sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Beira Rio, a privativação do espaço público feita sob o pretexto da Copa do Mundo.

Certos momentos da vida, nos perguntamos se realmente vale a pena ser honesta num país feito o Brasil, onde a malandragem rola solta, e nada acontece. Onde os recursos são usurpados das áreas mais carentes, desobrigando grandes corporações que teriam recursos de cumprir suas obrigações mais básicas, mais legais, e que todos cumprimos... como por exemplo em relação ao espaço público.
Há três anos atrás participei como delegada das reuniões da RP1, em que avaliamos o projeto "gigante para sempre". Naquele momento alertei, e agora fico feliz de tê-lo feito com uma postagem, alertei sobre o fato de que o projeto não considerava algo básico, o espaço que tinham para fazer o projeto. Critiquei isto sr. vice presidente de patrimônio do Inter e aos colegas arquitetos da Hype Studio (na época nem havia o Santini e Rocha)..."o que vcs querem colocar neste terreno simplesmente não cabe!! Os impactos serão imensos... não sabemos se dá para consertar o trânsito, com tantos Mega Empreendimento...
As respostas que ouvi foram... vai balançar pouco... não terá tanto impacto...
propusemos fazer o uso do espaço aéreo via outorga onerosa... afinal se o Colégio Rosário paga, o Praia de Belas paga, se o Zaffari/Bourbon paga, por que não o Inter... de resposta, ouvi que isto inviabilizaria a execução do projeto (??!!?? como é que é?? pensei eu...).
Bem, hoje afirmo que se o metro quadrado aéreo tivesse tido preço, talvez não tivesse fugido tanto ao controle.
Registro abaixo o que era previsto no projeto (balançar sobre a via), a foto que tirei durante as obras da fundações, quando eu (e mais uma galera já tinhamos percebido que "São Paulo não cabe em Porto Alegre" e aproveito para postar o print da reportagem da Zero Hora de hoje, que mostra claramente e afirma, que esta na calçada, e sobre a via de veículos... e pior, que o canteiro central foi reduzido...
Mas "peraí", não era só o balanço sobre a calçada???
Segue as fotos para mostrar todo o processo, desde seu iniciozinho...



Mentira, irresponsabilidade? nada disso agora importa... o que importa é QUEM PAGOU A CONTA? Eu sei, e você sabe??
Segue links dos posts relacionados:

E da matéria da Zero Hora:

Que todos tirem suas próprias conclusões...

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Residencial Santana - agosto 2013

O empreendimento Residencial Santana, na cidade de Esteio está em execução. As imagens abaixo realizadas na última semana, mostram o andamento da obra. Os interessados podem acompanhar por aqui ou com a imobiliária Neiwal de Esteio.
Guarita do Residencial, em execução.
Fundações da torre 1 sendo executadas, estaqueamento e colarinhos prontos.
Estaqueamento já entrou na 4ª Torre, em breve vencemos mais esta etapa da obra.

Arq. Alan C. T. Furlan

Residencial Bella Vitta - agosto de 2013

O empreendimento Bella Vitta, em Gravataí está em execução. As fotos abaixo são registros realizados no dia 20 de agosto de 2013. O empreendimento está 30% concluído. Os interessados que quiserem, podem agendar visitas ao local, nos fins de semana, quando não há obras, para verificar as instalações e a execução em si das construções. 

 Conjunto G-Frente, sobrados já cobertos, e com a linha da alvenaria.
 Conjunto G-Fundos, outra linha de sobrados, com a laje de entrepiso já executada.
 Conjunto E, com oito unidades na altura da laje de entrepiso e mais 8 unidade, com radier esperando o concreto.
Outra imagem para demonstrar o andamento da colocação de blocos do segundo pavimento.

Arq. Alan C T Furlan

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Parcão: Projetos que inspiram...

