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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Concurso Expansão Senge, a nossa proposta.


Eis a nossa proposta. Me desculpe os demais, mas pra nós, simplesmente fazer um anexo não é fazer a expansão do Senge. Urbanamente, procuramos a unidade. 
Não deu pra ganhar, mas gostamos bastante do resultado, afinal, apenas para esclarecer, não demolimos o prédio na proposta,apenas repensamos o fechamento externo.
Segue o texto, encaminhado junto à proposta.
Expansão, eis o desafio proposto por este concurso. E a solução que se apresenta nasce justamente desta necessidade, de expandir espaços. É portanto uma pergunta cuja resposta deve agregar unidade ao conjunto, e é isto que se propõe. Ao invés de tratar o espaço de expansão de forma distinta, o projeto busca a integração das duas estruturas em um conjunto único. 
As linhas do projeto nascem da fachada existente, reformuladas em seus revestimentos. As linhas contornam os espaços gerando o novo SENGE. Faixas de vidro nas esquadrias dão a continuidade das linhas horizontais, assim como as faixas em alumínio composto branco, junto às lajes dos pavimentos. A solução interna dos pavimentos agregando as linhas orgânicas ao espaço interno demonstra a grande tecnologia aplicada ao espaço criando a sensação de que cada recanto é único.
Se externamente o prédio não se mostra além do necessário, internamente ele se integra pelo grande átrio para o qual se abrem as atividades. A integração destes espaços é total, sendo que através deste espaço, além de múltiplos espaços de convivência que se comunicam entre si, princípios de circulação e ventilação auxiliam no desenvolvimento das atividades, em especial nas salas de curso que necessitam, por norma, da ventilação cruzada. O vazio central é o coração do projeto. Jardins dispostos nestes espaços aumentam a qualidade espacial dos ambientes, complementando sua composição. São espaços que buscam ser mais humanos, promovendo a convivência, a integração, princípios básicos do desenvolvimento de projeto, atividade fundamental da função do engenheiro. 
As áreas de convivência, de troca, de integração, ocorrem em todos os pavimentos e entre eles. Os jardins e platôs reforçam esta integração, necessária em qualquer trabalho, em especial os de tecnologia, como é a área da engenharia. As peles de vidro projetadas em vidros duplos agregam melhoria considerável de conforto além da criação do micro ambiente próprio do espaço, protegido por uma cobertura de vidro.
O projeto “invade” a edificação existente. As alvenarias são parcialmente removidas de modo a permitir esta integração dos espaços. E ela ocorre em vários pavimentos, permitindo que o usuário se esqueça de que está em uma área nova, compreendendo o espaço com uma edificação única, em todos os sentidos.
A utilização do espaço de estacionamentos como parking deck otimiza o espaço, racionaliza seu uso, possibilita o atendimento à legislação da área livre permeável, é previsto da legislação de Porto Alegre, sendo portanto a solução mais racional a ser implantada. O uso do piso inclinado nos locais das vagas também auxilia na redução da necessidade de espaços para rampas, integradas ao espaço.
Funcionalmente, o posicionamento do auditório no térreo, com saída para rua, resolve aspectos relacionados à Prevenção de Incêndio, em especial no que se refere à evacuação da população usuária deste espaço. Ainda no pavimento térreo, a distribuição das funções características da galeria, com a interiorização das lojas, busca criar o motivo do percurso e da circulação de pessoas no local. O uso do pé-direito alto permite a o uso de mezaninos nas lojas, o que permite a flexibilização de uso e a implantação de espaços para estoque. Já no segundo pavimento, o espaço de eventos e o café buscam a integração visual com esta praça do térreo. Nos pavimentos que se seguem, jardim interligam espaços voltados para este grande vazio central. O projeto previu junto aos estacionamentos infraestrutura para as cisternas pertencentes ao sistema de recolhimento de água das chuvas. A grande permeabilidade proporcionada pelo projeto diminui a necessidade de iluminação artificial, e a cobertura verde inserida nas áreas de cobertura criam o aspecto sustentável aliado a alta tecnologia aplicada no projeto, que era desejo da equipe.
A solução estrutural proposta é a de estrutura independente, conforme pilares indicados nas plantas, combinados ao uso de lajes planas. Estimou-se uma espessura de 30cm, para a laje. O subsolo é proposto com o uso de cortinas de concreto.





