quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Lições de Arquitetura. Post 6.

Lição 33.

"Se você deseja imbuir um espaço arquitetônico ou um elemento de uma qualidade particular, esteja certo de que a qualidade realmente esteja lá."

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O reencontro da praça da Alfândega com a Feira do Livro de Porto Alegre.

Há cerca de dois anos, a Praça da Alfândega começou a ser restaurada. O Programa Monumenta desejava devolver à cidade um das praças mais consagradas, conforme seu projeto original. O arquiteto Responsável que coordenou esta restauração, que uma vez entregue, está gerando uma série de discussões. E este blog, como não poderia deixar de ser, resolveu divulga-la e posicionar-se, como sempre procura fazer. Mesmo por que, a Feira do Livro de Porto Alegre reencontrou a praça assim como todos os porto alegrenses que passam por ela.

É inegável a surpresa evidente que toda conta de nós quando circulamos na praça. Antigamente sob a sombra, hoje o sol toma conta de diversos espaços. Confesso que já esperava este ganho de luz. Não esperava, porém, que fosse se dar de forma tão significativa. A temperatura subiu, reduzindo em muito o conforto de quem circula pelas suas calçadas de pedra portuguesa. Ficaram muitas árvores caducas, foram-se grande parte das perenes, e com estas, a ambiência consagrada da praça. Muitas árvores que ficaram nem se sabe bem por que, já que algumas até parecem estar mortas. Confesso que a surpresa, que esperava ser positiva, foi na verdade negativa. O calor tomou conta. E o calçamento parece longe de um trabalho de restauro. Há uma coleção diversa de tipos de luminárias, o que contraria qualquer pesquisa histórica. As fotos postadas aqui são claras ao mostrar isto.
Sempre fui contra a crítica pela crítica, mas acho que neste caso o arquiteto responsável deve dar ouvidos a quem à ele encaminha reclamações e questionamentos sobre este serviço. Todos, enquanto contribuintes, temos direito à nos manifestar, e mesmo a não gostar. E eu mais do que não gostar, não consigo justificar tecnicamente, o que foi feito. Não consigo entender a remoção tão significativa de árvores, contrária ao que é característica da cidade de Porto Alegre. Não consigo aceitar que a história de um projeto desenhado à anos em uma folha de papel se sobreponha à história vivenciada e consagrada no imaginário de tantos de transitam diariamente por aquelas pequenas pedras portuguesas. Até agora, estou procurando onde foi parar o imaginário do lugar que todos nós conhecíamos como Praça da Alfândega.
Ao final, resta esperar que algo seja feito no sentido resgatar sim a nossa história, não de páginas soltas ao vento mas sim aquela que todos ajudamos a construir. Ao circular pela Feira do livro, me vi coberta por toldos que sequer permitiam a passagem da luz, por vezes sem enxergar os jacarandás tão consagrados na Feira. O sentimento foi o de perda, de algo que talvez nem seja possível afirmar ou descrever ao certo. Perdeu-se algo, simplesmente. Não físico, não de história, mas sim de memória que eu tinha da nossa antiga Praça da Alfândega.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos


















terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lições de Arquitetura. Post 5.

Lição 18.

"Qualquer decisão de design deve ser justificada de pelo menos duas maneiras."

Cubbos Consultoria obtem classificação no PBQP-H, Nível D.

Estamos muito felizes em comunicar que os esforços em aumentar a qualidade e organização dos serviços que prestamos tem obtido resultado. No dia de hoje, a Cubbos conseguiu obter a classificação de nível D, segundo o PBQP-H, o Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat. Com fundamentos do ISO, o programa busca aumentar a qualidade e segurança nas empresas de construção civil e obras, o que aumenta como um todo a qualidade para o cliente.
Em um ano, esperamos poder passar ao nível C. Para isso contamos com todos que fazem parte da nossa equipe para alcançar mais este sucesso.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Praças Móveis, idéia interessante para eventos temporários.