Há algum tempo, desenvolvemos projetos para o Parcão de Novo Hamburgo, em conjunto com a Engeplus Engenharia e Consultoria. Hoje ao receber um link,. me surpreendi com uma imagem publicada no site do Terra,  http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/negocios-sustentaveis/bairro-sustentavel-valoriza-pedestres-e-meio-ambiente-conheca-projeto,f7ec688fa0130410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html:


Bem, esta imagem lembra em muito o nosso projeto, que justamente fazia com que o prédio surgisse do solo, fazendo-o parte deste e portanto, parte do próprio parque... reduzindo seu impacto visual:
Nossa imagem foi postada a bastante tempo (ainda nas etapas de estudos) e fico muito feliz em ver que são idéias que podem até servir para outros lugares e outros projetos! 

Eliana Hertzog Castilhos
Arquiteta e urbanista

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

200.000 visitas!

pessoal,
batemos a marca de 200.000 visitas. Obrigado a todos!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Viaduto Otávio Rocha

Viaduto Otávio Rocha
Os trabalhos para a recuperação e restauração do Viaduto Otávio Rocha, ou também conhecido como “Viaduto da Borges”, foram iniciados. É uma felicidade trabalhar neste projeto. Ele envolve toda a cidade e nossa história. Por isso, segue um pequeno histórico desse monumento, para termos uma ideia da responsabilidade e do comprometimento deste trabalho.
O Plano Geral de Melhoramentos de 1914, atribuído a Moureira Maciel, previa entre outras intervenções no tecido urbano de Porto Alegre, a construção da Avenida Borges de Medeiros. Mas a obra somente saiu do papel em 1928, quando o intendente Otávio Rocha e o presidente do Estado, Borges de Medeiros, realizaram diversas obras consideradas “cirurgias urbanas”, que podem ser relacionadas, devidas às proporções, às obras realizadas em Paris por Haussmann e no Rio de Janeiro por Pereira Passos.
A execução da obra tinha como justificativa a higiene e embelezamento da cidade – neste período estava vigente o pensamento positivista, por isso a intenção de empregar a ideia de progresso, através do planejamento e reformas urbanas. Anteriormente ali existia uma pequena via – a Rua General Paranhos, que conectava a Rua General Andrade Neves até a Rua Duque de Caxias e descia em acentuada ladeira até a Rua Coronel Genuíno, era uma rua marcada pela criminalidade e prostituição. Além disso, havia a necessidade de tratar o trânsito da cidade, conectando o centro à zona sul.
A obra exigia o rebaixamento do terreno, a interrupção da Rua Duque de Caxias e a criação de uma via elevada para que a passagem fosse reconfigurada. A proposta é de autoria dos Engenheiros Manuel Asumpção Itaqui e Diulio Bernardi, aprovada em 1927. No ano seguinte começaram as desapropriações e terraplanagem. Para a execução da obra foi aberta uma concorrência e a empresa vencedora foi a alemã: Companhia Construtora Dyckerhoff e Widmann.
O Viaduto foi executado em estrutura de concreto armado e revestido com cirex (massa raspada com mica). Composto por três vãos: o central com 19,20m e os laterais com 4,80m. Dois grupos ornamentais estão alocados nos nichos das porções centrais. O parapeito é composto por uma balaustrada em concreto. Inaugurado em 1932, foi considerado uma obra monumental, que transmitia a visão de uma Porto Alegre Moderna. Em 1972, foram cedidos os pequenos compartimentos no passeio inferior para estabelecimentos comerciais, serviços e sanitários. Por suas características arquitetônicas e sua relevância sócio cultural, foi inscrito pelo município no Livro do Tombo em 1988.
Em 1997 começaram a ser feitas reformas para reparo da estrutura, lavagem geral, recuperação de calhas e tubos de coleta. Seguindo pela atualização no sistema de iluminação, com a sua troca. Em 1999 foi iniciada a última etapa da restauração com a reforma dos passeios, dos revestimentos, das esquadrias, das instalações elétricas e hidráulicas de todas as lojas, sendo concluída no ano de 2001. Posteriormente, em 2010, foi feita uma limpeza geral e restauração do revestimento.
Atualmente o Viaduto se encontra em péssimo estado de conservação. Instalações elétricas, hidrossanitárias, gás, impermeabilização, segurança, proteção contra incêndio, acessibilidade, iluminação pública, paisagismo, mobiliário e sinalização urbana devem ser avaliadas e recuperadas. Algumas questões relevantes foram discutidas com relação a como a Prefeitura irá realizar esta reforma. O que não resta dúvida é a sua necessidade.
Uma determinação do Ministério Público impôs que a Prefeitura apresentasse projeto de recuperação do Viaduto. Em maio deste ano, a empresa Engelplus Engenharia ganhou licitação para a execução do projeto de restauração e recuperação estrutural do monumento. Após a apresentação do projeto, principalmente de seu orçamento, as questões de como a obra será executada serão discutidas.
O movimento de Preservação e Humanização do Viaduto Otávio Rocha, promovido pela ARCCOV (Associação Representativa dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha), formada em 2005, tem por objetivo a preservação e manutenção do Viaduto através da conscientização da população e do poder público, a respeito da sua importância. Seus valores vão além dos arquitetônicos e históricos, mas também humanos e culturais.


