segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CMDUA pra que??

As novidades não param a surgir do empreendimento do Inter, agora é a vez do Shopping a Céu aberto, tipo open mal (hein??)
Segundo  reportagem da Zero Hora (http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/inter/noticia/2013/08/com-foco-em-servico-e-alimentacao-street-mall-do-beira-rio-deve-ser-aberto-em-outubro-de-2014-4247207.html):


O projeto comercial foi apresentado à imprensa gaúcha na manhã desta segunda-feira, em Porto Alegre. Para criar a identidade e administrar o novo shopping, a Brio firmou parceria com outros dois grupos com experiência no mercado local: Phorbis e Tornak. As 44 lojas serão divididas em módulos entre 65m² e 650m² (que poderão ter mezanino). O plano é trazer à cidade um novo conceito, atingindo principalmente o público do bairro Menino Deus, com um mix que poderá ter lotéricas, agências bancárias, bares, restaurantes ou cafeterias. A aposta é na facilidade de estacionamento (no novo edifício-garagem e em ruas internas do complexo), e na proximidade com a Avenida Padre Cacique. O espaço entre as vitrinas e a base da cobertura é de oito metros, e a Brio não descarta a possibilidade de que, em dias de jogos, espaços de alimentação possam colocar mesas nessa área.

Não sei de onde saem estas coisas... pra que aprovar projeto de Shopping se o Inter vai lá e faz sem ninguém saber, nem CMDUA, nem RP's, nem mesmo a prefeitura (afinal segundo a EPTC, tem que ver se não vai aumentar o número de atropelamentos...). E a considerar que tem que inserir aí nesta ainda um Centro de Eventos (3x maior que a FIERGS), um hotel, centro médico, realmente pergunto aqui "Quantos metros quadrados a mais o Sport Club Internacional ainda vai precisar??"
Por fim, pergunto, alguém aprovou o mall do internacional? por que eu, como delegada, nunca vi este projeto de Shopping...
E ainda terão mesinhas na calçada para deixar mais fácil a circulação dos pedestres que não mais calçada terão! que bonito, em dia do jogo do Inter, ninguém circula...


Eliana Hertzog Castilhos
arquiteta e urbanista

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Beira Rio, a privativação do espaço público feita sob o pretexto da Copa do Mundo.

Certos momentos da vida, nos perguntamos se realmente vale a pena ser honesta num país feito o Brasil, onde a malandragem rola solta, e nada acontece. Onde os recursos são usurpados das áreas mais carentes, desobrigando grandes corporações que teriam recursos de cumprir suas obrigações mais básicas, mais legais, e que todos cumprimos... como por exemplo em relação ao espaço público.
Há três anos atrás participei como delegada das reuniões da RP1, em que avaliamos o projeto "gigante para sempre". Naquele momento alertei, e agora fico feliz de tê-lo feito com uma postagem, alertei sobre o fato de que o projeto não considerava algo básico, o espaço que tinham para fazer o projeto. Critiquei isto sr. vice presidente de patrimônio do Inter e aos colegas arquitetos da Hype Studio (na época nem havia o Santini e Rocha)..."o que vcs querem colocar neste terreno simplesmente não cabe!! Os impactos serão imensos... não sabemos se dá para consertar o trânsito, com tantos Mega Empreendimento...
As respostas que ouvi foram... vai balançar pouco... não terá tanto impacto...
propusemos fazer o uso do espaço aéreo via outorga onerosa... afinal se o Colégio Rosário paga, o Praia de Belas paga, se o Zaffari/Bourbon paga, por que não o Inter... de resposta, ouvi que isto inviabilizaria a execução do projeto (??!!?? como é que é?? pensei eu...).
Bem, hoje afirmo que se o metro quadrado aéreo tivesse tido preço, talvez não tivesse fugido tanto ao controle.
Registro abaixo o que era previsto no projeto (balançar sobre a via), a foto que tirei durante as obras da fundações, quando eu (e mais uma galera já tinhamos percebido que "São Paulo não cabe em Porto Alegre" e aproveito para postar o print da reportagem da Zero Hora de hoje, que mostra claramente e afirma, que esta na calçada, e sobre a via de veículos... e pior, que o canteiro central foi reduzido...
Mas "peraí", não era só o balanço sobre a calçada???
Segue as fotos para mostrar todo o processo, desde seu iniciozinho...