 

 Foto da equipe... na última hora, pra variar...



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Parcão: Projetos que inspiram...

Há algum tempo, desenvolvemos projetos para o Parcão de Novo Hamburgo, em conjunto com a Engeplus Engenharia e Consultoria. Hoje ao receber um link,. me surpreendi com uma imagem publicada no site do Terra,  http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/negocios-sustentaveis/bairro-sustentavel-valoriza-pedestres-e-meio-ambiente-conheca-projeto,f7ec688fa0130410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html:


Bem, esta imagem lembra em muito o nosso projeto, que justamente fazia com que o prédio surgisse do solo, fazendo-o parte deste e portanto, parte do próprio parque... reduzindo seu impacto visual:
Nossa imagem foi postada a bastante tempo (ainda nas etapas de estudos) e fico muito feliz em ver que são idéias que podem até servir para outros lugares e outros projetos! 

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

terça-feira, 22 de maio de 2012

Estrutura Metálica - Casa dos Conselhos de Porto Alegre

Mais um projeto realizado em estrutura metálica pela equipe da CUBBOS Consultoria, coordenado pelo Arquiteto e Urbanista Alan CristianTabile Furlan.
A estrutura desenvolvida e projetada em diversas partes, previu a velocidade na sua execução, e neste modelo espacial demonstramos através de cores a repetição das mesmas peças dentro da estrutura geral.
O video foi utilizado com intuito de facilitar a compreensão dos executores da mesma.

O projeto foi realizado em conjunto com a empresa Engeplus engenharia e consultoria ltda, para a Prefeitura de Porto Alegre.
Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Central de Resíduos do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.

Posto aqui algumas imagens do projeto que estamos desenvolvendo junto ao Aerorporto Salgado Filho em Porto Alegre. Trata-se de conjunto para a Nova Central de Resíduos.






Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Construção Civil X Sustentabilidade

O setor da Construção Civil não podia deixar de seguir os novos preceitos modernos de empreender, no artigo que reproduzo abaixo e que aproveitarei para emitir alguns comentários reflete exatamente isso, essa nova visão do setor, além da busca incessante por qualidade e diferencial de mercado, este artigo é de autoria de Eber Freitas e foi publicado originalmente no site administradores.com.br:


"A construção civil nos passos da sustentabilidade


O ramo que mais emprega no Brasil também é um dos maiores produtores de resíduos e um dos mais contumazes causadores de fenômenos climáticos em metrópoles. Conheça alguns rumos e medidas que podem inverter os papéis exercidos pela construção civil no contexto ambiental.


O Brasil tem todas as ferramentas para se destacar mundialmente no ramo da construção civil. Além de ser um país imenso, com grandes áreas inexploradas comercialmente, foi palco de movimentos migratórios que formaram, com graves defeitos sociais, as metrópoles. O tardio processo de urbanização, preconizado sobretudo pela máxima de Juscelino Kubitschek de "50 anos em 5" fez com que o ramo da construção civil se tornasse bem mais valorizado, com a criação de novas empresas, novos empregos e novas possibilidades.

Atualmente, o país conta com 3 milhões de trabalhadores nos canteiros de obras, não só de edifícios e casas, mas também em obras de saneamento básico, drenagem, calçamento e obras urbanas em geral. Esse panorama tende apenas a crescer com as oportunidades desveladas ante a proximidade da Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas 2016.


Um mapeamento realizado pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou 224 nichos de negócios que poderiam ser explorados pelas micro e pequenas empresas antes, durante e após a Copa do Mundo, desde alimentação industrial até saúde e segurança no trabalho, ao longo de toda a cadeia produtiva. Estima-se que o montante de recursos que deve ser movimentado em obras de infraestrutura e organização será de R$ 22,4 bilhões, podendo chegar a até R$ 112,9 bilhões com a produção em cadeia.
Por outro lado, o ramo é o campeão em acidentes de trabalho. Segundo dados do IBGE, 45% dos acidentes em locais de trabalho aconteceram em canteiros de obras em 2009, um total de 723,5 mil trabalhadores. Além disso, a construção civil carrega um fardo ambiental que não pode ser desconsiderado. Em cidades como São Paulo, cerca de 55% dos resíduos urbanos são gerados por atividades ligadas ao setor. Nas construções, cerca de 48% das madeiras utilizadas tenham como origem o desmatamento ilegal, segundo a Forest Stewardship Council Brasil (FSC).
Logo, é mais do que necessário que as empresas busquem soluções sustentáveis para que o futuro dos negócios na construção civil não seja marcado indelevelmente por agreesões ao meio ambiente e à sociedade. E medidas já estão sendo adotadas. Na última edição da Greenbuilding Brasil Conference & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto evento realizado na sede da Fecomercio, em São Paulo, empresários discutiram novas tendências no segmento que desagravem o passivo ambiental carregado há décadas.


Jardins suspensos

A expansão urbana provocada pelo crescimento econômico e pela explosão populacional nas grandes cidades é um fenômeno antigo e que atinge todo o planeta. Com a urbanização de grandes áreas antes cobertas por vegetação, redução de parques ecológicos e concretação das grandes metrópoles, é cada vez mais comum a ocorrência de anomalias climáticas locais. Além disso, a impermeabilização do solo com asfalto ocasiona enchentes e impede o reabastecimento dos aquíferos subterrâneos.
Uma forma criativa, bonita e eficaz de combater o impacto climático da construção civil é adaptar a própria natureza aos edifícios. Uma das empresas brasileiras especializada nesse novo ramo de arquitetura é a Ecotelhado, que desenvolve projetos de vegetação de telhados e paredes, além de sistemas de drenagem para pavimentos urbanos e residências. Se é caro? O diretor da empresa, João Manuel Linck Feijó garante que o custo-benefício é vantajoso. "O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade. Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde", afirma.
Para Marcos Casado, gerente do Green Building Council Brasil (GBC), o país está avançando na concessão de certificados para edificações ecoeficientes. No evento, ele explicou que o Brasil ocupa o 4º lugar na concessão de certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Mas os 35 prédios que contam com o selo e os outros 330 que estão em processo de análise ainda não são suficientes para mudar a realidade climática das grandes cidades. 

Foto retirada do site da matéria.


Mais eficiência, menos energia

As edificações trilham cada vez mais o rumo da ecoeficiência, com a construção de prédios de alta performance que otimizam o consumo de água e energia ao mesmo tempo em que dispõem de meios de captar tais recursos. "Entendemos que tão ou mais importante que construir um edifício de alta performance é garantir que essa alta performance seja uma constante no ciclo de vida do edifício, lembra Manoel Carneiro, diretor-geral da Trane, empresa especializada em climatização de ambientes.
Os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo consumo de 120 e 252 kwh por mês em uma residência comum, segundo a Eletrobras. Em um prédio comercial, onde cada apartamento tem mais de um aparelho, o cosumo de energia elétrica dispara. Carneiro lembra que 42% da energia consumida no Brasil vem de edificações; nos edifícios, os aparelhos de ar-condicionado são responsáveis pelo gasto de 60% a 75% do consumo.
Carneiro, defende que muitas vezes o uso excessivo de aparelhos de ar-condicionado é decorrente de falhas nos projetos, que não contemplam elementos sustentáveis básicos e inserem na obra uma envoltória envidraçada, sem proteções contra a insolação direta, falta de isolamento do telhado, má ventilação, dentre outras falhas. "O tempo investido na concepção de um edificação é sem sombra de dúvida um dos melhores investimentos que um empreendedor pode fazer seguido pela conceituação do sistema de ar condicionado e pelo uso de sistemas e equipamentos mais eficientes, pois 80% do custo do ciclo de vida de um edifício vem da sua operação", lembra.
A construção civil é um dos ramos de negócios mais importantes para a consolidação da sustentabilidade na sociedade, uma vez que diz respeito às mais incisivas transformações do homem sobre a natureza. Quando essas marcas indeléveis – as construções e edifícios – assimilarem a ecoeficiência, poderemos afirmar que o desenvolvimento sustentável no Brasil caminha para a sua efetiva aplicação. Da mesma forma que o país se constituiu como um promissor mercado para a construção civil, dispõe agora de todas as possibilidades de se destacar como uma nação sustentável."

O uso de soluções sustentáveis é o foco de nossas discussões e trabalho, na imagem de um projeto institucional abaixo, desenvolvemos um projeto com a utilização de cobertura verde para aumentar o conforto climático dentro da edificação. Além disso o uso de um bom número de esquadrias estrategicamente posicionadas aumentam a sensação de bem estar diminuindo o uso do ar condicionado.
A imagem acima faz parte dos estudos para projeto básico do Parcão de Novo Hamburgo desenvolvido em parceria com a empresa engeplus, para a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. A imagem se trata do Centro de Educação Ambiental e Patrimonial, e o prédio além de procurar a sustentabilidade também se aproveita da topografia local para a sua implantação, o prédio também é totalmente acessível seguindo todas as orientações da NBr-9050.


Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Guangzhou Opera House. Guangzhou, China.

Zaha Hadid, uma arquiteta que faz a diferença.
Numa profissão dominada ao longo dos tempos por arquitetos importantes, uma mulher recebe minha admiração pelo trabalho que faz. Desde os tempos da faculdade, acompanho a produção desta que eu considero a melhor arquiteta que já surgiu, dona de um traço característico, de uma composição elegante, de um domíno da forma como poucos arquitetos.
O que de início parece uma forma extremamente compexa, aos poucos se revela ao usuário, permitindo que o mesmo se aproprie da forma.
A Guangzhou Opera House, em Guangzhou, China, tem esta característica. Desenvolvido entre 2003 e 2010, possui uma forma diferenciada que quando bem estudada, reflete os conceitos e culturas do povo local, com referências diretas às tradições e á história do Cantão, conforme a própria página que com informações do projeto. As imagens impresionam pela qualidade dos acabamentos, e pelo design em si, elegante e preciso.
Com um conceito que surge do rio das Pérolas, as pedras roladas características dos rios também caracterizam a forma da edificação. Com um grande teatro para 1800 pessoas, além de apoios e salas auxiliares, possui 70.000m² de área construída.
"CONCEPT: Like pebbles in a stream smoothed by erosion, the Guangzhou Opera House sits in perfect harmony with its riverside location.

(...)
Its unique twin-boulder design enhances the city by opening it to the Pearl River, unifying the adjacent cultural buildings with the towers of international finance in Guangzhou's Zhujiang new town."
(texto e fotos extraídos do site do escriótio de Zaha Hadid)
 
 



















 
http://www.zaha-hadid.com/built-works/guangzhou-opera-house
 
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Abra sua mente para o uso de "Tubos de Papel".

Para quem duvida das possibilidades de tubos de papel, olha só estas estruturas do arquiteto Shigeru Ban, que tem inúmeros projetos se utilizando deste material.

A ponte de papel abaixo fica em Remoulin, França e não é nada recente, data de 2007.





















Já o Domo, fica em Osaka-cho, Gifu, no Japão, e é ainda mais antigo, de 1998.


























A qualidade das estruturas surpreende e não só isso. Formalmente são muito boas, e reforçam significativamente a idéia de que é possível recliclar materiais mantendo a qualidade da arquitetura e do design.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

Obs.: imagens retiradas do site oficvial do arquiteto.
http://www.shigerubanarchitects.com/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ARROIO PAMPA - Projeto de implantação de área verde e conjunto habitacional

Ontem apresentamos um conjunto de alternativas projetuais para a implantação de praças com áreas verdes e projeto de implantação de conjuntos habitacionais multi-familiares junto ao projeto de requalificação urbana do Arroio Pampa.
O estudo de alternativas apresentado visa a determinação da melhor opção para a comunidade local sem esquecer da qualificação urbana e o incentivo a ampliação do crescimento do bairro canudos, principal bairro atingido, e da sub-bacia local.
Além do projeto urbano e paisagistico, também estamos desenvolvendo o projeto ambiental e o projeto arquitetônico para todos os núcleos habitacionais e o design dos mobiliários urbanos relacionados do projeto.

Arquitetura e Urbanismo Alan Cristian Tabile Furlan