Fontes:
MONTEIRO, Charles. Porto Alegre: urbanização e modernidade: construção social do espaço urbano. Porto Alegre: Edipucrs, 1995. 152 p.
Estudos urbanos: Porto Alegre e seu planejamento. Porto Alegre: UFRGS: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1993. 373 p. : il.
FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre: guia histórico. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006. 444 p. : il.



Athena Guimarães
Acadêmica - Arquitetura e Urbanismo
UFRGS

Rua General Paranhos – 1865
Obras Viaduto Otávio Rocha – 1926

Obras Viaduto Otávio Rocha – 1930

Colocação dos trilhos - 1932




Pichações, sujeira e infiltrações chamam a atenção.

Foto: Maurício Malaszkiewicz
As escadarias internas foram ocupadas por consumidores de drogas, tornando o local inseguro mesmo durante o dia.
Foto: Maurício Malaszkiewicz
Atualmente as grelhas de escoamento pluvial estão fechadas. O Viaduto se torna uma verdadeira “cascata” em dias chuvosos. Além de aumentar o problema da infiltração.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

Instalações elétricas expostas por terem seus tampos furtados ou então inacessíveis.
Foto: Maurício Malaszkiewicz

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pérolas da Arquitetura - Post 1

   De tempos em tempos somos pegos por algumas pérolas da arquitetura, seja comentários ou mesmo procedimentos. Hoje tivemos no escritório mais uma, mas esta foi tão "pérola", que motivou este post.
   Tudo na verdade começou no sábado, quando estavamos em uma obra e ao chegar as malhas de aço fomos obrigados a recusar o material pois as mesmas estavam todas enferrujadas, ou seja, sem condições de uso.
   Hoje ao realizar o contato com o fornecedor (NBortolini), o vendedor Sílvio emitiu um dos maiores "despaltérios" (absurdos) do mês, conforme sua observação, ou melhor, eu diria conforme sua opinião:
   "...os nossos clientes até preferem as malhas enferrujadas pois assim o concreto adere melhor nelas."
   Ainda completou:
   "...nunca nenhum cliente pediu para devolver ferro de obra devido a estar enferrujado..."
  
   Bem pessoal ou nós somos muito chatos ou então estamos trabalhando com outra realidade. Mas me preocupa estes outros clientes... Depois culpam o pessoal da engenharia e da arquitetura por falhas nas obras... será que alguém fiscaliza o fornecimento do material de construção? E daí, se você devolve, por que não presta, é chato, ou é responsabilizado pelo atraso da obra. Bem vindos ao mundo da construção civil, onde tudo se ouve, tudo se fala, sem comprometimento algum.

   A nossa estagiária Adriana Ribeiro foi quem foi obrigada a presenciar estes absurdos.

Arquiteto e Urbanista Alan Cristian Tabile Furlan