Mentira, irresponsabilidade? nada disso agora importa... o que importa é QUEM PAGOU A CONTA? Eu sei, e você sabe??
Segue links dos posts relacionados:

E da matéria da Zero Hora:

Que todos tirem suas próprias conclusões...

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Residencial Santana - agosto 2013

O empreendimento Residencial Santana, na cidade de Esteio está em execução. As imagens abaixo realizadas na última semana, mostram o andamento da obra. Os interessados podem acompanhar por aqui ou com a imobiliária Neiwal de Esteio.
Guarita do Residencial, em execução.
Fundações da torre 1 sendo executadas, estaqueamento e colarinhos prontos.
Estaqueamento já entrou na 4ª Torre, em breve vencemos mais esta etapa da obra.

Arq. Alan C. T. Furlan

Residencial Bella Vitta - agosto de 2013

O empreendimento Bella Vitta, em Gravataí está em execução. As fotos abaixo são registros realizados no dia 20 de agosto de 2013. O empreendimento está 30% concluído. Os interessados que quiserem, podem agendar visitas ao local, nos fins de semana, quando não há obras, para verificar as instalações e a execução em si das construções. 

 Conjunto G-Frente, sobrados já cobertos, e com a linha da alvenaria.
 Conjunto G-Fundos, outra linha de sobrados, com a laje de entrepiso já executada.
 Conjunto E, com oito unidades na altura da laje de entrepiso e mais 8 unidade, com radier esperando o concreto.
Outra imagem para demonstrar o andamento da colocação de blocos do segundo pavimento.

Arq. Alan C T Furlan

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Parcão: Projetos que inspiram...

Há algum tempo, desenvolvemos projetos para o Parcão de Novo Hamburgo, em conjunto com a Engeplus Engenharia e Consultoria. Hoje ao receber um link,. me surpreendi com uma imagem publicada no site do Terra,  http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/negocios-sustentaveis/bairro-sustentavel-valoriza-pedestres-e-meio-ambiente-conheca-projeto,f7ec688fa0130410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html:


Bem, esta imagem lembra em muito o nosso projeto, que justamente fazia com que o prédio surgisse do solo, fazendo-o parte deste e portanto, parte do próprio parque... reduzindo seu impacto visual:
Nossa imagem foi postada a bastante tempo (ainda nas etapas de estudos) e fico muito feliz em ver que são idéias que podem até servir para outros lugares e outros projetos! 

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

200.000 visitas!

pessoal,
batemos a marca de 200.000 visitas. Obrigado a todos!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viaduto Otávio Rocha

Viaduto Otávio Rocha
Os trabalhos para a recuperação e restauração do Viaduto Otávio Rocha, ou também conhecido como “Viaduto da Borges”, foram iniciados. É uma felicidade trabalhar neste projeto. Ele envolve toda a cidade e nossa história. Por isso, segue um pequeno histórico desse monumento, para termos uma ideia da responsabilidade e do comprometimento deste trabalho.
O Plano Geral de Melhoramentos de 1914, atribuído a Moureira Maciel, previa entre outras intervenções no tecido urbano de Porto Alegre, a construção da Avenida Borges de Medeiros. Mas a obra somente saiu do papel em 1928, quando o intendente Otávio Rocha e o presidente do Estado, Borges de Medeiros, realizaram diversas obras consideradas “cirurgias urbanas”, que podem ser relacionadas, devidas às proporções, às obras realizadas em Paris por Haussmann e no Rio de Janeiro por Pereira Passos.
A execução da obra tinha como justificativa a higiene e embelezamento da cidade – neste período estava vigente o pensamento positivista, por isso a intenção de empregar a ideia de progresso, através do planejamento e reformas urbanas. Anteriormente ali existia uma pequena via – a Rua General Paranhos, que conectava a Rua General Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em acentuada ladeira até a Rua Coronel Genuíno, era uma rua marcada pela criminalidade e prostituição. Além disso, havia a necessidade de tratar o trânsito da cidade, conectando o centro à zona sul.
A obra exigia o rebaixamento do terreno, a interrupção da Rua Duque de Caxias e a criação de uma via elevada para que a passagem fosse reconfigurada. A proposta é de autoria dos Engenheiros Manuel Asumpção Itaqui e Diulio Bernardi, aprovada em 1927. No ano seguinte começaram as desapropriações e terraplanagem. Para a execução da obra foi aberta uma concorrência e a empresa vencedora foi a alemã: Companhia Construtora Dyckerhoff e Widmann.
O Viaduto foi executado em estrutura de concreto armado e revestido com cirex (massa raspada com mica). Composto por três vãos: o central com 19,20m e os laterais com 4,80m. Dois grupos ornamentais estão alocados nos nichos das porções centrais. O parapeito é composto por uma balaustrada em concreto. Inaugurado em 1932, foi considerado uma obra monumental, que transmitia a visão de uma Porto Alegre Moderna. Em 1972, foram cedidos os pequenos compartimentos no passeio inferior para estabelecimentos comerciais, serviços e sanitários. Por suas características arquitetônicas e sua relevância sócio cultural, foi inscrito pelo município no Livro do Tombo em 1988.
Em 1997 começaram a ser feitas reformas para reparo da estrutura, lavagem geral, recuperação de calhas e tubos de coleta. Seguindo pela atualização no sistema de iluminação, com a sua troca. Em 1999 foi iniciada a última etapa da restauração com a reforma dos passeios, dos revestimentos, das esquadrias, das instalações elétricas e hidráulicas de todas as lojas, sendo concluída no ano de 2001. Posteriormente, em 2010, foi feita uma limpeza geral e restauração do revestimento.
Atualmente o Viaduto se encontra em péssimo estado de conservação. Instalações elétricas, hidrossanitárias, gás, impermeabilização, segurança, proteção contra incêndio, acessibilidade, iluminação pública, paisagismo, mobiliário e sinalização urbana devem ser avaliadas e recuperadas. Algumas questões relevantes foram discutidas com relação a como a Prefeitura irá realizar esta reforma. O que não resta dúvida é a sua necessidade.
Uma determinação do Ministério Público impôs que a Prefeitura apresentasse projeto de recuperação do Viaduto. Em maio deste ano, a empresa Engelplus Engenharia ganhou licitação para a execução do projeto de restauração e recuperação estrutural do monumento. Após a apresentação do projeto, principalmente de seu orçamento, as questões de como a obra será executada serão discutidas.
O movimento de Preservação e Humanização do Viaduto Otávio Rocha, promovido pela ARCCOV (Associação Representativa dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha), formada em 2005, tem por objetivo a preservação e manutenção do Viaduto através da conscientização da população e do poder público, a respeito da sua importância. Seus valores vão além dos arquitetônicos e históricos, mas também humanos e culturais.


Fontes:
MONTEIRO, Charles. Porto Alegre: urbanização e modernidade: construção social do espaço urbano. Porto Alegre: Edipucrs, 1995. 152 p.
Estudos urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: UFRGS: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1993. 373 p. : il.
FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. 444 p. : il.



Athena Guimarães
Acadêmica - Arquitetura e Urbanismo
UFRGS

Rua General Paranhos – 1865
Obras Viaduto Otávio Rocha – 1926

Obras Viaduto Otávio Rocha – 1930

Colocação dos trilhos - 1932




Pichações, sujeira e infiltrações chamam a atenção.

Foto: Maurício Malaszkiewicz
As escadarias internas foram ocupadas por consumidores de drogas, tornando o local inseguro mesmo durante o dia.
Foto: Maurício Malaszkiewicz
Atualmente as grelhas de escoamento pluvial estão fechadas. O Viaduto se torna uma verdadeira “cascata” em dias chuvosos. Além de aumentar o problema da infiltração.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

Instalações elétricas expostas por terem seus tampos furtados ou então inacessíveis.
Foto: Maurício Malaszkiewicz