma equipe - que pode ou não contar com uma consultoria de profissional LEED AP (acreditado pelo LEED) - para acompanhar o processo e enviar relatórios à certificadora nas fases de projeto, além de memoriais de cálculo, relatórios de obra e testes de comissionamento. Ao término da obra, ocorre a avaliação final e o empreendimento recebe a certificação de acordo com os créditos acumulados.
Custo: cerca de R$ 1 por m², com valor mínimo de R$ 5 mil para construções com até 5 mil m² e máximo de R$ 50 mil para obras acima de 50 mil m²

A fila de candidatos à certificação no Brasil chega a 270 projetos. "É pouco, já que somente no estado de São Paulo existem 80 mil condomínios residenciais. Mas esse movimento está mudando no mercado imobiliário", avalia Luiz Henrique Ferreira, da consultoria Inovatech Engenharia. Para ele, as certificações ajudam a promover a construção sustentável, sobretudo quando a conquista do selo é resultado de um trabalho bem-intencionado, e não um fim em si.

De todo modo, eles atestam as condições de obra e projeto que viabilizam o funcionamento ecoeficiente do edifício (a certificação de uso e operação é mais recente). "No início bastava ter um selo para se diferenciar. Agora que a oferta cresceu, já tem comprador olhando para o tipo de selo", diz Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Saiba como funcionam essas certificações. 

Esperamos que estas Informações tenham ajudado a todos.


Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan