quinta-feira, 8 de maio de 2014

Residencial Santana - Maio de 2014

Seguem fotos do empreendimento da Cubbos, Residencial Santana, em Esteio.




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Residencial Santana - Novos materiais de divulgação!















O ano de 2014 começa com a readequação de uma série de procedimentos na Cubbos. Dentro desta linha, estamos divulgando novos materiais de divulgação dos nossos empreendimentos.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Plano de Mobilidade para a Copa de 2014 em Porto Alegre

Há quem diga que eu só critico, então, peço que tirem suas próprias conclusões. Estamos apenas divulgando a informação.

Plano de Mobilidade para a Copa de 2014 em Porto Alegre




segunda-feira, 5 de maio de 2014

E a pressa chegou ao CMDUA ...

Na última terça-feira, dia 29 de abril de 2014, fui ao Conselho do Plano Diretor, CMDUA, acompanhar a votação do projeto de ampliação do Shopping Moinhos de Vento. De início estranhei quão poucos membros da comunidade estavam lá presentes. Depois viria a compreender, da forma mais decepcionante, o porque.
A votação do projeto já tinha sido levada ao CMDUA, quando o relator, representante da Região 2 de Gestão de Planejamento tinha votado contra o projeto. Quando isto acontece, o projeto é redistribuído... tipo assim... até aprovar. O conselheiro da Região 1, que é a região onde se encontra o empreendimento, havia informado que a comunidade não era contra o projeto, mas sim contra as contrapartidas.
Na reunião do dia 29, novo relato, desta vez pela aprovação, afinal a CAUGE já havia dado parecer favorável. Mas se este fosse o parâmetro, então por que existir o CMDUA??
Após o relato, o presidente do CMDUA (Secretário de Planejamento) sequer deu espaço para os poucos representantes do Movimento Moinhos Vive manifestarem sua opinião. Seria o mínimo para uma democracia. Mas no conselho, a democracia foi “patrolada” pela PRESSA dos conselheiros de literalmente se “livrarem” dos processos. O Conselheiro da Região 1 ingenuamente fez uma pergunta sobre a Área Livre Permeável. Na reunião anterior, informaram não poder responder pois era assunto da SMAM e seu representante não estava presente. Desta vez, o conselheiro da SMAM informou não ser com ele e sim com o representante da SMURB. A SMURB por sua vez não respondeu... Estava fazendo outra coisa.
E na pressa de votar, todos aprovaram com exceção do conselheiro da própria região 1 que parecia não acreditar no fato de que não era merecedor de uma mínima resposta. O grupo do Moinhos Vive tentou se manifestar e recebeu uma solicitação para que "ficassem quietos". Sinceramente, ultrajante.
Chocada pela forma de tratamento, não percebi a velocidade de apresentação do empreendimento proposto junto ao Barra Shopping. Apresentado tão as pressas que sequer pudemos compreender ao certo o que se quer no local. Deste, só entendi os 80 metros de altura, e perguntei a mim mesma sobre impacto sobre a paisagem. Apenas eu, por que os demais pareciam estar lá se enganando ao ouvir que seria um empreendimento “ecologicamente correto”. E que por isso deveria ser aprovado.
A reunião porém não terminou aí. Ainda tinha uma apresentação da EPTC sobre como vai funcionar o trânsito na COPA. Esta sim não deu pra entender nada... textos pequenos, fala rápida. Lógica discutível. Não consigo entender alguém em dispor estacionamentos na PUC, para que de lá as pessoas peguem transporte para chegar ao estádio. E percorram uma distância de mais de 10 quilômetros. Espalhando o caos da COPA por vários locais da cidade. A dúvida que ficou, e que obviamente não foi respondida é:
E quem não vai à COPA, circula por onde?
Dentre tantas informações, o máximo que recebemos é que a EPTC não recomenda circular 6 horas antes dos jogos e 2 horas depois dos jogos. Então tá, vamos todos ficar em casa, por que alguém não fez o seu dever de casa.