Seguidamente somos questiionados sobre a ocupação das mesas nos passeios, impedindo as passagens dos pedestres. Ao mesmo tempo, sabemos que áreas comerciais consolidadas valorizam ambientes muitas vezes os embelezando, como ocorre com a rua Padre Chagas, em Porto Alegre. O ar bucólico obtido pelos cafés e bares junto a algumas construções agrada, não apenas aqui mas em diversos locais.
Nem sempre porém é possível buscar esta ambiência.
Uma solução criativa, que pode ser aplicada para eventos temporários, chamou nossa atenção pois torna-se bastante viável, com um impacto bastante reduzido. São as chamadas Praças Móveis, que estão sendo utilizadas na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. A chamada praça ocupa o espaço de uma vaga de carro, liberando a calçada para o pedestre. A estrutura alia bancos, mesas, floreiras, de um modo bastante interessante e na verdade prático.
Pode se tornar uma opção para eventos itinerantes ou mesmo sazonais cuja época de realização possa detacar o pedestre, o usuário, em relação aos carros, deixando estes em segundo plano.























Fonte das imagens: http://www.architizer.com/en_us/blog/dyn/32955/san-francisco-parklets/

No final, acho que fica bastante simpático. Uma idéia que vale a pena ser replicada sim, acrescentando é claro um design com características bem brasileiras.

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. O cidadão, o meio e o arquiteto.

Com um tema geral ARQUITETURA PARA TODOS: CONSTRUINDO CIDADANIA, a 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, realizada na Oca, no Parque do Ibirapuera, abre com a proposta de gerar conhecimento. Idéia louvavel considerando que o grande público na maioria das vezes desconhece o que é arquitetura e urbanismo. A variedade de conhecimentos necessários, as interferências de cada varíavel em um projeto, poucas profissões aliam tantas formas de conhecimento e que devem ser combinadas para a produção de um produto final satisfatório, adequado e que atenda aos desejos de todos. "Roubando" uma citação que ficou bastante famosa, é como se cada arquiteto devesse ser um pouco "Steve Jobs", devendo saber o que as pessoas precisam sem que nem elas mesmas saibam. Afinal, o que produzimos está diretamente ligado à vida das pessoas. Nossos projetos, sejam de arquitetura, sejam urbanos, nosso planos diretores, estudos, tudo envolve a vida de todos e como nos interrelacionamos. E talvez por isto, surpreenda o fato de que ao mesmo tempo em que é tão importante, seja também tão pouco valorizada no dia-a-dia.
Canso de ver as pessoas preocupadas com o prazo, como se fosse a única coisa que valesse na execução de um projeto, deixando de lado funcionalidade, ambiência, economia, adaptação ao cliente. O pensamento pequeno e a ignorância suspreendem na maioria das vezes. Ou poderia dizer esperteza, já que muitos arquitetos ainda sofrem com o calote dos clientes. Quem nuca fez um projeto, não recebeu o pagamento, e ouviu uma desculpinha do tipo: "eu nem usei...". Ou pior, quem nunca ouviu: "mas vocês atrasaram, então eu não tenho por que te pagar..".
Pois, neste momento de Bienal Internacional de Arquitetura, de eleições da CAU, que os arquitetos se unam para concretizar a nossa profissão com a devida importância que ela têm. Que os arquitetos cada vez mais ampliem as ações no sentido divulgar a nossa profissão, sua complexidade, de modo que o público em geral compreenda que o arquiteto e urbanista é uma figura presente na vida de todos, mesmo que muitos não saibam.
(foto retirada do site: http://iabuberlandia.blogspot.com/2011/05/9-bienal-internacional-de-arquitetura.html)

Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estudos de insolação: etapa importante no desenvolvimento de um projeto arquitetônico.

Cada vez mais os estudos de insolação e ventilação de uma edificação tornam-se fundamentais no desenvolvimento de um projeto.  Esta preocupação se reflete em ganhos reais para todos. Com um projeto adequado, o proprietário ganha com a economia de energia para seu imóvel. Os usuários também ganham, uma vez que o clima da edificação como um todo fica mais confortável. O meio ambiente, por sua vez, tem impactos reduzidos quando se busca a economia energética. Ou seja, hoje, torna-se praticamente obrigatório este estudo por parte dos bons profissionais.
Abaixo segue vídeo para que o leigo possa entender do que estamos falando. Trata-se de um estudo para avaliação dos ganhos de implantação de uma zenital (iluminação de teto).

Vídeo interno:


Vídeo externo:


Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog CAstilhos