Muito para apenas uma reunião? Com certeza, por que no final, ninguém entendeu muito do que viu, e os processos seguem passando. Seguem amplificando o caos, contra qualquer tipo de planejamento urbano.

Eliana Hertzog Castilhos

Park & Hide PUC


Park & Hide Jockey






A pressa (...)


Há tempos ando observando que a pressa vem roubando a qualidade de vida. A pressa na verdade vem roubando a vida das pessoas. Poucos dias atrás, um cobrador de ônibus esfaqueou 2 passageiros aqui em Porto Alegre. O motivo, os passageiros reclamavam do atraso do ônibus. O cobrador, nada tinha o que fazer. O trânsito está caótico. Basta sair às ruas para ver. Não era culpa dele. Mas ainda sim, as pessoas estão doentes. Todos estão doentes.
Tudo é “pra ontem”. Quem nunca ouviu esta expressão? Na pressa de encontrar um tempo, acabamos por encontrar tempo nenhum. Perdem-se as relações, substituídas pelas redes sociais virtuais. Que de tão virtuais, minam as bases antes sólidas das relações. Dos vários amigos, quantos na verdade se tem?
Não temos tempo para nada, mas ainda assim encontramos tempo para tudo. As conexões instantâneas, rápidas, dinâmicas, fizeram o homem se tornar escravo do seu trabalho. Todos correm o tempo todo. Há quem não corra? Sim, sempre há... mas este não está trabalhando.

O celular toca a todo o instante. São ligações, mensagens, twitter, whatsapp, facebook. Não há mais tempo, tempo de almoço, tempo de descanso, tempo para a família. As pessoas conectam-se a todo instante, inserindo-se propositadamente em uma “matrix”. Alheias a tudo, são acima de tudo alheias às pessoas, ao ser humano. A solidariedade, a generosidade estão desaparecendo. O caos está por todo o lado. Parte do plano? Ainda não sei.

























Do repórter fotográfico Alfonso Abraham:
A capital do gaúchos, vista do terraço do prédio do DAER.

terça-feira, 29 de abril de 2014

30 segundos para atravessar uma rua é pedir demais?

O Jornal Zero Hora publicou na data de ontem o mapa abaixo para indicar as zonas da cidade onde o semáforo contará com 30 segundos para atravessar um rua. Um teste que está sendo feito pela Prefeitura. 





Fonte:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2014/04/centro-de-porto-alegre-tera-dois-dias-de-testes-de-30-segundos-nas-sinaleiras-4486559.html

Li e reli, em especial a parte onde o diretor-presidente da EPTC e secretário municipal de Mobilidade, Vanderlei Cappellari disse:
"Somente vamos avaliar o impacto no transporte coletivo. Nos automóveis, não."

E me vieram à mente duas perguntas:
a) 30 segundos para atravessar uma rua é pedir demais?
b) se os impactos dos empreendimentos são avaliados em sua grande maioria pelo impacto sobre o trânsito total de veículos, por que não avaliar TODO o impacto causado por esta medida?

Se tem algo que defendo, é o espaço e o respeito ao pedestre.  Há cerca de 20 anos fui atropelada em Porto Alegre em cima de uma faixa de segurança. Aqui, o que reina é o desrespeito. Sei que o tempo do sinal é calculado pelo tempo. Que tem uma folga. Ao menos é o que dizem. Segundo reportagem do Jornal O Sul, Vanderlei Cappellari afirma que a prefeitura segue uma indicação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a média de velocidade de caminhada é 1,2 m/s. “Quando o visor mostra 10 ou 12 segundos para fazer a travessia, o que é uma raridade, o pedestre tem ainda o tempo de segurança, ou seja, mesmo mostrando para o pedestre o sinal vermelho, a sinaleira para o automóvel ainda não abriu”, acrescenta. Só que se para mim, que tenho 34 anos, as vezes é difícil atravessar. E como fica a velhinha? E o portador de necessidades especiais? Sim, por que o tempo de segurança (além dos ditos segundos) numa cidade sem respeito é claramente desrrespeitado. É fechar a indicação de tempo do pedestre que tem carro arrancando.

Educação. À Porto Alegre, falta Educação No Trânsito. E não é de hoje. Defendo sim o aumento do tempo ao pedestre, mas defendo que este aumento seja feito de forma calculada. Se o cálculo hoje está falho, vamos corrigir o cálculo. Mesmo por que com as literais autopistas que estamos criando na nossa cidade, talvez 30 segundos, seja pouco!

Eliana Hertzog Castilhos
arquiteta e urbanista

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Porto Alegre de contradições.

De todas as situações estranhas que a cidade de Porto Alegre nos faz vivenciar são as suas contradições que mais me chamam  atenção.
Há apenas algumas semanas o bairro Moinhos de Vento vem discutindo as questões relacionadas a ampliação do Moinhos Shopping. Compareci a algumas reuniões e percebi o grande entrave que são as promessas vazias. Ouvi inúmeras queixas sobre os problemas de iluminação do bairro. Que deveriam estar resolvidos este ano e até agora nada, nem obras. Os moradores querem mais luz, nas calçadas, nos parques, nas praças.
Daí há quem diga que isso não é só ali, só neste bairro. Mas verdade seja dita, há quantos anos pagamos taxa extra na conta de luz para a iluminação pública? E o que mudou? O IPTU do bairro Moinhos de Vento também não é barato. Mas Voltando ao Shopping. Enquanto os moradores querem a valorização da paisagem, a qualificação dos ambientes públicos de calçadas e parques, as contrapartidas solicitadas ao empreendimento não são relacionadas à iluminação pública. São relacionadas às vias, a solucionar o trânsito de veículos. A proposta de medidas mitigadoras é redução de calçadas. Logo as calçadas, que são o charme do bairro.  Entre as propostas estão:
- um 'taper' na dr. Timóteo, para o acesso de veículos, ou seja, jogam a via para a posição da calçada e a calçada um pouco mais para dentro;
- um alargamento da 24 de outubro na calçada do mcDonalds, num total de mais uma pista (menos 3,5m de calçada - imagem abaixo ilustra em vermelho a faixa - imagem do google street view);




- vários ajustes em curvas que em geral reduzem um pouquinho as calçadas;
-  uma alça para os veículos dobrarem direto da Olavo Barreto Viana na 24 (reduzindo drasticamente a calçada da Panvel)... ais ou menos tirar esta faixa marcada em vermelho na imagem abaixo.


A base da imagem é do site da Panvel.

Mas comecei este post falando sobre contradições. E sim, tenho que me perguntar como a mesma prefeitura que propõe isto para o Moinhos de Vento (afinal estas propostas foram feitas pela EPTC), como esta mesma prefeitura quer agora propor retirar os carros do centro. Sim, o que foi divulgado é que a Prefeitura irá implantar o projeto feito pela Mobicidade junto com o escritório 0E1, que propõe o regaste do espaço para pedestres em algumas ruas do centro de Porto Alegre (Dr. Flores, Marechal Floriano e Vigário José Inácio.

Infos adicionais sobre o projeto no link abaixo:
http://www.mobicidade.org/?p=212

Bem, este post não é destinado à crítica para a crítica. Para quem não entendeu ainda, o pessoal do Moinhos não é contrário a tudo e todos, só quer assim como todo mundo mais espaços para as pessoas, mais segurança, mais ILUMINAÇÃO PÚBLICA. São inúmeros os relatos de assaltos no local. E assim como o Centro quer resgatar o espaço das pessoas, o Moinhos de Vento quer PRESERVAR O SPAÇO DAS PESSOAS.
Sabem o que mais eu não entendo, como um estudo de trânsito que fala que as pessoas que frequentam o Moinhos Shopping em sua grande maioria o fazem a pé, como deste estudo, a proposta de solução é tão distorcida. Ao Grupo Zaffari, que foi quem nos apresentou este projeto de ampliação, posso dizer as pessoas não são contra o Shopping, são contra o que querem fazer com o entorno do Bairro. E no fundo, estão cobertas de razão.

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e Urbanista